Vôlei

Fase Final da Liga das Nações de Vôlei Feminino: o que explica o ‘apagão’ do Brasil?

Seleção Brasileira de Vôlei Feminino
Foto: Divulgação/FIVB

Seleção comandada por José Roberto Guimarães foi arrasada por 3 sets a 0 nas duas decisões que disputou em Nanjing, na China                        

O Brasil sofreu demais na semifinal e na disputa pelo terceiro lugar da Fase Final da Liga das Nações de Vôlei Feminino que foi realizada neste final de semana em Nanjing, na China. Depois de arrasar China e Holanda por 3 sets a 0, as comandadas por José Roberto Guimarães não encontraram o seu jogo e perderam pelo mesmo placar na semifinal, contra a Turquia, e na decisão pelo terceiro lugar, contra as próprias chinesas. O título da primeira edição da Liga das Nações ficou com os Estados Unidos. As americanas bateram as turcas na decisão em um emocionante 3 a 2 (17/25, 25/22, 26/28, 25/15 e 15/7).

 

Saque turco faz a diferença

É verdade que a semifinal contra a Turquia foi parelha, com a partida terminando com parciais de 25/23, 25/23 e 25/22, apresentando praticamente uma contagem mínima. Mas é verdade também que o Brasil esteve irreconhecível no passe, sofrendo a partida toda com o saque turco, forçado e eficiente.

Outro ponto alto da Turquia foi o trabalho da jovem Ozbay, que se encontrou com a central Erdem durante o jogo sem jamais ser incomodada pela seleção brasileira.

O meio de rede do Brasil não teve nem de perto a mesma eficiência. Adenízia e Bia fecharam a partida com míseros três pontos de ataque, deixando a produção ofensiva muito focada na oposta Tandara e na ponteira Gabi, que terminaram a partida com 19 e 13 pontos de ataque, respectivamente, mostrando um grande desequilíbrio em suas ações.

O Brasil em momento algum conseguiu ordenar a sua atuação e neutralizar a força da Turquia, que conseguiu a sua melhor campanha internacional com este brilhante segundo lugar na Liga das Nações.

Um outro ponto que merece aplausos no desempenho turco é a defesa, comandada pela líbero Akoz, que segurou as pontas com uma rara eficiência no fundo de quadra. É bem provável que a gente esteja vendo a partir de agora o nascimento de uma forte rival brasileira no cenário mundial.

O que chamou a atenção na conclusão da campanha brasileira foi a falta de recursos do banco de reservas. José Roberto até tentou colocar Rosamaria no lugar de Amanda, mas não obteve resultados e logo usou a titular outra vez. Mesmo Jaqueline, convocada no lugar da machucada Drussyla, pouco pôde fazer, demonstrando que o Brasil vai precisar rever a sua postura em momentos decisivos.

 

Susto com Suelen

Para piorar a situação do Brasil, a líbero Suelen fraturou a mão e não pôde atuar na partida contra a China, cedendo lugar à Gabiru. O improviso não resultou em outra coisa a não ser outra derrota por 3 sets a 0, parciais de 25/18, 25/22 e 25/23, fechando a Liga das Nações em uma impensada quarta colocação.

A China passou o recado de que leu melhor o último confronto contra o Brasil e disparou ataques por todos os lados. Ting Zhu foi o grande destaque do domingo, marcando 20 pontos, com Yingying Li respondendo por outros 12. A atual campeã olímpica mostrou a sua força, enquanto o Brasil voltou a apresentar dificuldades especialmente na defesa e na hora de concluir os ataques, cometendo um excessivo número de erros.

Tandara, que brilhara nas partidas ante a Holanda e a China na fase anterior, desta vez pouco produziu nos momentos decisivos dos sets.

Ao contrário das partidas anteriores, as brasileiras demonstraram nervosismo em quadra, e nem o sempre calmo José Roberto parecia capaz de fazer as suas comandadas terem um pouco mais de sossego. Não faltou empenho, mas as respostas técnicas e táticas eram sempre melhores do lado chinês, que apenas passou um leve susto no final do segundo set, mas sem abalar o caminho da vitória que parecia mesmo ser o mais provável diante da sua própria torcida.

“A Turquia fez uma excelente partida e errou muito pouco. O saque deles foi muito eficiente e a Erdem foi um ponto de referência do time deles, assim como a Baladin”, analisou o técnico. “Senti o Brasil cansado. Tivemos pouco tempo de recuperação e sofremos um pouco. Mas isso não pode soar como desculpa”, concluiu.

“Temos que aprender com essas derrotas. Sabemos que tínhamos condições de estar na final, mas a Turquia foi melhor e fez uma grande partida, assim como a China”, reforçou Tandara.

 

Classificação final da Liga das Nações de Vôlei Feminino

  • 1) Estados Unidos
  • 2) Turquia
  • 3) China
  • 4) Brasil
  • 5) Holanda
  • 6) Sérvia
  • 7) Itália
  • 8) Rússia
  • 9) Polônia
  • 10) Japão

 

Comentários

2 Comentários

2 Comentários

  1. Fernando Fernandes

    2 de julho de 2018, às 14:58

    Acho normal o Brasil no vôlei feminino, na Taça das Nações, não ter obtido a medalha de bronze, em razão da sua inferioridade das do EUA, Turquia e China.
    Caso no mundial a seleção for representada pela que não obteve a medalha citada, prrmanecerá no mesmo pódio.

  2. Sergio Castro

    6 de julho de 2018, às 22:23

    O time brasileiro que nos representou na Liga das Nações e o ~B~. No final as meninas amarelaram mesmo!!!. O time ~B~ tem valores individuais mas n’ao tem como competir com um estados unidos ou mesmo a Turquia ou China…

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