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Por que Georges Saint-Pierre segue sendo um verdadeiro ídolo mesmo fora do MMA

Foto: Divulgação/UFC

Pode parecer óbvio, mas não é. Georges St-Pierre, assim como era ao deixar o esporte pela primeira vez, em 2013, segue dando aula de como influenciar uma geração mesmo fora do octógono. Ídolo do esporte, o astro canadense sabe seu valor e mais uma vez deu um exemplo de caráter ao falar sobre sua relação com o presidente do UFC Dana White. Ele não se curva, não abaixa a cabeça e fala o que pensa, sem pestanejar. Assim como ele deixou bem claro, ele “não é controlado” pelo dirigente do UFC.

Antes de mais nada, é bom deixar claro que não temos evidências que comprovem que Dana White “tenta controlar” seus lutadores. Pode ser o eterno carma funcionário vs chefe. Esta foi apenas uma insinuação do ex-campeão do UFC, que não é comprovada, mas também não é impossível. O ponto é que depois de anos lidando com situações com as quais não concorda dentro do Ultimate, hoje, com o futuro nos trilhos e o poder de optar por continuar ou não lutando sem colocar na balança o peso do retorno financeiro, Georges St-Pierre, mais do que nunca, pode dizer o que pensa. E o que ele pensa é claro: ele sabe seu valor e caso alguém esqueça disso, ele o lembrará.

St-Pierre sempre foi um campeão correto, imagem da disciplina e competência no mundo das lutas. Embora seja fácil para ele chegar à essa altura do campeonato e nessa condição de carreira e começar a ser ousado em suas declarações referentes ao presidente do UFC, pode-se tirar uma mensagem positiva das últimas atitudes do canadense. Especialmente se você é um lutador do UFC. Realmente é complicado aceitar certas coisas e abaixar a cabeça para decisões de superiores mesmo quando causa discórdia, mas também é importante saber seu valor.

Hoje, St-Pierre só fala grosso ao citar Dana White porque ele pode. Não tem mais um vínculo firma com a organização e sabe que o presidente do UFC não adotará de represálias caso desgoste de alguma atitude do ex-campeão. É claro que GSP não pode sair por aí falando besteira, mas hoje ele pode “ousar” e chamar a atenção de uma geração inteira. Quando ele diz que “não é controlado” por Dana White, ele coloca uma pulga atrás da orelha de diversos atletas que provavelmente se perguntam: “Sou eu controlado pelo UFC? Eles fazem o que querem com a minha carreira? Eu tenho poder de decisão sobre o meu futuro?”. Todas essas perguntas devem ser respondidas por todo lutador sob contrato diante de uma organização. Todos têm direitos e deveres sobre seu futuro. E ninguém melhor do que você mesmo para saber o melhor para você.

Georges pode ficar em silêncio até resolver voltar ao MMA, mas mesmo de longe ele continua como um personagem de peso, influente diante do mundo das lutas.

Não me canso de lembrar, mas este é o mesmo cara que em 2013 interrompeu sua carreira no MMA e disse que só voltaria quando o esporte tivesse um programa antidoping mais justo. O que aconteceu após sua saída? O doping se tornou o maior vilão da modalidade. Visionário ou não, ele avisou.

Ídolos são a aqueles que servem como exemplo e referência para uma nova geração. O modelo e o influenciador do que queremos para o futuro do esporte. Que estejamos sempre atentos a seus sinais…

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