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“Garoto” Roger Federer encara freguês Marin Cilic na final do Aberto da Austrália podendo alcançar 20º título de Grand Slam

Foto: James D. Morgan/Getty Images

Suíço pode igualar feito de Novak Djokovic e Roy Emerson, maiores campeões da competição com seis conquistas; após perder em Wimbledon, croata tenta dar o troco no rival

Foram quase duas semanas e aqui estamos nós para falar da decisão do Aberto da Austrália. A final que acontece neste domingo (28 de janeiro) não é das mais esperadas, mas nem por isso não teremos “jogo” logo mais, na Rod Laver Arena. Depois de algumas zebras e “descoberta” de novos talentos, como o sul-coreano Hyeon Chung e o britânico Kyle Edmund, que surpreenderam o mundo da bolinha ao alcançarem as semifinais, a final terá Roger Federer, maior campeão de Grand Slams com 19 títulos e atual campeão da competição australiana, e o croata Marin Cilic. E para fechar, ainda há o embate da chave feminina de simples, que vale a liderança do ranking da WTA. Quem assumirá o posto de número 1 do mundo: a romena Simona Halep ou a dinamarquesa Caroline Wozniacki? Se liga só nas curiosidades destas partidaças!

 

O favorito

Dá para brincar com Roger Federer?! A cada dia que passa o multicampeão parece estar melhor. Não há explicação científica ou fé que explique sua condição física e técnica apurada aos 36 anos. Se por um lado Rafael Nadal, Novak Djokovic, Grigor Dimitrov e Dominic Thiem, então favoritos, se despediram cedo da competição australiana, o veterano tenista manteve-se intacto e entra na decisão sem ter perdido nenhum set. Foram seis jogos e 16 sets conquistados ao longo dos últimos dias.

A lista do “massacre” de Federer inclui o esloveno Aljaz Bedene, o alemão Jan-Lennard Struff, o francês Richard Gasquet, o húngaro Marton Fucsovics, o tcheco Tomas Berdych e recentemente Hyeon Chung. Apesar do esforço, o sul-coreano de 21 anos, algoz de Novak Djokovic, não foi páreo e até precisou abandonar o jogo ainda no segundo set – 6/1 e 5/2 – , com bolhas no pé esquerdo.

Com mais uma decisão na carreira, o suíço é o tenista mais velho a alcançar a final do GS australiano desde 1972. Agora, ele pode se igualar a Djoko e ao australiano Roy Emerson (hexa na Era Amadora) como maior vencedor do torneio.

 

A zebra

Rafael Nadal era o adversário aguardado por Roger Federer, mas ninguém pode menosprezar o que Marin Cilic tem feito em Melbourne. Principalmente porque ele foi a pedra no sapato do Touro Miúra nas quartas de final. Campeão do Aberto dos Estados Unidos em 2014 e vice de Wimbledon no ano passado, o croata faz sua terceira decisão de GS.

Será a segunda partida consecutiva diante de Roger Federer, adversário no qual perdeu na sagrada grama do All England Club. Garantido na terceira posição do ranking ao cravar um lugar na finalíssima, Cilic tenta provar para si mesmo que pode bater o pentacampeão da Austrália. O croata tem larga desvantagem no confronto com o suíço, ganhando apenas um dos nove jogos. O único triunfo ocorreu justamente em território norte-americano, onde posteriormente venceria seu único GS da carreira há quatro anos.

Cabeça de chave número 6, Cilic começou sua jornada batendo o canadense Vasek Pospisil. Depois, superou o português João Souza e o norte-americano Ryan Harrison. Nas quartas, se deu melhor sobre Nadal, que se retirou do jogo com uma contusão, e ganhou da surpresa britânica chamada Kyle Edmund na semi. Agora, terá Federer. Será que vai dar?

 

Halep x Wozniacki

Já na chave feminina não tivemos surpresas. E melhor, o jogo entre a romena Simona Halep e Caroline Wozniacki terá muita coisa em jogo. Além do inédito título do Aberto da Austrália, que também será o primeiro GS de suas carreiras, as tenistas disputam a liderança do ranking da WTA. Separadas por 330 pontos, as jogadoras brigam pela ponta do ano, uma vez que o campeão do primeiro Grand Slam de 2018 somará dois mil pontos.

A partida também é especial por ser a primeira em 39 anos a ser disputada entre duas postulantes ao inédito troféu. A última vez que isso aconteceu foi em 1980, quando Hana Mandlíkova bateu Wendy Turnbull.

Vice-campeãs de Grand Slams em duas oportunidades, Halep e Wozniacki tentam quebrar o incômodo jejum. No 1×1, a dinamarquesa leva a melhor sobre a atual número 1, com quatro vitórias e duas derrotas, sendo três triunfos consecutivos.

A decisão do Aberto da Austrália coloca um ponto final no pesadelo que Wozniacki viveu por longos sete anos. A jogadora chegou a ter um match point contra a chinesa Na Li, mas não foi efetiva e acabou perdendo a semifinal de 2011. Depois disso, a dinamarquesa nunca mais foi a mesma. Dando a volta por cima, ela chega motivada depois de superar a belga Elise Mertens, de 22 anos, por 2 sets a 0.

Já Halep precisou segurar múltiplos match points diante da alemã Angelique Kerber, campeã do torneio em 2016, que chegou a ter 5/3 no terceiro set, para assegurar a vaga inédita na decisão. Quem irá coroar o belo início de ano?

 

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