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De volta ao ATP 500 de Roterdã, Roger Federer tem chance de ouro para retornar ao posto de número 1

Foto: Remy Steiner/Getty Images

Suíço precisa chegar às semifinais do torneio alcançar a primeira colocação do ranking e ainda se tornar o tenista mais velho a atingir a marca

A Holanda pode ser palco nesta semana (12 a 18 de fevereiro) de um dos maiores feitos da era aberta do tênis. Depois de alcançar o seu 20º Grand Slam da carreira ao assegurar o hexacampeonato do Aberto da Austrália, Roger Federer tem como principal objetivo retornar ao posto de número 1. O suíço faz sua primeira aparição após a conquista em território australiano buscando tirar os 155 pontos de vantagem do atual líder Rafael Nadal no ranking. Confira o que o incansável Maestro precisa fazer na 45ª edição do ATP 500 de Roterdã para atingir a marca.

 

Objetivo traçado

A cada dia Roger Federer mostra que o seu apetite pela bolinha ainda segue bastante vivo dentro de si. Depois de igualar os feitos de Novak Djokovic e Roy Emerson na Austrália – maiores campeões do torneio – , o suíço resolveu aceitar o convite da organização do ATP 500 de Roterdã. Bicampeão na Holanda (2005 e 2012), ele retorna à competição para dar continuidade à briga pelo topo da ATP.

Cabeça de chave número 1 da competição, Federer depende de uma semifinal para derrubar o amigo Rafael Nadal da ponta. Ou seja, ele precisa vencer duas partidas, contra adversários teoricamente bem inferiores, para retornar à primeira colocação e acabar com um jejum de cinco anos e 106 dias fora da liderança.

E caso isso aconteça, Roger Federer pulverizará uma outra marca. O suíço se tornará o tenista mais velho da ATP a alcançar o topo do ranking aos 36 anos. O recorde atual pertence ao norte-americano André Agassi, que aos 33 anos assegurou tal feito em setembro de 2003.

 

Os adversários

Federer estreia em Roterdã diante de Ruben Bemelmans, atual 116 do mundo. Será o primeiro encontro do Maestro contra o belga, que ainda não conquistou nenhum título da ATP e nunca venceu um Top 10 em sua trajetória profissional. Já o suíço possui a incrível marca de 177 vitórias e apenas 28 derrotas contra oponentes fora do Top 100. O último revés ocorreu no ano passado, diante do alemão Tommy Haas, em Stuttgart. Em caso de vitória, o suíço encara nas oitavas o vencedor do embate entre alemão Philipp Kohlschreiber (36º) e o russo Karen Khachanov (48º) e, posteriormente, Stan Wawrinka (15º), considerado a prova de fogo para o atual campeão do Aberto da Austrália. Isso, é claro, se o atual número 13º corresponder às expectativas dentro de quadra, já que no ATP 250 de Sófia, realizado na semana passada, ele caiu nas semis.

Já o adversário da semifinal tem tudo para ser o vencedor do embate entre o alemão Alexander Zverev (5º) e o francês Richard Gasquet (33º), que recentemente ficou com o vice-campeonato em Montpellier. Mas é bom não nos esqueçamos do russo Daniil Medvedev, de 22 anos, que “furou” o qualificatório e que faturou no início do ano o ATP 250 de Sidney, o seu primeiro título da carreira.

E, finalmente, chegamos à decisão, em que Federer poderá encarar Grigor Dimitrov (4º), que possui como principais resultados na temporada uma semi em Brisbane e quartas no GS australiano. O búlgaro, que ganhou pela primeira vez uma partida de ATP no torneio holandês, em 2009, está numa chave que ainda conta com um quarteto bem perigoso: os franceses Lucas Pouille e Benoit Paire; o tcheco Tomas Berdych, campeão em Roterdã em 2014 e tendo um vice no ano seguinte; e o belga David Goffin, sétimo colocado do ranking.

 

Brasileiro em ação

O ATP 500 de Roterdã também marca a estreia do brasileiro Marcelo Melo na gira europeia em 2018. Ao lado do polonês Lukasz Kubot, o mineiro é o cabeça de chave número 1 do torneio. Porém, a parceria favorita para alcançar o título é formada pelo austríaco Oliver Marach e o croata Mate Pavic, que estão invencíveis na temporada com 14-0. Eles já faturaram três troféus. O mais importante, obviamente, o Aberto da Austrália.

 

Bate e pronto

Depois de Andy Murray tentar uma recuperação mais cautelosa em relação aos problemas no quadril e recentemente “desistir”, entrando na mesa de cirurgia, a bola da vez foi Novak Djokovic. Convivendo com dores no cotovelo direito, fato que o fez ficar fora do segundo semestre inteiro de 2017, o sérvio também resolveu operar. Agora é a esperar a recuperação do 12 vezes campeão de Grand Slams.

 

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