Copa Sul-Americana

Fluminense x Atlético-PR: derrota no Maracanã afunda o Tricolor em mais uma crise

Acabou

Com um ataque “inofensivo”, Fluminense cai na Sul-Americana e pode cair para a Série B do Brasileirão.

Foto: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C./Reprodução

As chances de o Fluminense se classificar para as finais da Copa Sul-Americana, precisando reverter o 2 a 0 conquistado pelo Atlético-PR no duelo de ida das semi no último dia 7 eram pequenas. Mas, contrariando os prognósticos de nossos amigos do Bet365 que indicavam a vitória dos donos da casa ontem no Maracanã como resultado mais provável e até mesmo a dica de aposta do nosso companheiro Matías Carranza que cravou o empate em 1 a 1 como sendo o melhor palpite – e era mesmo – o Tricolor caiu no Maracanã. E foi feio de se ver.

O futebol tem razões que a própria razão não consegue explicar e o desorganizado Fluminense não apenas foi eliminado da Sul-Americana com uma nova derrota por 2 a 0 como também completou oito jogos sem marcar gols e sem vitórias – foram seis derrotas e dois empates no período.

Concentrado agora no Campeonato Brasileiro e em seu confronto direto contra o América-MG no próximo domingo, o Tricolor das Laranjeiras luta, mais uma vez, contra o rebaixamento para a Série B. E, pior: se jogar como jogou ontem, cairá vergonhosamente.

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Atlético-PR mata o jogo em quatro minutos

Tentando manter-se seguro na defesa para ter tranquilidade no ataque, o Fluminense foi à campo com três zagueiros, desafogando, em teoria, seus atacantes do apoio à marcação. Não deu certo e no primeiro ataque do Atlético-PR aos quatro minutos da etapa incial, Nikão bateu de dentro da grande área uma bomba que passou entre a trave e o goleiro Júlio César: 1 a 0 para o Furacão que eliminava a possibilidade de decisão por pênaltis e obrigava o Tricolor – que não fazia gols há sete jogos – a buscar um placar de 4 a 1 para chegar à grande final.

Com posse de bola (chegou a impresisonantes 71% contra 29%), mas sem organização ou objetividade, o Fluminense pouco ameaçava o gol de Santos. Quando chegava em condições de representar perigo, Júnior Dutra ou Luciano – ou qualquer outro atleta do Flu – erravam bisonhamente.

Consertando o erro inicial ainda na primeira etapa, Marcelo Oliveira trocou o zagueiro Paulo Ricardo pelo lateral-direito Léo e recompôs a linha de quatro defensores à frente de Júlio César.

Mas era tarde, muito tarde.

 

Fluminense “morre” no segundo tempo

Com o placar mais do que favorável, o Atlético-PR passou a jogar no erro do Flu e nos contra-ataques. E foi assim, em uma arrancada rápida aos nove minutos do segundo tempo, que o Furacão fechou a fatura com Bruno Guimarães marcando o gol que acabou com a partida. Daí para a frente o que se viu foi um Tricolor desesperado, sentindo o peso da seca de gols e a pressão que o perigo real de cair para a Série B no próximo domingo representam. A pouca organização do primeiro tempo deixou de existir e o Furacão, seguro, tomou conta do jogo e do Maracanã – com sua torcida puxando cantos de “explode coração, na maior felicidade (…)” que embalavam a saída do estádio dos muitos tricolores que acharam melhor voltar para casa mais cedo.

 

A torcida não poupa ninguém

O segundo gol atleticano foi a gota d’água para a torcida que tentou manter a trégua pedida pelo presidente Pedro Abad neste momento difícil vivido pelo Fluminense. Hostilizado pela torcida e chamado de burro, o presidente do clube deixou os camarotes mais cedo e com a segurança reforçada. Em campo, Marcelo Oliveira ouvia os gritos de burro vindos das arquibancadas por conta na não escalação de Everaldo e da insistência em Júnior Dutra. Aos 13 minutos do segundo tempo, o técnico atende a torcida mandando o atacante para o jogo no lugar de… Marcos Júnior.

A torcida aumentou a temperatura dos protestos e começou a arremessar objetos em campo. Alguns pequenos focos de confusão foram controlados  enquanto que os torcedores rubro-negros seguiam fazendo a festa. Os jogadores que – sempre é bom lembrar – estão com os salários atrasados, também não foram poupados e receberam o “carinho” dos fluminenses que cobraram a listinha de sempre do torcedor (raça) e fizeram as “juras” rotineiras (“no amor ou no terror”).

Clima perfeito para ajudar o clube a evitar o rebaixamento (mais um) no próximo domingo. Só que não…

 

Como ficam

No Atlético-PR, está tudo azul. O clube espera pelo resultado da outra semifinal entre Junior Barranquilla e Independiente Santa Fé para conhecer seu adversário na grande final da Copa Sul-Americana – muito provavelmente o Barranquilla. Antes disso define no sábado, contra o Flamengo, novamente no Maracanã, sua entrada ou não no G-6 do Brasileirão. O Furacão precisa de uma vitória e ainda torcer por uma derrota do Atlético-MG contra o Botafogo (que vem de uma boa série invicta na reta final da competição).

O Fluminense, por sua vez, vai mais do que pressionado para o jogo contra o América-MG no confronto direto para evitar o Z-4. Um empate salva o Tricolor do rebaixamento. Para o América, a vitória é certeza de continuidade na Série A. Um empate fará o clube depender dos resultados de Sport e Chapecoense.

Com a torcida furiosa e sem marcar gols a 8 jogos, o Tricolor das Laranjeiras corre um risco gigantesco de voltar para a Série B e, se não encontrar soluções para a (má)estrutura atual, terá dificuldades para conquistar o acesso em 2019 – caso caia mesmo nesta temporada.

Por tudo que envolve os clubes, hoje o Fluminense tem mais chances de queda do que o também ameaçado (e bagunçado) Vasco.

A última rodada do Brasileirão será, como diz o filósofo Galvão Bueno, “teste para cardíacos” tricolores e cruzmaltinos.

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