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Pelé é o embaixador do Campeonato Carioca

Foto: CR Vasco da Gama (site oficial)

Atleta do Século esteve presente ontem na cerimônia de lançamento do Estadual

A relação de Pelé com o futebol carioca, com o Maracanã e com os times da Cidade Maravilhosa é antiga. Nada mais justo que a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro homenagear o Rei do Futebol, que já vestiu a camisa de quatro equipes da cidade. Confira um pouco desta história.

 

Pelé vestiu as camisas de Flamengo, Fluminense, Olaria e Vasco da Gama

Apesar de só ter sido atleta profissional de Santos, Cosmos e da seleção brasileira, Pelé vestiu a camisa de quatro agremiações do Rio de Janeiro em ocasiões especiais.

A primeiro delas a sentir este prazer foi o Vasco da Gama, time do coração da infância do Rei. Com os titulares excursionando pela Europa, o combinado Santos-Vasco ganhou o reforço do menino de 16 anos, em 1957. Este quadro encarou o Flamengo, o Belenenses, o São Paulo e o Dínamo de Zagreb pelo Torneio do Morumbi. O craque marcou cinco tentos com o manto sagrado vascaíno: três contra os portugueses, um contra o São Paulo e um contra o Urubu.

Em 1964, o Atleta do Século vestiu a camisa do Olaria. O gesto foi um agradecimento pelo apoio dos cariocas ao Santos, que mandou diversas partidas da Taça Libertadores e do Mundial Interclubes no Maracanã, sempre com apoio maciço dos torcedores da cidade. Cada jogador do Santos representou uma instituição do antigo estado da Guanabara: Lima (Campo Grande), Ismael (Madureira), Joel Camargo (Flamengo), Olavo (Vasco da Gama), Mengálvio (America), Gylmar (único com a camisa do Santos), Peixinho (Bangu), Rossi (São Cristóvão), Toninho Guerreiro (Portuguesa) e Pepe (Fluminense). Faltaram apenas homenagens ao Botafogo e ao Bonsucesso.

Em 1978, Pelé foi o anfitrião do Fluminense na Nigéria. Em 06 de abril, o Tricolor enfrentaria o Racca Rovers e surgiu um boato de que Pelé estaria em campo. Uma multidão compareceu à arena para ver o craque, que, teoricamente, daria apenas o pontapé inicial. A segurança do estádio pediu a Pelé que ficasse em campo, para não acontecer uma tragédia. O brasileiro atuou os 45 minutos iniciais com a camisa branca, verde e grená e o Pó de Arroz venceu por 2 a 1.

Em 06 de abril de 1979, 139.953 pessoas pagaram para assistir Zico e Pelé juntos no Flamengo. A peleja era um amistoso contra o fortíssimo Atlético-MG e serviu para arrecadar fundos para as vítimas de recentes enchentes. O Mengão detonou o Galo: 5 a 1.

 

 

O Santos no Maracanã

Nos anos 60, o Santos buscava novas fontes de receita e desejava ampliar sua base de torcedores fora de seu município e também além das fronteiras estaduais. Por isso, decidiu trocar a Vila Belmiro pelo Maracanã em alguns duelos decisivos pelo Mundial Interclubes, Taça Libertadores, Supercopa Sul-Americana e Taça Brasil.

No outrora “maior do mundo”, o Peixe obteve cinco vitórias e duas derrotas. Chegou a arrastar mais de 130 mil cariocas na goleada sobre o Milan.

  • 29/03/1960 – Santos 1×3 Bahia (Brasil) – Taça Brasil de 1959.
  • 19/09/1962 – Santos 3×2 Benfica (Portugal) – Mundial Interclubes.
  • 04/09/1963 – Santos 3×2 Boca Jrs. (Argentina) – Taça Libertadores.
  • 14/11/1963 – Santos 4×2 Milan (Itália) – Mundial Interclubes.
  • 16/11/1963 – Santos 1×0 Milan (Itália) – Mundial Interclubes.
  • 15/07/1964 – Santos 2×3 Independiente (Argentina) – Taça Libertadores.
  • 21/11/1968 – Santos 1×0 Peñarol (Uruguai) – Supercopa Sul-Americana.

 

Outros momentos marcantes no Maracanã

Pelo menos três outros acontecimentos marcaram a carreira de Pelé no principal palco da Cidade Maravilhosa. Em 07 de julho de 1957, ele vestiu pela primeira vez a camisa da seleção brasileira e marcou seu primeiro gol pela Canarinho. Infelizmente, os feitos aconteceram na derrota de 2 a 1 para a Argentina pela Copa Roca. Mais de 80 mil pessoas estiveram presentes ao estádio.

Em 19 de novembro de 1969, ele cobrou um pênalti com precisão para marcar o milésimo gol de sua vida. Foi num empate contra o Vasco da Gama por 1 a 1 diante de 65.157 pagantes.

Em 18 de julho de 1971, o Rei chorou ao se despedir do escrete nacional. Cento e quarenta mil pessoas compraram ingresso para assistir a Brasil 2, Iugoslávia 2.

 

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