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Dos Anjos pode fazer história no UFC 225, mas não deve confundir missões

foto: Divulgação / UFC

A missão de Rafael dos Anjos no duelo contra Colby Covington pelo UFC 225 não deve ser confundida. Embora o brasileiro tenha assumido a posição de herói do país ao prometer “bagunçar a cara”do americano, que falou mal do Brasil e seus torcedores, o ex-campeão dos leves tem de ter em mente que isso será apenas consequência da razão maior pela qual ele pisa no octógono do show em Chicago (EUA), neste sábado. Diante de Covington, Dos Anjos tem a chance de fazer história pela segunda vez e agora se tornar o primeiro brasileiro a deter um título na divisão dos meio-médios. Vingar o país pode ser legal, mas ser campeão interino de uma das divisões mais complicadas do Ultimate é muito maior.

Rafael é experiente, o caso não preocupa. Ele sabe bem separar o lado emocional do foco na luta. Durante a semana, Colby vai provocar muito mais e tentará tirar o brasileiro do sério. Dos Anjos já encarou rivais com essa postura. Embora não tenha entrado no octógono com Conor McGregor, eles promoveram a superluta em uma coletiva de imprensa e o brasileiro se saiu muito bem. A maior questão é o foco.

Depois de se tornar o primeiro brasileiro da história a conquistar o cinturão dos leves, Dos Anjos está prestes a repetir o feito se bater Covington e alcançar o título interino nos meio-médios. O que preocupa é ele esquecer que luta por isso, e não exatamente para “calar”um falastrão e lhe aplicar uma merecida surra. A rivalidade tem seu lado bom, especialmente fora do cage, com uma promoção de luta valorizada e um apelo bem maximizado. Mas dentro do octógono isso tem de ser ignorado. É esforço x esforço, trabalho x trabalho, lutador x lutador… Qualquer aspecto que possa provocar um exagero tem de ser contido. Não faltam casos de atletas que deixaram a rivalidade tomar conta de sua cabeça e acabaram tomando decisões erradas na hora da luta.

O lado bom é que Rafael dos Anjos é um atleta sério e já enfrentou alguns dos melhores nomes do mundo das lutas. Já bateu rivais como Anthony Pettis, Ben Henderson, Ronaldo Cerrone, Robbie Lawler e muito mais. Se estiver em um bom dia, não terá qualquer dificuldade para bater Colby Covington.

Que ele não se esqueça que luta para fazer história, não para vingar o Brasil. Com a cabeça no lugar, fazendo o que sabe, trabalhando com técnicas e consistência, o brasileiro vai alcançar os dois objetivos de uma vez só, e sem fazer muita força.

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