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Recopa

Os gremistas precisam abrir o olho na final da Recopa. O Independiente não é o Lanús

Grêmio Recopa prognóstico
FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

Nova decisão entre Brasil e Argentina esquenta o futebol sul-americano com a partida de ida da decisão da Recopa, às 22h (de Brasília) desta quarta (14), em Buenos Aires            

No ano passado ficou 1×1. Um título para o Brasil, com a Libertadores conquistada pelo Grêmio em cima do Lanús, e um título para a Argentina, que aplaudiu o Independiente superar o Flamengo em pleno Maracanã para conquistar a Sul-Americana. Como se fosse a decisão de uma série “melhor de três”, as duas grandes escolas do continente voltam a se encontrar nesta quarta-feira (14) para abrir a decisão da Recopa Sul-Americana, que envolve justamente os ganhadores da Libertadores e da Copa Sul-Americana. E é bom que o Grêmio tome muito cuidado desta vez. O Independiente promete ser um rival muitíssimo mais duro que o Lanús, vencido sem muita resistência no ano passado.

 

Um inferno

O título do Grêmio foi conquistado com todos os méritos na Fortaleza de Lanús que parecia não acreditar no que estava acontecendo. Não houve, na decisão da Libertadores, nada daquilo que caracteriza o futebol argentino ao longo dos tempos. O Lanús “apanhou quieto”, como analisaram os jornalistas portenhos, e sequer tentou desestabilizar o Grêmio com pontapés ou com o jogo psicológico tão perceptível na semifinal contra o River Plate.

Aí ficou mesmo fácil demais para Renato Gaúcho e companhia, que deram uma merecida volta olímpica que antes da partida surgia como muito difícil, mas que já no final do primeiro tempo demonstrava ser o desfecho mais lógico, mediante a falta de resistência e, claro, a ótima efetividade do tricolor gaúcho que justificou a sua fama de ser o “clube brasileiro mais argentino de todos” ao demonstrar tranquilidade para vencer a decisão.

A dificuldade que a equipe vai encontrar agora é não tomar a decisão da Libertadores como referência.

O Independiente é tudo o que o Lanús não é. O Lanús era um time pequeno que, de certa forma, se assustou em chegar a uma decisão e se ver a 90 minutos de conquistar um título, convenhamos, grande demais para as suas tradições. O Independiente é exatamente o oposto disso. Ostenta toda uma mística de um clube que está retomando a sua grandeza de ser o maior campeão da história da Libertadores, marca que foi obtida em 1984 e segue sem ser sequer ameaçada. O Boca Juniors, com seis taças, é o clube que chega mais perto, mas há 11 anos não consegue sequer igualar o impressionante currículo do “Rojo”, como é chamado o Independiente na Argentina pelo seu uniforme vermelho.

Poucas coisas dizem mais do que o próprio nome do estádio onde a final vai ser jogada. É o Estádio Libertadores da América, em Avellaneda, na periferia de Buenos Aires.

 

Quase desmanche

Tanto Grêmio quanto Independiente vão levar a campo times bem diferentes daqueles que conquistaram os seus títulos no final do ano passado. Até mesmo o técnico argentino, o badalado Ariel Holan, saiu da equipe, para depois voltar de repensar a sua decisão tomada em virtude das ameaças que ele recebia dos torcedores organizados do clube.

O Independiente, aliás, encontra problemas administrativos por todos os lados. O presidente, Hugo Moyano, é investigado por esquemas de corrupção, e as tensões se estendem a todos os seus dirigentes, que também estão na mira da justiça argentina. Um deles, o vice-presidente mais ligado a Moyano, Noray Nakis, está inclusive preso.

Ou seja: a decisão vai encontrar, em campo, uma alternativa para apagar todo o caos que os cartolas do clube atravessam.

O Grêmio, por sua vez, tem uma dificuldade meramente esportiva, e não administrativa. O clube já não conta mais com Edílson, Barrios e Fernandinho, que tiveram sua grande dose de importância na Libertadores do ano passado. Ramiro está suspenso, e dois atletas estão machucados, casos de Madson e Arthur. Renato Gaúcho vai precisar escalar jogadores experientes como Cortez, Maicon, Cícero e Léo Moura.

O Independiente perdeu o adolescente Ezequiel Barco, um dos craques argentinos da nova geração, que foi jogar no Atlanta, dos Estados Unidos. Outra excelente peça que fez as malas foi o lateral-esquerdo de seleção Tagliafico, agora no Ajax. As reposições deixaram a desejar.

O Independiente levado a campo pelo técnico Ariel Holan nesta quarta (14) em Avellaneda deve ser: Campaña; Bustos, Franco, Figal e Sánchez Miño; Gaibor, Nico Domingo e Meza; Fernández, Gigliotti e Menéndez.

O Grêmio de Renato Gaúcho deve contar com: Marcelo Grohe; Léo Moura, Geromel, Kannemann e Cortez; Jailson, Maicon, Alisson, Luan e Everton; Cícero.

O segundo e decisivo jogo da Recopa Sul-Americana será na Arena Grêmio, no dia 21, às 21h45 (de Brasília).

 

Final da Recopa Sul-Americana

Quarta-feira, 14 de fevereiro

  • 22:00 – Independiente x Grêmio – Palpite: Independiente

 

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