Copa do Brasil

Com polêmicas envolvendo o VAR, Cruzeiro vence o Corinthians e fatura a Copa do Brasil

Do banco à glória

De Arrascaeta entra no segundo tempo e define a vitória do Cruzeiro por 2 a 1 sobre o Corinthians e conquista a Copa do Brasil.

Foto: Reprodução

Com direito a lances polêmicos que tiveram influência no resultado final, o Cruzeiro faturou o hexacampeonato da Copa do Brasil ao bater o Corinthians, no Itaquerão, por 2 a 1 (3 a 1 no placar agregado) contrariando as indicações das casas de apostas que davam ao Timão o favoritismo no duelo (odds em 2,50 contra 3,25 a favor da Raposa, no Bet365). Além de isolar-se como o maior vencedor da competição – à frente do Grêmio que tem cinco títulos – o Cruzeiro é o primeiro clube a ser campeão da Copa do Brasil em duas temporadas seguidas, 2017 e 2018, sendo assim, o único bicampeão de fato (aquele que conquista o título consecutivamente). Ao time de Jair Ventura, resta “juntar os cacos” comemorar o improvável vice-campeonato (e os R$ 20 milhões que entrarão nos cofres do clube) e concentrar-se em manter o Alvinegro fora do Z-4 – O Corinthians tem 4 pontos de vantagem sobre o Ceará, o 17º colocado e primeiro time na zona da degola.

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Acostumado com os mata-mata

Moldado por Mano Menezes para ser um time copeiro, o Cruzeiro chegou a Itaquera com o regulamento embaixo do braço e a proposta de aguentar a eventual pressão corintiana – que no primeiro tempo, existiu apenas nos minutos finais – apesar da maior posse de bola do Alvinegro à partir dos 18 minutos. Sem se apavorar e fazendo uma forte marcação no meio campo, a Raposa conseguiu pendurar com o cartão amarelo Ralf, Gabriel, Sheik e Fagner em apenas 32 minutos – detalhe que complicou ainda mais o que já seria difícil em condições normais para o Timão. Pelo lado cruzeirense, Rafinha e Thiago Neves também foram advertidos ainda na etapa inicial.

 

Falha corintiana ajuda o Cruzeiro

Aos 27 minutos, Romero no lado esquerdo do ataque corintiano, pouco à frente do meio-campo recuou um “tijolo” para o jovem zagueiro Léo Santos – que jogou no sacrifício. O defensor evitou que a bola saísse em arremesso lateral, mas ao tentar sair jogando errou e permitiu que Barcos carimbasse a trave de Cássio. No rebote, Robinho, na entrada da área mandou para o fundo do gol corintiano.

 

O VAR entra em campo

Sem mais nada a perder, o Corinthians voltou para o segundo tempo pressionando o Cruzeiro em busca dos dois gols que precisava para levar a decisão para os pênaltis. Aos cinco minutos da etapa final, a primeira polêmica: Ralf se enroscou com Thiago Neves e caiu na área. Após consulta ao VAR, o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães marcou – equivocadamente – o pênalti bem batido por Jadson que deixou tudo igual no Itaquerão.

Precisando fazer mais um, Jair Ventura mandou a campo o talismã Pedrinho – que já havia saído do banco de reservas para decidir à favor do Corinthians na semifinal contra o Flamengo. E a estratégia deu certo.

O jovem atacante entrou no lugar do ineficiente Jonathas e marcou um golaço chutando de fora da área sem chances para Fábio. Mas o VAR entrou em cena novamente e o juiz – mais uma vez equivocadamente – entendeu que antes da finalização houve falta de Jadson em Dedé (o que não houve). No final, um erro compensou o outro.

 

25 horas para a consagração

Após uma viagem de cerca de 25 horas, a logística criada pelo Cruzeiro para poder contar com o meia Arrascaeta na grande final – na manhã do dia anterior ele havia disputado com a seleção uruguaia um amistoso contra o Japão – deu muito certo. Sentindo o bom momento do Corinthians (que diminuiu um pouco após a anulação do gol de Pedrinho), o Cruzeiro colocou a bola no chão e passou a ditar o ritmo do jogo até que De Arrascaeta (que havia entrado no segundo tempo) aproveitou rápido contra-ataque e liquidou a fatura para a Raposa. O 2 a 1 em Itaquera obrigava o Timão a fazer mais dois para levar a decisão para os pênaltis, coisa que, obviamente não aconteceu.

 

Restante da temporada

Com o principal objetivo nesta reta final de temporada cumprido, o Cruzeiro agora deverá jogar mais leve – e com os titulares – as últimas rodadas do Brasileirão para, quem sabe, chegar ao G-6 (que pouco afeta a situação da Raposa, já classificada para a Libertadores).

O Corinthians, por sua vez, passa a jogar de olho no Z-4. Faltando nove rodadas para o fim do Brasileirão, a vantagem de apenas 4 pontos para o Ceará não é, nem de longe, confortável. Neste domingo, dia 21, no Barradão, à partir das 16 horas, os comandados de Jair Ventura fazem um confronto direto na luta para fugir da Série B contra o Vitória (16º colocado com 32 pontos).

No mesmo dia, à partir das 19 horas, o Cruzeiro recebe a desesperada Chapecoense que pode se aproveitar do eventual relaxamento da Raposa após o título e, na combinação de resultados, escapar do Z-4.

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