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Paulista A1

Corinthians e São Paulo decidem hoje quem enfrentará o Palmeiras na final do Paulistão

Valendo vaga na final do Paulista e o fim do climão entre Carille e Aguirre, Corinthians e São Paulo se enfrentam hoje no Itaquerão.

foto: Djalma Vassão/Gazeta Press/Reprodução

Com a vitória por 1 a 0 conquistada no ultimo domingo, o São Paulo precisa apenas de um empate para garantir-se na final; ontem, nos pênaltis, o Palmeiras eliminou o Santos no Pacaembu.

O entrevero de Fábio Carille e Diego Aguirre serviu para desviar um pouco a atenção a respeito do péssimo futebol que São Paulo e Corinthians apresentaram no primeiro jogo das semifinais do Campeonato Paulista – vitória do Tricolor por 1 a 0. Hoje, no Itaquerão, à partir das 21:45 (com transmissão pela Globo e pelo SporTV), o duelo entre os tradicionais rivais definirá o outro finalista do Paulistão. E por tudo que as equipes apresentaram até aqui é certo dizer que o Majestoso está mais do que aberto.

 

Um caminhão de desfalques

A exemplo do que aconteceu no último domingo, o Corinthians vai à campo hoje a noite com um “caminhão” de desfalques em sua formação titular, algo que, evidentemente, afetará o desempenho do time. Rodriguinho e Jadson seguem no departamento médico, fazendo companhia para Renê Júnior e Walter. Os três últimos serão ausências certas na noite de hoje enquanto que o primeiro tem uma (pequena) chance de ir para o jogo. O Timão trabalha no “desespero” para contar com Fágner e Romero que estavam à serviço das seleções brasileira e paraguaia – e não atuaram – no jogo de hoje. Balbuena atuou ontem nos EUA e mesmo que chegue a tempo de participar do jogo, não irá a campo. Clayson que ficou fora do jogo no Morumbi, “recuperado”, deverá fazer parte do 11 inicial.

Com isso, a provável formação do que restou do Corinthians para o Majestoso deverá ser a seguinte: Cássio; Mantuan (Fágner), Pedro Henrique, Henrique e Sidcley; Gabriel (Ralf) e Maycon; Mateus Vital (Romero), Rodriguinho (Pedrinho ou Júnior Dutra) e Clayson; Émerson Sheik.

 

Cautela para seguir adiante

Diego Aguirre acabou de chegar ao São Paulo e, pouco a pouco, vai colocando seu estilo no time Tricolor. Ainda sem apresentar um futebol digno da história do clube, o São Paulo –mais na raça do que na técnica – conseguiu se aproveitar da falha bisonha de Mantuan no primeiro jogo e chega para o duelo de hoje com a vantagem mínima no placar precisando apenas de um empate para chegar à grande final.

Para atingir este objetivo, Aguirre não deverá mudar o 11 inicial que utilizou no jogo de ida. Com 3 volantes no meio-campo, o técnico uruguaio quer reduzir ao máximo o risco de sofrer um gol e aproveitar-se dos desfalques corintianos que deixam muito comprometida a parte criativa do alvinegro. A tendência é de que o São Paulo vá fechado para o jogo, deixando a bola com o Corinthians e apostando nos contra-ataques para ampliar sua vantagem e desestabilizar o Timão.

Com Rodrigo Caio – que também estava à serviço da Seleção Brasileira e chega ao Brasil hoje as 17 horas, no mesmo vôo de Fagner – relacionado para a partida, o São Paulo deverá dar o pontapé inicial com a seguinte formação: Sidão; Éder Militão, Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo; Jucilei, Petros e Liziero; Marcos Guilherme, Tréllez e Nenê.

 

Climão

A queixa pública de Fábio Carille contra a atitude de Diego Aguirre – que passou pelo corintiano sem cumprimentá-lo antes do início do jogo no último domingo – dominou o noticiário sobre o Majestoso nos últimos dias. Ontem, em coletiva no CT Joaquim Grava, Carille disse que não esperava que o assunto fosse o principal tópico à respeito do jogo.

“Quero deixar claro que parece que cheguei para a coletiva e falei o que aconteceu. Eu respondi várias coisas e no meio da coletiva me perguntaram se a conversa foi por panos quentes. E eu falei a verdade. Longe de colocar clima de guerra pré-jogo. Fiquei chateado pela atitude. Não tenho nada contra Aguirre ou São Paulo”, disse o técnico alvinegro antes do completar dizendo que “está se falando que ele tem o costume de falar após o jogo. Se ele tivesse falado, eu teria pedido desculpas, mas disse que não me reconheceu”.

O outro lance “polêmico” do jogo, a encarada de Nene no técnico corintiano após o gol, ficou em segundo plano e, aparentemente, resolvido dentro de campo, na volta do intervalo.

Embora Aguirre e o São Paulo tenham trabalhado nos últimos dias para não alimentar ainda mais a “polêmica” é fato que todos estão ansiosos para conhecer o segundo finalista do Paulistão e como os “professores” e seus “alunos” irão se comportar logo mais em Itaquera.

 

O Corinthians pode ficar com a vaga porque…

  • O Corinthians nunca perdeu para o São Paulo em Itaquera. Foram 5 vitórias e 2 empates – um aproveitamento de 80%;
  • Em 16 clássicos disputados contra os grandes de São Paulo, Fábio Carille acumula 9 vitórias, 5 empates e apenas 2 derrotas – a do último domingo e uma para o Santos no returno do Brasileirão de 2017;
  • Na história do Majestoso, a vantagem é corintiana: em 336 confrontos, foram 126 vitórias do Timão, 107 empates e 103 derrotas;
  • Desde o ano 2000, o Corinthians não sabe o que é ser eliminado pelo São Paulo em um mata-mata. A última vez que isso aconteceu foi, justamente, no Campeonato Paulista daquele ano.

 

O São Paulo pode ficar com a vaga porque…

  • Mesmo sem nunca ter vencido o Corinthians no Itaquerão, os últimos três resultados obtidos pelo São Paulo na casa do rival não seriam ruins na noite de hoje: dois classificariam o Tricolor para a final (1 a 1 no Brasileirão de 2016 e 1 a 1 no Paulistão do ano passado) e o outro levaria a decisão para os pênaltis (derrota por 3 a 2 no Brasileirão de 2017);
  • Embora não leve a melhor sobre o Corinthians em um mata-mata desde o ano 2000, o São Paulo nunca foi eliminado pelo Timão quando venceu a primeira partida. O jogo de hoje começa 1 a 0 para o Tricolor;
  • Desde que a dupla Diego Aguirre e André Jardine assumiu o comando técnico do São Paulo, o número de gols sofridos caiu drasticamente: foram 2 gols em 5 jogos. Com Dorival Júnior no comando, foram 12 gols sofridos em 19 jogos;
  • Jucilei e Petros jogaram no Corinthians e, embora os tempos sejam outros, sabem como funciona a engrenagem interna do clube. Além disso, Sidão defendeu o pênalti de Rodriguinho pelo Paulistão de 2016 quando jogava pelo Audax na partida que tirou o alvinegro da competição, Tréllez foi o autor do gol da vitória do Vitória sobre o Timão na 21ª rodada do Brasileirão do ano passado em Itaquera e Reinaldo participou do gol da Chapecoense no empate em 1 a 1 com o alvinegro no primeiro turno do último Campeonato Brasileiro.

 

Palpite para Corinthians x São Paulo

Embora chegue com a vantagem no placar, a bola que o São Paulo jogou no último domingo foi bem pequenininha. O gol saiu mais pela falha medonha de Mantuan do que por qualidade do São Paulo. Não que o Tricolor não tivesse merecido a vitória. Ao contrário: pressionou desde o início e dificultou ao máximo a vida do Corinthians. Mas falta ao Tricolor qualidade do meio pra frente para decidir seus jogos com mais propriedade. Isso também falta ao Alvinegro, mas com um trabalho que já vem desde 2017 e um esquema de jogo muito bem assimilado pelos atletas, suas dificuldades são menos “profundas”.

Mesmo desfalcado de nomes importantes, o Timão joga em casa com a Fiel empurrando. Dificilmente não devolverá o 1 a 0 sofrido no Morumbi. Este, pelo menos é meu palpite: vitória pelo placar mínimo e decisão da vaga nos pênaltis – e, nesse caso, o São Paulo leva uma pequena vantagem já que Sidão é mais pegador de pênalti do que Cássio.

 

No sufoco, o Palmeiras está na final

Foi mais difícil do que os palmeirenses imaginaram, mas o Verdão, nos pênaltis, conseguiu garantir sua vaga na final do Campeonato Paulista eliminando o Santos que no tempo regulamentar fez o placar que precisava para se manter vivo na disputa. O 2 a 1 (gols de Sasha e Rodrygo para o Peixe e de Bruno Henrique para o Porco) forçou a decisão nos pênaltis onde Jaílson defendeu a terceira cobrança e levou a melhor sobre Diogo Vitor. Pelo Palmeiras, Dudu, Tchê Tchê, Victor Luis, Moisés e Guerra marcaram. Gabriel, Jean Mota e Arthur Gomes fizeram os gols do Peixe que com o 5 a 3 (a última cobrança não precisou ser feita) sofridos ontem despede-se de cabeça erguida do Paulistão.

O Palmeiras, por sua vez, confirmou a favoritismo apontado por todos no início da temporada e – mesmo sem jogar bem ontem – está na final do Campeonato Paulista 2018.

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