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WNBA 2017: quem vai conseguir ameaçar a liderança do Minnesota Lynx?

Foto: Andy Lyons/Getty Images

Time que hoje domina a melhor liga de basquete feminino do mundo já é comparado ao impressionante Golden State Warriors

Que o esporte vive de soberanias, todo mundo sabe. Até mesmo a multimilionária NBA tem lá seus feudos quando Golden State Warriors e Cleveland Cavaliers repetem as finais, como nos últimos três anos. E é bom o pessoal da bola laranja preparar mais uma referência para designar times muito fortes, porque o Minnesota Lynx está com tudo nesta temporada da WNBA.

 

O fator Sylvia Fowles

Ela é “o LeBron James” da WNBA, mas atua como pivô e é, sem a menor dúvida, o grande nome da temporada até aqui. Aos 31 anos, a americana Sylvia Fowles está no melhor momento da carreira, e o que a grandalhona de 1,98 metro e 91 quilos tem feito é realmente de se admirar e de se comparar com os melhores.

Fowles ocupa uma função mais conhecida pela necessidade da retomada de bola do que pela eficiência ofensiva. E mesmo assim ela é simplesmente a líder em aproveitamento de arremessos – 68,1% -, a segunda em pontos (20,9 por jogo), a terceira em rebotes (9,9) e a terceira em tocos (2,0). Ou seja: onde há necessidade de bons números, há a competência da veterana, que não à toa tem comandado a sua equipe, o Minnesota Lynx, à liderança absoluta tanto da Conferência Oeste quanto da WNBA no geral.

O Minnesota até aqui soma simplesmente 19 vitórias e 2 derrotas, e a sequência de partidas sem perder já está em seis. Além de Sylvia Fowles, outra grande peça da equipe é a ala Maya Moore, responsável por quase 17 pontos por partida.

A técnica desta verdadeira seleção feminina de basquete é a experiente Cheryl Reeve, de 50 anos – os últimos seis deles em Minnesota. Ela é sucessivamente escolhida para comandar a equipe de sua conferência no All Star e vem sendo citada pelos jornalistas americanos como um futuro nome para a seleção do país, embora os americanos considerem que comandar a equipe sensação da WNBA tenha um prestígio maior que dirigir o país em competições no exterior.

Entre as demais equipes, vale destacar o desempenho do Los Angeles Sparks (atual campeão da WNBA), vice-líder da Conferência Oeste, que dá sinais de que até mesmo sua chegada à decisão deste ano está incerta por conta de sua queda de nível com relação ao ano passado.

Apenas depois das duas equipes do Oeste vêm as líderes do Leste – situação semelhante à da NBA, convenhamos. Connecticut Sun e Washington Mystics estão empatados com 14-9, mas suas apresentações até aqui mantêm níveis inferiores às concorrentes do Oeste.

 

E como segue a temporada?

Cada uma das 12 franquias da WNBA terá 34 jogos previstos para cumprir na temporada regular. Esta fase termina no dia 3 de setembro, com os playoffs tendo início logo na sequência, a partir do dia 7.

O sistema de disputa do playoff é bem diferente da NBA. Cada conferência classifica quatro das seis equipes para o mata-mata – o que, por si só, deixa a temporada regular um pouco esvaziada de interesse por dificilmente haver definição sobre quem fica ou sai do campeonato.

O líder de cada conferência se classifica automaticamente para as semifinais, que são definidas em sistema de melhor de cinco partidas.

Nesta toada, é provável que tanto o Minnesota Lynx (pelo Oeste) quanto o Connectitut Sun (no Leste) sejam os soberanos que vão poder só treinar enquanto as demais equipes se eliminam. Os outros times se enfrentam em duas fases prévias em jogos únicos, com os ganhadores de cada chave avançando para as semifinais – que dão, naturalmente, a vaga à grande decisão, de novo em melhor de cinco jogos.

A temporada da WNBA não invade o ano seguinte, como ocorre na NBA. O playoff final das mulheres está previsto para terminar por volta do dia 20 de outubro.

O maior campeão da história da WNBA é o Houston Comets, extinto em 2008. Foram quatro conquistas da equipe, contra três taças de outras quatro equipes: Minnesota Lynx, Los Angeles Sparks, Phoenix Mercury e Detroit Shock, franquia que hoje atua com o nome de Dallas Wings.

 

WNBA – Classificação da Conferência Leste

  1. Connecticut Sun, 14 vitórias e 9 derrotas
  2. Washington Mystics, 14-9
  3. New York Liberty, 12-11
  4. Atlanta Dream, 10-13
  5. Indiana Fever, 8-16
  6. Chicago Sky, 8-16

 

WNBA – Classificação da Conferência Oeste

  1. Minnesota Lynx, 19 vitórias e 2 derrotas
  2. Los Angeles Sparks, 17-6
  3. Phoenix Mercury, 13-10
  4. Dallas Wings, 10-13
  5. Seattle Storm, 8-16
  6. San Antonio Stars, 4-21

 

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