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O futuro de Daniel Cormier após a vitória por nocaute contra Volkan Oezdemir no UFC 220

Foto: Divulgação/UFC

Não adianta. Se você não comprovar com sua carteira de identidade que seu nome é Jonathan Dwight Jones, você não terá grandes chances de vencer Daniel Cormier. No UFC 220, ocorrido em Boston (EUA), o campeão meio-pesado do Ultimate mostrou mais uma vez que está muito acima dos desafiantes da categoria até 93kg. Com uma performance fria e dominante, o americano nocauteou Volkan Oezdemir no início do segundo round, sem grandes dificuldades, e garantiu seu posto de rei da divisão. Jones ainda está engasgado, mas como está fora do jogo, DC não precisa se preocupar ou se sentir menos campeão por isso. Daniel Cormier é um campeão de respeito.

A estratégia de Oezdemir foi muito clara. Partir para cima desde o início para tentar surpreender Cormier com um golpe e atropelá-lo. O problema de desafiantes que chegam antes da hora a uma disputa de título é que eles normalmente não têm um Plano B. Isso aconteceu com Francis Ngannou contra Stipe Miocic. E campeões dominantes tem sempre um plano A, B, C e quem sabe até um D. Daniel não precisou nem de um e nem de outro. Ele estava tão seguro que nem precisou evitar a trocação. Apenas mantendo a calma, trabalhando sua movimentação e respondendo os golpes no tempo certo ele soube neutralizar os ataques de Oezdemir e ser ainda mais perigoso que o rival de pé.

Volkan perdeu seu poder de nocaute logo após a metade do primeiro round. Sem força para nocautear, o que lhe restou? Quase nada. Cormier treina com Luke Rockhold, Cain Velásquez, entre outros. Preparo físico não é um problema para ele. Então se Volkan perdeu rendimento já no início, nos primeiros minutos, bastou a DC manter o ritmo e encontrar as brechas. Depois de ver o rival ser salvo pelo gongo no primeiro assalto, o americano sabia que faltava pouco para acabar com a luta. E foi isso o que aconteceu. No segundo round, ele manteve o ritmo, colocou o suíço para baixo e conquistou um nocaute técnico sem fazer muita força.

É difícil não prever um domínio de Daniel Cormier na categoria dos meio-pesados. E antes que alguém torça o nariz e cite Jon Jones, lembro a vocês que este foi flagrado pela terceira vez em exame antidoping, e sabe-se lá quando ele voltará a lutar. Isso pode levar anos. Cormier não tem nada com isso. Segue fazendo seu trabalho, e muito bem feito.

Quanto ao futuro, deve reservar a Daniel mais desafios dentro da categoria dos meio-pesados. Naturalmente, após lutar e vencer no mesmo card que o campeão dos pesados, Stipe Miocic, o assunto superluta acaba surgindo. Mas Cormier já declarou que não pretende voltar à divisão dos pesados em respeito ao companheiro de treinos Cain Velásquez, que pode voltar à ativa a qualquer momento em busca do título de Miocic. Sendo assim, Cormier pode ter pela frente nomes como Alexander Gustafsson e Glover Teixeira no futuro.

Por enquanto, o assunto Jones está enterrado e Cormier pode erguer a cabeça e viver seu reinado dominante como campeão.

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