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Liga das Nações de Vôlei Masculino: Brasil de Renan é atropelado por Rússia e EUA e perde espaço no cenário mundial

Seleção Brasileira de Vôlei Masculino
Foto: Divulgação/FIVB

O título da histórica primeira Liga das Nações ficou com a Rússia, que não ganhava a Liga Mundial desde 2013

A Rússia está sediando a Copa do Mundo de Futebol, mas provou neste fim de semana que está mandando como nunca no vôlei masculino. Em duas atuações arrasadoras, os gigantes russos atropelaram o Brasil na semifinal e a França na decisão para fechar a campanha com duas vitórias por 3 sets a 0. O troféu foi conquistado em cima dos donos da casa com um impressionante 25/22, 25/20 e 25/23 neste domingo (8) em Lille. No sábado (7), o Brasil caiu por um placar ainda mais elástico: 25/17, 25/18 e 25/14 naquela que foi uma das piores derrotas brasileiras nos últimos anos.

E o golpe foi sentido na decisão do bronze. De novo abaixo do adversário, o Brasil foi vencido pelos EUA também sem ganhar sets, caindo por 25/21, 28/26 e 28/26. Tudo bem que a quarta colocação precisa ser valorizada e que a elite do esporte é um espaço para pouquíssimos. Mas é grande a sensação de que o Brasil comandado por Renan dal Zotto desceu alguns degraus daquele nível em que a gente se acostumou a ver a seleção de Bernardinho.

 

Gosto bem amargo

É possível perceber claramente esta queda de rendimento na recém-terminada Liga das Nações. O Brasil terminou a competição na quarta colocação, mas com uma quantidade parelha de vitórias e derrotas. Foram 11 resultados positivos e nada menos que oito vezes em que a seleção brasileira deixou a quadra vencida.

A Fase Final contou com bons momentos do oposto Wallace e do central Lucão, mas acabou sendo pouco. “A medalha era muito importante para todos nós e fica uma frustração”, afirmou o levantador Bruninho, que é também o capitão da equipe. “Os americanos foram melhores, mas nós queríamos muito essa medalha, que seria muito valiosa e honrosa pela competição e todas as dificuldades que tivemos, pouco tempo de trabalho. Hoje o voleibol está muito equilibrado. E nós precisamos trabalhar, treinar e, com a quantidade de viagens, ficou muito difícil. O resultado machuca. Sempre chegamos às finais, batendo na trave, ganhando, como nas Olimpíadas e na Copa dos Campeões, mas sempre chegando. E ficar fora do pódio dói, mas estou orgulhoso do que esse grupo fez e demonstrou”, afirmou Bruninho.

O técnico Renan seguiu o discurso de frustração. “Estar entre os quatro é importante sempre, mas queremos mais. Essa é a história do voleibol brasileiro. Infelizmente não deu, mas temos que evidenciar o espírito de guerra. Cometemos muitos erros que não se pode cometer, mas tentamos o tempo todo. Arriscamos em alguns momentos, principalmente no saque, que era a forma que tínhamos de equilibrar o jogo”, disse o treinador brasileiro.

Um dos destaques da seleção brasileira nesta Liga das Nações, o líbero Thales elogiou o trabalho e pediu para a equipe focar no futuro. “Esse está sendo meu segundo ano na seleção e sinto que evoluí do ano passado para cá. Tento ajudar da melhor maneira possível e acho que a linha de passe não comprometeu. Infelizmente não foi o resultado que queríamos, mas temos um bom tempo para treinar agora na preparação para o Mundial. Durante a Liga das Nações, não tivemos esse tempo por causa das muitas viagens, e ainda sofremos com lesões.”

 

Contusões atrapalham

É verdade que o Brasil acabou sendo realmente prejudicado pelas lesões. A fase inicial da Liga das Nações foi massacrante, com viagens contínuas e um verdadeiro tormento para os técnicos que precisaram dosar o desgaste das suas equipes. Para se ter ideia da maratona, o Brasil jogou na Sérvia, no Brasil, na Rússia, na Bulgária e na Austrália. Antes de disputar a Fase Final na França, a seleção ainda se fechou em Saquarema para um período de treinamentos.

Na etapa búlgara, a penúltima da fase de classificação, o grupo dirigido pelo técnico Renan perdeu o central Maurício Souza, com uma lesão na região abdominal, e para a Fase Final não pôde contar com os ponteiros Lipe e Rodriguinho, também machucados. No primeiro jogo da etapa, contra a França, também perdeu outro ponteiro, Maurício Borges, que sofreu um estiramento no ligamento cruzado. E a seleção ainda não contou em nenhum momento da competição com Lucarelli, ponteiro que ainda se recupera de contusão.

O Brasil precisou ir para a quadra com os levantadores Bruninho e William; os opostos Wallace e Evandro; os centrais Lucão, Maurício Souza, Éder e Isac; os ponteiros Maurício Borges, Lucas Lóh, Douglas e Victor Cardoso, e os líberos Murilo e Thales.

A luz vermelha está acesa, e o técnico Renan dal Zotto precisa ficar realmente em alerta. E o próximo compromisso da seleção é exatamente o mais importante do ano: trata-se do Campeonato Mundial que será realizado na Bulgária e na Itália, entre os dias 9 e 30 de setembro. Disputado apenas a cada quatro anos, o Mundial tem a Polônia como atual campeã e o Brasil como atual vice. A seleção verde-amarela ganhou a competição três vezes, em 2002, 2006 e 2010.

 

Classificação final da Liga das Nações de Vôlei Masculino

  • 1 – Rússia
  • 2 – França
  • 3 – Estados Unidos
  • 4 – Brasil
  • 5 – Polônia e Sérvia
  • 7 – Canadá
  • 8 – Itália
  • 9 – Alemanha
  • 10 – Irã

 

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