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Conquista do título dos pesados eleva Daniel Cormier a patamar dos maiores da história no UFC

Foto: Divulgação / UFC

Daniel Cormier já tinha um legado seguro como campeão meio-pesado. Lugar no Hall da Fama garantido, homenagens justas após sua aposentadoria, histórias para contar aos netos mais à frente… Tudo aquilo que vem junto com a conquista de um cinturão, algumas rivalidades e um domínio relevante dentro do octógono do Ultimate. Mas o que esse homem fez no último sábado, pelo UFC 226, em Las Vegas (EUA), foi algo simplesmente antológico. Com o cinturão dos meio-pesados já em posse, Daniel se tornou o novo campeão dos pesados ao nocautear o até então maior peso-pesado da história do UFC. E foi tudo tão espetacular que não há como não colocá-lo no patamar dos maiores de todos os tempos.

“Ah, mas ele perdeu duas vezes para o Jon Jones”. Sim, isso não está sendo ignorado. Todos aqueles que fazem parte da seleta lista de maiores de todos os tempos caíram em algum momento. E o que pesa a favor de Cormier é que Jones caiu no doping nas duas vezes que eles se enfrentaram. O talento de Jones é indiscutível, ele é um dos maiores da história, mas quem garante que o resultado de suas lutas com Cormier seria o mesmo caso ele estivesse limpo? A questão é que nunca vamos saber, pois o “se” não existe, né? Jones ganhou e pronto! Honestamente, arrisco dizer que Jones “tem o número”de Cormier, e dificilmente perde se eles se enfrentam novamente. Mas isso não significa que devemos ignorar o feito de Daniel. Ele é a última pessoa que deve ser punida pelos erros que afastam Jones do octógono.

O que me fascina quando falamos de superlutas é a coragem e ousadia dos atletas envolvidos. Quando se é campeão, você tem mais fãs, mais patrocinadores, mais poder de negociação , é tudo melhor. Colocar essa condição e sua imagem de campeão em risco em troca da oportunidade de alcançar uma glória histórica é algo gigante. E foi isso que Daniel Cormier fez. Campeão meio-pesado, categoria a qual ele vive sob a sombra de Jones, pois mesmo com o título em posse sempre há a desconfiança, ele aceitou enfrentar Stipe Miocic pelo cinturão dos pesados. É claro que tem dois lados. Ele podia perder e se conformar com a situação nos meio-pesados ou vencer e fazer história. E para um cara que muitas vezes não recebe o crédito que merece, Daniel Cormier até fez parecer fácil a vitória contra Miocic.

Daniel Cormier não só nocauteou o campeão dos pesados. Ele nocauteou no primeiro round, de forma arrasadora, o único homem na história a defender o título até 120kg por três vezes consecutivas. Miocic bateu lendas como Fabricio Werdum, Alistair Overeem, Junior Cigano… E a – até pouco tempo – promessa Francis Ngannou. Imaginar que Cormier iria chegar, subir de peso e nocautear Stipe logo no primeiro round era algo imprevisível pra mim.

O fato é que a luta deu a Cormier algo que ele sempre mereceu: créditos e reconhecimento. Aos 39 anos (!), com um cartel de 21 vitórias, uma derrota e uma luta “sem resultado”, ele acumula dois cinturões simultaneamente da maior organização de MMA do mundo. Daniel deu uma aula de superação e um ano depois de cair e chorar no octógono diante de seu maior rival, Jon Jones, ele deu a volta por cima e conquistou algo gigante no mundo das lutas. Como ele mesmo disse após o UFC 226: “as pessoas podem até questionar seu cinturão meio-pesados, mas ninguém pode falar nada sobre o título dos pesados”.

A maior lição deixada por Daniel Cormier no UFC 226? O mundo dá voltas. Ele não precisa de Jon Jones para fazer história no mundo das lutas, ser reconhecido como campeão ou se sentir completo esportivamente. Sua grandeza está na busca por conquistas grandes, e ele não desistiu e nem se abalou nem mesmo depois de cair. Isso deve ser valorizado.

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