Vôlei

Brasil no Mundial de Vôlei: Lesões e dúvidas dificultam a preparação de Renan e José Roberto Guimarães

Lucarelli é dispensado de treinamentos para o Mundial de Voleibol Masculino
Foto: Divulgação/FIVB

Seleções já treinam para as principais competições do calendário deste 2018, mas a missão para o Brasil não promete ser fácil no masculino e nem no feminino…                        

O Brasil tem pela frente uma competição que é disputada só a cada quatro anos e que é a segunda mais importante do vôlei – estamos falando do Mundial, que fica atrás apenas da Olimpíada. Os homens jogam na Bulgária e Itália entre 9 e 30 de setembro; as mulheres, de 29 de setembro a 20 de outubro, no Japão.

A competição é tão importante que as convocações já foram realizadas e os primeiros treinos, no masculino e no feminino, já começaram. O Ganhador situa a condição das duas seleções a partir de agora.

 

Lucarelli é a baixa da vez

O técnico Renan Dal Zotto está com problemas sérios. Depois de terminar a Liga das Nações em quarto, perdendo por 3 a 0 para Rússia e Estados Unidos, o treinador agora precisa lidar também com dois desfalques importantes, o ponteiro Maurício Borges, que operou o joelho direito, e o também ponteiro Lucarelli, campeão olímpico em 2016.

Lucarelli chegou a ser convocado, mas o seu clube, o EMS Taubaté Funvic, alegou que ele não estava apto a integrar o grupo, pois se recupera de uma cirurgia no tendão de Aquiles.

Diretor-técnico do Taubaté, o ex-treinador Ricardo Navajas foi contundente em entrevista ao Jornal “O Tempo”, de Minas Gerais: “A parte técnica do time não precisa se envolver. Isso é uma questão médica. O Lucarelli não tem a menor condição de prática esportiva, é algo muito simples”, afirmou. “A previsão de atuar em bom nível, treinando e jogando normalmente, é quando a Superliga começar. Tenho certeza que o clube, a seleção e o próprio jogador não vão querer correr este risco. Se ele começou a recuperação no time, será também dentro do clube que ele irá finalizá-la, até estar 100% fisicamente. Não há tempo hábil para ele se recuperar e jogar o Mundial. Seu déficit, atualmente, é muito grande. Ele ainda está debilitado e vai precisar de cerca de quatro meses para voltar a estar bem.”

A CBV e o clube se reuniram e constaram que Lucarelli, de fato, não tem como sequer treinar para o Mundial. Ainda há uma esperança de que ele se junte ao grupo em agosto, mas as condições para isso são mesmo bem limitadas.

Sem ele, Renan vai precisar se virar com Lipe – que se recupera de lesão no cotovelo -, Lucas Lóh, Douglas Souza, Rodriguinho, Victor e Kadu (como atleta convidado).

Os 15 convocados por Renan foram os levantadores Bruninho e William; os opostos Wallace e Evandro; os centrais Lucão, Maurício Souza, Éder e Isac; os ponteiros Lipe, Lucas Lóh, Lucarelli (cuja situação já foi citada), Douglas Souza, Rodriguinho e Victor Cardoso, e o líbero Thales, além do ponteiro Kadu, que estará como convidado.

“Primeiro, lamentamos muito a ausência do Maurício Borges, que vai ter que operar e desfalcar a seleção no Mundial. É um atleta de muita qualidade, que vai fazer falta principalmente por fazer parte do grupo e de todo o processo desde o início”, disse Renan, que avalia de maneira positiva o período que vai ter para treinar. “Dessa vez teremos tempo para trabalhar, cerca de um mês e meio. É um tempo bom de treinamento, onde estaremos 100% focados no Mundial. Sabemos que vai ser mais um campeonato muito difícil, mas vamos nos preparar muito bem.”

 

Já o feminino…

Não há problemas de lesões, mas o nível brasileiro demonstrado na Fase Final da Liga das Nações também foi preocupante, com uma quarta colocação geral que demonstrou fragilidades evidentes nas derrotas por 3 a 0 para Turquia e China na semifinal e na decisão do terceiro lugar, respectivamente.

Há exatamente uma semana, José Roberto Guimarães convocou as primeiras 11 jogadoras, que já treinam em Saquarema. Os nomes seguintes serão divulgados em breve, sem uma data oficial informada pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).

Foram chamadas até aqui a levantadora Roberta; a oposta Tandara; as centrais Adenízia, Carol e Bia e as ponteiras Gabi, Natália, Amanda, Drussyla e Rosamaria e a líbero Gabiru.

“A Liga das Nações foi uma competição muito importante para o nosso grupo. Ao longo de sete semanas, fomos a única seleção que não voltou para casa pela distância e o fato de a Fase Final ter sido disputada na China”, analisou José Roberto Guimarães. “Vimos nessa competição o nível que precisamos atingir para enfrentar as melhores equipes. Vamos seguir trabalhando forte nos próximos meses e sabemos que temos condições de jogar de igual para igual contra as melhores seleções do mundo”, concluiu.

 

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