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Copa do Mundo Rússia 2018

Duvidaram da Rússia, mas as Águias Douradas alcançaram as quartas de final da Copa do Mundo

Seleção Russa
Foto: Ian MacNicol/Getty Images

Rússia se fechou, abdicou de atacar e prevaleceu nos pênaltis

A Rússia aprendeu a jogar a Copa do Mundo. Antes de entrar em campo, ela estuda cada adversário. Contra os frágeis Arábia Saudita e Egito, ela partiu para cima, conseguiu seus gols, divertiu sua torcida e fez com que quem tivesse previsto seu fracasso quebrasse a cara. Diante do Uruguai, ela tentou se fechar, mas não conseguiu diante da letalidade sul-americana. Frente a Espanha, deu certo e, mesmo com dez por cento de posse de bola, arrastou a peleja para as penalidades máximas e se impôs. Confira abaixo como foi.

 

Espanha 1 (0) (2), Rússia 1 (0) (4)

O duelo teve início do jeito que a Espanha sempre faz. Domina o meio-campo e começa a passar a bola até surgir uma chance de chegar na cara do goleiro. Nem precisou de tanto esforço. Aos 11′ minutos, Asensio cobrou uma falta na área. Sergio Ramos e Sergei Ignashevich disputaram para ver quem ia cabecear. O russo venceu e tocou na bola antes do espanhol, mas cabeceou contra seu patrimônio: 1 a 0.

A partir daí o embate ficou chato. Os da Península Ibérica continuaram a tocar a bola e a Rússia quase não conseguia pegar na redonda. Sem se expor para não tomar um contragolpe, Isco e companhia estavam cozinhando o jogo.

Tudo mudou quando Gerard Piqué tentou tirar um cruzamento na área com os braços levantados. O atacante de camiseta branca testou e a bola bateu justamente em um destes braços. Pênalti claro. Artem Dzyuba não deu chances para David De Gea: 1 a 1.

No segundo tempo, a Espanha chegou a ter 90% da posse de bola. A Rússia não ameaçava. Ela abdicou do jogo. Seu objetivo era levar para a prorrogação, tamanha superioridade de Iniesta e seus companheiros. Os de camisa vermelha dominavam até a intermediária adversária, mas não conseguiam ser letais. Faltou o chute decisivo ou uma penetração que pudesse desequilibrar.

 

Espanha quase marcou na prorrogação

Pela primeira vez na história da Copa do Mundo da FIFA, uma substituição extra foi feita na prorrogação. Trata-se de uma novidade no regulamento do velho esporte bretão. A Roja colocou Rodrigo, atacante “brasileiro” do Valencia.

Com muita velocidade, ele deixou tonto os zagueiros russos, que a esta altura já estavam mortos. Uma pena que ele só começou a jogar aos 14’ do primeiro tempo do tempo extra. Deu tempo dele criar as melhores chances espanholas em toda a partida – fora o gol.

Como a sorte estava do lado das Águias Douradas, a bola não entrou e os russos comemoram levar para a decisão por pênaltis. Era realmente a única chance do país de Vladimir Putin se classificar.

 

Emoção nos pênaltis

O cara ou coroa determinou que a Espanha começasse a bater. Andrés Iniesta, um dos craques que não veremos mais com o manto sagrado espanhol, cobrou no canto e abriu a contagem. Fyodor Smolov empatou. Gerard Piqué desempatou e Sergei Ignashevich voltou a deixar tudo igual.

Na terceira cobrança, a vitória da nação de Pedro O Grande começou a se desenhar. Koke chutou no meio do gol e Igor Akinfeev defendeu. Aleksandr Golovin confirmou a liderança russa: 3 a 2.

Sergio Ramos deu esperança para os espanhóis, mas Denis Cheryshev manteve os anfitriões com a vantagem: 4 a 3.

Coube a Iago Aspas fazer a última cobrança. Com o pé, Igor Akinfeev evitou novamente o gol. A Rússia se garantiu entre os oito melhores da competição e o goleiro foi eleito o melhor jogador do jogo.

A nação russa, que lotou as arquibancadas do estádio Luzhniki, comemorou muito durante muitos minutos após o apito final. Os atletas espanhóis não esconderam o choro. Uma das favoritas ao título acabava de ser nocauteada.

 

Ficha técnica

Espanha: David De Gea; Nacho (Dani Carvajal), Gerard Piqué, Sergio Ramos e Jordi Alba; Sergio Busquets, Koke, David Silva (Andrés Iniesta), Isco e Marco Asensio (Rodrigo); Diego Costa (Iago Aspas). Técnico: Fernando Hierro.

Rússia: Igor Akinfeev; Mário Fernandes, Ilya Kutepov, Sergei Ignashevich e Fyodor Kudryashov; Yuri Zhirkov (Vladimir Granat), Daler Kuzyayev (Aleksandr Yerokhin), Roman Zobnin, Aleksandr Samedov (Denis Cheryshev) e Aleksandr Golovin; Artem Dzyuba (Fyodor Smolov). Técnico: Stanislav Cherchesov.

Público: 78.011 pagantes.

Local: Estádio Luzhniki, em Moscou.

Árbitro: Bjron Kuipers (Holanda).

Cartões Amarelos: Gerard Piqué, Ilya Kutepov e Roman Zobnin

Gols: Sergei Ignashevich (contra) e  Artem Dzyuba.

 

Que venha a Croácia!

A Croácia também precisou de 120 minutos e dos pênaltis para desclassificar a Dinamarca. Mathias Jorgensen colocou os escandinavos na frente no primeiro minuto. Dois minutos e meio depois, Mario Mandzukic empatou. A seleção balcânica perdeu um pênalti na prorrogação. Nos pênaltis, prevaleceu a competência do quadro que havia apresentado um excelente futebol contra a Argentina.

 

Oitavas de final da Copa do Mundo de 2018

Sábado, 30 de junho:

  • 11h00: França 4×3 Argentina
  • 15h00: Uruguai 2×1 Portugal 

Domingo, 01 de julho:

  • 11:00 – Espanha 1×1 Rússia (Pênaltis: 2×4)
  • 15:00 – Croácia 1×1 Dinamarca (Pênaltis: 3×2)

Segunda-feira, 02 de julho:

  • 11h00: Brasil x México – palpite: México.
  • 15h00: Bélgica x Japão – palpite: Bélgica. 

Terça-feira, 03 de julho:

  • 11h00: Suécia x Suíça – palpite: Suécia.
  • 15h00: Colômbia x Inglaterra – palpite:

 

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