Copa do Mundo Rússia 2018

Brasil testa condição de favorito contra a Sérvia na rodada final do Grupo E

Seleção Brasileira
Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Atual líder da chave, Seleção Brasileira depende de apenas um empate para garantir vaga no mata-mata; aos sérvios, apenas a vitória interessa 

O Grupo E da Copa do Mundo chega à reta final nesta quarta-feira (27 de junho) com o Brasil vivendo um dilema. Vencer a Sérvia e garantir a primeira posição da chave, o que deixaria os comandados de Tite muito pertos de reviverem já nas oitavas de final o confronto marcado pelo 7×1 contra a Alemanha há quatro anos, ou segurarem o empate e tentarem fugir dos atuais campeões mundiais. Fato é que na atual situação do país pentacampeão, que fecha a fase de grupos contra a Sérvia, às 15 horas (horário de Brasília), em Moscou, escolher adversário não é prioridade, já que a equipe precisa se preocupar com as oscilações dentro de campo. Aos sérvios, atuais terceiros colocados, a vitória é o único resultado que importa para que a seleção europeia não dependa do embate entre Suíça e Costa Rica. Confira a análise da partida!

 

A matemática

A Seleção Brasileira lidera a chave com quatro pontos e saldo de dois gols. É este o critério de desempate que mantém Neymar e companhia na frente da Suíça na tabela, já que com a mesma pontuação, os helvéticos têm saldo positivo de um. Logo atrás há a Sérvia, com três pontos, e na lanterna, a já eliminada Costa Rica.

O jogo entre Brasil e Sérvia tem caráter decisivo. Quem perder praticamente dá adeus à Copa do Mundo, uma vez que os suíços devem fazer o seu dever de casa contra os costarriquenhos e avançarem no torneio. Por isso, é “matar ou morrer”.

Um triunfo canarinho significa vaga automaticamente para as oitavas de final do Mundial, mas, ao mesmo, também a possibilidade de reeditar o traumático duelo contra a Alemanha, que segundo o matemático Tristão Garcia é de 44%. Atualmente em segundo lugar do Grupo F com três pontos, a atual campeã mundial tem tudo para se classificar para o mata-mata uma vez que faz um jogo teoricamente tranquilo diante da descompromissada Coreia do Sul. Se contarmos que o México, líder da chave com seis pontos, vá ao menos empatar com a Suécia, a terceira com três, teremos sim o segundo embate consecutivo entre alemães e brasileiros em Copa do Mundo.

 

Ranking do fair play

Caso brasileiros e helvéticos vençam na rodada, a liderança da chave será disputada no critério de desempate. E está aí uma situação inusitada que pode definir o primeiro colocado. Hoje, a Seleção Brasileira está na ponta por ter saldo positivo de dois tentos, contra um dos suíços. Caso os dois países se igualem em gols marcados (hoje contam com quatro cada), no saldo de gols (neste caso, a Suíça teria que vencer por placar superior de um gol que o resultado brasileiro) e obviamente no confronto direto (este sim já descartado em razão do 1×1 na estreia), teremos o primeiro lugar definido nos cartões. É o quarto critério de desempate da Fifa, chamado de ranking de fair play. Atualmente, Tite e sua trupe também lideram o quesito, com apenas três advertências (Casemiro, Neymar e Philippe Coutinho), contra quatro dos helvéticos (Shaqiri, Lichtsteiner, Behram e Schar).

 

Brasil mais leve

Apesar do futebol pouco convincente até o momento na Copa do Mundo, o Brasil entra em campo jogando com o resultado debaixo do braço. Isso quer dizer que a Seleção Brasileira não precisará em teoria propor o jogo ou mesmo partir desesperadamente para o ataque, fato que como temos visto, tem sido um grande problema tamanha a dificuldade de furar as defesas adversárias.

Isso pode ser um alento ao trio Neymar, Philippe Coutinho e Gabriel Jesus, que pode finalmente deslanchar. A partida tem gosto especial para o ex-palmeirense, que tenta evitar um jejum de gols marcados por centroavantes brasileiros na fase de grupos. A última vez que os homens de frente da Seleção não balançaram as redes adversárias na primeira fase ocorreu em 1974, na Alemanha.

 

Jogo de força sérvio

Mas, por outro lado, a ofensividade brasileira, baseada em jogadores leves, pode ajudar a Sérvia, que tem um jogo focado no contato físico. É só olharmos o principal nome dos Balcãs, Mitrovic, que foi o responsável por infernizar o setor defensivo da Suíça na segunda rodada. Autor do gol de abertura do duelo europeu, o atacante do Fulham teve pelo menos outras duas chances para evitar o revés.

Agora, o grandalhão travará uma batalha com Thiago Silva e Miranda. Se vencê-la, o sérvio será o responsável direto por colocar pela primeira vez a Sérvia em um mata-mata de Copa do Mundo desde o desmembramento da antiga Iugoslávia.

 

Jogos da 3ª rodada do Grupo E da Copa do Mundo 2018

Quarta-feira, 27 de junho

  • 15:00 – Sérvia x Brasil – Palpite: Brasil
  • 15:00 – Suíça x Costa Rica – Palpite: Suíça

 

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