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Corinthians quer reabilitar-se no Paulistão diante do Palmeiras; no São Paulo, nova derrota pode derrubar Dorival Júnior

Corinthians e Palmeiras fazem o clássico de abertura da 9ª rodada do Campeonato Paulista

Foto: Agência Corinthians

Sem o mesmo desempenho da temporada passada, o Corinthians testa seu novo elenco contra o único invicto no Paulistão

Em 2017, enfrentar o Palmeiras foi emblemático para o Corinthians em dois momentos cruciais da temporada. Pelo Campeonato Paulista, foi no Dérbi que Jô se firmou no time titular, tomando a vaga de Kazim ao marcar o gol da vitória corintiana por 1 a 0 no Itaquerão com um jogador a menos – Gabriel havia sido equivocadamente expulso. Pelo returno do Campeonato Brasileiro do ano passado, quando o desempenho do primeiro turno era apenas uma lembrança, a vitória por 3 a 2 diante do Verdão recolocou a equipe de Fábio Carille no prumo e foi o ponto de virada para a confirmação do título nacional.

O Corinthians chegará amanhã em Itaquera precisando que o Dérbi seja, mais uma vez, um ponto de virada para o time, que não vence há três rodadas (foram duas derrotas e um empate) e nem de longe mostra a segurança defensiva que garantiu os títulos Paulista e Brasileiro no ano passado. Um triunfo em casa diminuirá a pressão antes da estreia na Libertadores contra o Millionarios, na próxima quarta-feira. Falta apenas combinar com o Palmeiras que, sem vencer o Timão há três confrontos, quer deixar a Arena Corinthians com uma vitória convincente antes de também fazer sua estreia na Libertadores.

 

Os problemas vão se acumulando

Embora muita gente se apegue à saída de Jô, Pablo e Guilherme Arana para explicar a queda de rendimento do Corinthians em 2018, a verdade é que no final da temporada passada – durante todo o returno do Brasileirão para ser mais preciso – o time não jogou bem. Contava, evidentemente com um artilheiro que podia definir as partidas em um único lance (como, aliás, definiu em várias ocasiões). Mas o time, como um todo, não tinha mais o mesmo desempenho. A “gordura” conquistada no primeiro turno impecável do Campeonato Brasileiro de 2017 garantiu o título apesar do desempenho fraco do returno.

E todos os estes problemas vieram para 2018 e aumentaram com as saídas de Arana, Pablo e, principalmente, Jô. Sem aquele atacante que resolvia em apenas uma bola, o atual campeão paulista vem tropeçando no estadual e chega para o Dérbi pressionado por duas derrotas e um empate nas últimas três rodadas. Para complicar, o novo esquema tático (4-1-4-1) com Jadson e Rodriguinho cuidando da armação do time, embora crie mais chances de gol, deixou Gabriel sobrecarregado e a defesa desprotegida. Some-se a isso o mau momento de Juninho Capixaba na lateral esquerda (autor do gol contra que cedeu o empate ao Red Bull Brasil pela última rodada, numa infelicidade que contou com a enorme ajuda de Cássio), a seca de gols de Júnior Dutra – que vem jogando “torto” no comando de ataque, como se fosse um 9 –, e a dura realidade bate à porta como mostram os resultados.

Na busca por soluções, o Timão mandou Camacho para o Atlético-PR numa troca, por empréstimo, até o final do ano pelo lateral-esquerdo Sidcley – que não vinha sendo aproveitado pelo técnico Fernando Diniz. O atleta chega para disputar posição com Juninho Capixaba – que perdeu a concorrência de Moisés (emprestado ao Botafogo) e Guilherme Romão (emprestado ao Oeste junto com o centro-avante Carlinhos).

Capixaba, aliás, começa sua jornada no Timão de forma muito parecida com Uendel – que foi para o Internacional. O antigo titular não agradou à torcida quando chegou e precisou de dois anos para se firmar como “dono” da lateral-esquerda alvinegra. Para evitar um desgaste maior do atleta, são poucas as chances de Juninho Capixaba participar do Dérbi. Maycon, volante de origem, deverá jogar improvisado na lateral-esquerda.

 

É hora de vencer

Vamos esquecer o jogo entre Ponte Preta e Palmeiras pela 8ª rodada do Campeonato Paulista. Ali, o pântano que virou o gramado do Moisés Lucarelli foi a chave para segurar o Verdão e impedir mais uma vitória. Não que mais um triunfo fosse fazer muita diferença a esta altura diante da boa campanha do Alviverde. Único time invicto no campeonato – e entre os clubes que disputam a Série A do Brasileirão –, o Palmeiras “sobra” no estadual e pode, neste momento, usar a competição para fazer testes (ou alguém realmente acredita que o Verdão ainda não está nas quartas de final do Paulista?). Foi o que vimos – ou tentamos ver – em Campinas. Tivesse o gramado ajudado, seria possível entender melhor como Roger Machado imagina as opções táticas que tem em mãos.

Apesar de toda a tranquilidade da boa campanha no estadual, Roger (assim como Carille) tem uma semana “complicada”. Primeiro, enfrenta o Corinthians – um adversário bastante indigesto como mostra o retrospecto recente – em Itaquera. Em seguida, estreia na Libertadores, no dia 1, quinta-feira, contra o Junior Barranquilla, fora de casa. E mesmo com o discurso de que o Campeonato Paulista é uma prioridade, o técnico sabe que, na prática, conquistar o estadual não quer dizer nada – tanto que ele mesmo, campeão mineiro em 2017, foi demitido do Atlético-MG após resultados ruins na Libertadores e no Brasileiro. Mas vencer o Corinthians – que vem de um desempenho recente melhor no Dérbi – tem sempre um gosto especial.

Após poupar Felipe Melo – com dois cartões amarelos – na rodada anterior e com o retorno de Borja, o Palmeiras não deverá ter supresas em sua escalação segundo foi indicado pelo treinador na atividade da última quinta-feira. O que significa dizer que teremos o reencontro entre o “pitbull” e Clayson, que trocaram “gentilezas” – e foram, posteriormente, punidos pelo STJD – no intervalo do clássico do último dia 5 de novembro (vitória do Corinthians por 3 a 2) pelo Campeonato Brasileiro.

 

Escalações

Com um time base já definido, o Palmeiras não deverá ter supresas em sua escalação inicial para o clássico de amanhã. Com poucas opções – apesar do elenco ridiculamente inchado –, o Corinthians poderá apresentar algumas mudanças em seu time-base.

Corinthians: Cássio; Fágner, Balbuena, Henrique e Maycon (Juninho Capixaba); Gabriel e Renê Júnior (Jadson); Rodriguinho, Clayson e Romero; Júnior Dutra. Técnico: Fábio Carille.

Palmeiras: Jaílson; Marcos Rocha, Antônio Carlos, Thiago Martins e Michel Bastos; Felipe Melo; Willian, Tchê Tchê, Lucas Lima e Dudu; Borja. Técnico: Roger Machado.

 

Palpite

O Corinthians joga todas as suas fichas no tabu recente diante do Palmeiras. Fábio Carille sabe que o momento de seu time não é bom, que as perdas foram grandes e a reposição, ruim. Sua fixação com apenas duas formas de jogar, sem conseguir adaptar seu pensamento ao elenco que tem em mãos, tem sido um problema também – agravado pela falta de um centro-avante. Com Gabriel sobrecarregado, Balbuena e Henrique longe do melhor entrosamento e um “buraco” na lateral-esquerda, há tempos o Timão não ia tão cheio de problemas para o Dérbi.

De seu lado, o Palmeiras chega para o jogo sem crises ou dúvidas. Joga de olho na partida de quinta-feira com a tranquilidade de quem sabe que já está na próxima fase do Paulistão. Esta tranquilidade – e a enorme qualidade do elenco – devem fazer a diferença em Itaquera e é bem possível que o Verdão acabe com o tabu e vença o duelo de amanhã – mas o empate também não seria considerado um resultado ruim ou mesmo inesperado.

 

A pressão sem fim no São Paulo

O São Paulo vinha de quatro vitórias seguidas. Mesmo sem apresentar um bom futebol, o time do Morumbi ia avançando na Copa do Brasil e somando seus pontos no Campeonato Paulista. Mas aí veio o clássico contra o Santos na última rodada: futebol sonolento do Tricolor e vitória do Peixe por 1 a 0. Na última quarta-feira, o time de Dorival Júnior fez o jogo adiado da 7ª rodada contra o Ituano e… nova derrota.

A torcida que já criticava o time com muita força, subiu o tom, pediu a demissão do técnico e a contratação de Vanderlei Luxemburgo. A diretoria, que já estava “azeda” com Júnior por sua postura ao “criticar” as contratações de Nene e Tréllez (ele nunca escondeu que gostaria de trabalhar com jogadores novos e mais rápidos, como Valdívia) e dizer em coletiva que “técnico não faz gol”, chamou o professor para uma reunião na última quinta-feira. O técnico não foi demitido, mas cobrado. Sua sequência à frente do São Paulo está diretamente ligada ao desempenho do time no Paulista. Um novo resultado negativo contra a Ferroviária, em casa, no domingo, certamente custará o emprego do professor que não poderá contar com Jucilei. O volante sentiu uma contusão no jogo contra o Ituano e é desfalque certo por, pelo menos, duas rodadas. Do modo como as coisas andam complicadas para os lados do Morumbi, uma derrtota para a Ferroviária é menos improvável que a contratação de Vanderlei Luxemburgo.

 

Jogos e palpites para a 9ª rodada do Campeonato Paulista

Sábado – 24/02/2018

  • 17:00 – Corinthians x Palmeiras – palpite: empate
  • 21:30 – São Caetano x São Bento – palpite: São Bento

Domingo – 25/02/2018

  • 11:00 – Bragantino x Novorizontino – palpite: empate
  • 17:00 – São Paulo x Ferroviároa – palpite: São Paulo
  • 19:30 – Santos x Santo André – palpite: Santos
  • 19:30 – Mirassol x Ponte Preta – palpite: Ponte Preta

Segunda-feira – 26/02/2018

  • 17:30 – Ituano x Red Bull Brasil – palpite: Ituano
  • 20:00 – Botafogo x Linense – palpite: Botafogo

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