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De surpresas no Aberto da Austrália a três Top 10, Rio Open promete ter uma das edições mais disputadas dos últimos anos

Foto: XIN LI/Getty Images

Marin Cilic chega como favorito vice-campeonato no primeiro GS de 2018; Dominic Thiem e Pablo Carreño Busta pintam como principais ameaças ao croata, enquanto Kyle Edmund e Tennys Sandgren tentam força depois de surpreenderem no Melbourne Park

Não deu nem tempo de sentir saudades do Aberto da Austrália e aqui estou para bater uma bola com vocês. O assunto do dia é o Rio Open, que será realizado entre 19 e 25 de fevereiro, no Jockey Club Brasileiro. A tabela do torneio, é claro, ainda não saiu, mas já conseguimos ter uma ideia de quem tem chances de faturar o torneio que garante 500 pontos ao campeão. Apesar da sempre sentida ausência de Rafael Nadal, a quinta edição da competição realizada no saibro promete ser uma das disputadas dos últimos anos. Isso porque temos importantes figuras do Top 10, outras que vêm surpreendendo neste início de temporada e aqueles velhos conhecidos, que vira e mexe aprontam por aqui. Dá só uma olhada!

 

O favorito

Foi por pouco que Marin Cilic não alcançou o segundo título de Grand Slam. Ele até fez jogo duro contra Roger Federer – partida terminada em cinco sets -, mas a fase do suíço é mesmo absurda. Apesar do vice na Austrália, o croata tem muitos motivos para comemorar o segundo lugar, já que assumiu a terceira posição do ranking da ATP pela primeira vez na carreira.

Isso significa que o campeão do Aberto dos Estados Unidos de 2014 entra como cabeça de chave número 1 no Rio de Janeiro e principal figura do torneio. Dono de um saque potente e uma direita aguda, Cilic é o grande favorito para estar na final.

 

Finalistas por aqui

A quinta edição do Rio Open terá mais uma vez Dominic Thiem e Pablo Carreño Busta, semifinalistas da competição no ano passado. Se para o espanhol, atual número 10, o torneio é uma oportunidade clara de revanche, para o austríaco número 6 no ranking da ATP, um novo título representa algo inédito. Ele pode se tornar o primeiro tenista a ser bicampeão do certame brasileiro. Com quatro temporadas, o torneio no Rio de Janeiro teve diferentes vencedores em todos os anos: Rafael Nadal em 2014; David Ferrer em 2015; Pablo Cuevas em 2016 e Thiem, no ano passado. Para isso, o austríaco precisa se recuperar do mau desempenho no Aberto da Austrália, quando caiu nas oitavas de final para Tennys Sandgren.

 

Afirmação

Já que citamos o norte-americano, que tal falarmos das possíveis zebras do Rio Open? Sandgren é uma delas. Depois de espantar o mundo do tênis ao bater nomes como Stan Wawrinka (SUI) e Dominic Thiem, e parando apenas nas quartas, o norte-americano precisa provar que o resultado no Melbourne Park não foi algo do acaso. De 97º colocado antes de o GS iniciar até a posição de número 55 ao seu término, o tenista de 26 anos precisará passar pelo qualificatório, que conta com uma chave forte. Nomes como os brasileiros Thomaz Bellucci e Thiago Monteiro, o veterano Carlos Berlocq, o espanhol Pablo Andujar e o norueguês Casper Ruud estão confirmados nas preliminares.

Outra surpresa do GS australiano que estará em terras brasileiras é Kyle Edmund. Mas ao contrário de Sandgren, o britânico já está na chave principal. O jovem de 23 anos também teve seus dias de azarão e superou o búlgaro Grigor Dimitrov. Só parou nas semis diante de Marin Cilic, adversário que pode reencontrar no Brasil. Enquanto Jamie Murray continua se recuperando de uma cirurgia no quadril, o atual número 23º do mundo deve ser a principal força da Terra da Rainha no circuito profissional.

 

O showman

Apesar de três importantes figuras do Top 10 presentes, o Rio Open tem tudo para ser de uma só pessoa: Gael Monfils. Irreverente dentro e fora das quadras, o francês atuará pela primeira vez na competição brasileira e tem tudo para cair nas graças da torcida. O showman, como também conhecido, tenta retomar o ritmo após um ano de 2017 marcado por inúmeras lesões, que o fizeram despencar para a 44ª colocação do ranking. A posição não é ideal, mas Monfils vem se recuperando bem no circuito. Prova disso foi o título do ATP 250 de Doha, no Catar, ainda em janeiro.

 

Velhos conhecidos

Depois das caras novas, é hora de falar do pessoal que vira e mexe “bate cartão” por aqui. São os casos do polêmico Fabio Fognini (ITA), que quando concentrado é um tenista duro para qualquer oponente; do experiente espanhol Fernando Verdasco; do argentino Diego Schwartzman e do uruguaio Pablo Cuevas, campeão há dois anos. Será que algum deles irá aprontar por aqui? Vamos aguardar!

 

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