Brasileirão Série A

Balanço do Brasileirão – parte 3: quem foi bem dentro de campo

Destaques dentro de campo

Artilheiro do Brasileirão, Gabigol foi um dos grandes destaques da temporada. Mas não foi o único.

Foto: Ivan Storti/Santos FC

Falta pouco para o final da temporada do futebol no Brasil – restando ainda o jogo decisivo entre Atlético-PR e Junior Barranquilla que decidirá o campeão da Copa Sul-Americana nesta quarta-feira, dia 12 – os principais clubes do país recolhem-se em copas, dão férias a seus elencos e começam a planejar a temporada 2019, investindo em novos atletas e técnicos e procurando criar um cenário propício a prognósticos favoráveis no ano que vem. Tentando não perder tempo, os clubes querem se organizar antes do recesso para o Natal e o Ano Novo e iniciarem janeiro com trabalhos novos ou dando prosseguimento a projetos que se mostraram bem-sucedidos e podem ser apostas confiáveis em 2019.

E é neste caldo de perdas e ganhos, chegadas e partidas, que damos seguimento à nossa pequena série de artigos (leia aqui a primeira parte e aqui a segunda parte) com um balanço dos principais destaques da temporada e o que é possível esperar para o próximo ano. Hoje, trataremos dos atetas que foram destaque dentro de campo e terminam 2018 em alta.

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Gabriel

Gabriel, o Gabigol, retornou ao Santos no início desta temporada, por empréstimo, após passar um ano e meio em baixa na Europa, rodando por clubes sem nunca conseguir se firmar nem mesmo como uma opção viável no banco de reservas – o Benfica chegou a devolvê-lo para a Inter de Milão antes do prazo final do empréstimo. Chegou à Vila Belmiro cercado de pompa e circunstância, empolgando a torcida do Peixe e dando esperanças ao técnico Jair Ventura. Mas o primeiro semestre foi ruim para o jogador que fez um Campeonato Paulista apenas razoável e afundava junto com o restante do Santos no primeiro turno do Brasileirão.

Jair Ventura caiu, Cuca chegou e pouco a pouco Gabigol se encontrou em campo e do atacante contestado e tido como “mimado taticamente” na Europa, fechou o ano como artilheiro do Campeonato Brasileiro, com 18 gols – boa parte deles marcados após a troca de comando no Peixe. Claro que a lesão de Pedro, do Fluminense, ajudou em sua caminhada rumo à artilharia, mas é inegável que Gabriel fecha o ano valorizado como um atacante jovem (22 anos) e com potencial para evoluir tática e tecnicamente.

Seu futuro ainda é incerto – retorna à Inter de Milão e o mais provável é que seja emprestado novamente por mais um ano ou seis meses. Dificilmente seguirá no Santos caso os italianos optem por mantê-lo no Brasil por mais um tempo. Corinthians, São Paulo, Flamengo e Cruzeiro já manifestaram interesse em contar com o jogador – que não faz objeções a jogar em nenhum desses clubes.

 

Dudu

Assim como todo o elenco do Palmeiras, o atacante Dudu não fez um bom primeiro semestre. O time jogava abaixo do que podia e o baixinho também era discreto (e “chiliquento”) na maior parte do tempo. Isso tudo mudou após a queda do técnico Roger Machado. Felipão chegou e sem nenhuma revolução tática, pôs o time para jogar o simples e ajudou Dudu a reencontrar o futebol que o fez se destacar no Grêmio e despertou interesse de outros clubes além do Palmeiras. Foi decisivo no bom desempenho do Verdão pós-Copa do Mundo e na arrancada que levou a equipe ao título nacional.

Sua permanência no Parque Antártica ainda é incerta. Clubes fora do Brasil – principalmente da China – estão de olho no futebol do atleta que não esconde seu desejo de “fazer o pé de meia” fora do país. É quem mais se valorizou ao final da temporada.

 

Deyverson

Outro atleta que se encontrou nas mãos de Felipão. Todo mundo, aliás, sabia que o velho treinador se encantaria com o “talento” de Deyverson, um centro-avante grosso e de poucos recursos mas que faz aquilo que se espera dele: gols. Foi uma espécie de 12º jogador do Palmeiras, marcando gols decisivos na campanha vencedora de 2018 e conquistando o carinho da torcida, ofuscando aquele que deveria ser o grande “comandante” do ataque palmeirense, Borja.

Fecha 2018 em alta mais pelo modo como o Palmeiras joga – que facilita demais a sua vida – e menos pelo talento que tem.

 

Bruno Henrique

O volante Bruno Henrique foi de jogador com a imagem ligada ao Corinthians à capitão do time campeão Brasileiro. Faz parte do grupo de atletas que encontrou seu espaço dentro do Palmeiras após a chegada de Felipão e foi o ponto de equilíbrio do meio-campo, dando segurança e suporte a Felipe Melo – que talentoso, mas sem juízo, não conseguia ser tão eficiente na proteção à zaga nos tempos de Roger Machado.

 

Zé Rafael

Destaque do Bahia desde a temporada passada, Zé Rafael termina o Brasileirão em alta e de malas prontas para o Palmeiras. Foi talvez o grande ponto positivo do irregular Tricolor em 2018. Chegará para fazer sombra a Lucas Lima e muito provavelmente para liberar Guerra para outro clube no Brasil ou na América do Sul.

 

Pablo

Um dos artilheiros do Brasileirão 2018 com 12 gols, o atacante do Atlético-PR desperta o interesse de clubes como Grêmio, Flamengo e Palmeiras que podem entrar em um “leilão” para contar com seu futebol. Ficará ainda mais valorizado se o Furacão fechar a temporada com o título da Sul-Americana, logo mais (veja aqui o prognóstico do Ganhador para este jogo).

 

Thiago Neves

Destaque do Cruzeiro o meia é o sonho de outros grandes clubes desde a temporada passada. Fecha 2018 em alta e mantendo sua imagem de “decisivo” com a camisa da Raposa. Grêmio e Corinthians querem contar com seu futebol, mas a multa de 10 milhões de dólares é um grande obstáculo até o momento.

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