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Vôlei: o Grand Prix é do Brasil pela 12ª vez! E a partir de hoje os homens tentam o 31º título sul-americano

Foto: Divulgação FIVB

Enquanto o futebol ainda junta os cacos depois do 7×1, o Brasil segue cada vez mais como o “país do vôlei”, tanto no feminino quanto no masculino  

A seleção brasileira feminina de vôlei conquistou neste domingo (6) o Grand Prix pela 12ª vez, um feito digno de muitos aplausos. A equipe do técnico José Roberto Guimarães venceu a Itália na decisão por 3 sets a 2 (26/24, 17/25, 25/22, 22/25 e 15/8) em Nanjing, na China, em partida que durou 2h08min.

A conquista foi expressiva. Para se ter ideia de como as mulheres do Brasil são realmente as maiorais no Grand Prix – a versão feminina da Liga Mundial de Vôlei –, a distância na liderança passou a ser massacrante. O Brasil tem 12 títulos, obtidos em 1994, 1996, 1998, 2004, 2005, 2006, 2008, 2009, 2013, 2014, 2016 e 2017. Os Estados Unidos, segunda maior campeã, tem somente a metade dessas taças – seis delas.

 

Uma seleção jovem e eficiente

Em campanha marcada pela superação e pela dúvida sobre a classificação ou não para as finais, o Brasil mostrou que a atual geração é tão boa quanto as anteriores. A oposta Tandara e a ponteira Natália foram as maiores pontuadoras entre as brasileiras na decisão, com 22, cada. A atacante mais decisiva da final foi a fortíssima oposta italiana Egonu, com 29 acertos.

“A final em cinco sets representou o que foi o nosso Grand Prix. Enfrentamos muita dificuldade durante toda a competição e nunca deixamos de acreditar. Os percalços que passamos nos deram mais força e hoje somos um grupo mais forte e unido. Hoje tivemos altos e baixos, mas a união prevaleceu. O grupo está de parabéns por toda a competição”, analisou o técnico José Roberto Guimarães, que enalteceu suas jogadoras e seus auxiliares na comissão técnica. É, de fato, um exemplo e tanto para o esporte nacional.

 

Homens abrem o Sul-Americano no Chile

Se as mulheres fizeram bonito nas últimas semanas ao conquistar o 12º Grand Prix de maneira brilhante, os homens têm a oportunidade de seguir por cima no Sul-Americano do Chile. E o desempenho do Brasil na competição é assustador. São simplesmente 30 títulos até aqui. O Brasil só não ganhou o Sul-Americano que não disputou, em 1964, em Buenos Aires.

O time do técnico Renan Dal Zotto estreia na edição 2017 às 22h (de Brasília) desta segunda (7), às 22h, contra a seleção do Paraguai, uma das mais fracas da competição.

Não há como negar que o Brasil é favoritíssimo ao título, mas o treinador Renan faz questão de lembrar que a Argentina desta vez também está bem forte. É fato. Os vizinhos deram considerável trabalho na última Olimpíada e vêm de vitória sobre o Brasil na Liga Mundial encerrada no mês passado.

“O Brasil é o atual campeão olímpico e tem uma equipe muito forte, mas cada competição é diferente da outra. Para nós, o Sul-Americano tem uma importância muito grande. Neste momento, estamos bem, mas sabemos que, antes de pensar em uma final, temos que pensar jogo a jogo. Por isso, essa fase aqui em Temuco é muito importante”, disse Renan, que vai pregar o estilo “passo a passo”.

“Hoje o nosso maior adversário é o Paraguai. É o nosso primeiro jogo. Depois Venezuela, Colômbia e só então vamos pensar mais para frente. O Sul-Americano é muito importante para a seleção brasileira. É classificatório para o Campeonato Mundial do ano que vem e, por tudo isso, é um campeonato que tem todo o nosso empenho e motivação.”

Brasil, Colômbia, Venezuela e Paraguai estão no Grupo A. Chile, Argentina, Uruguai e Peru integram o Grupo B.

 

Palpite

O Brasil é tão soberano que a análise não merece maiores detalhes. O time de Renan é extremamente favorito no Chile. Basta ver o currículo de 30 conquistas. A Argentina está forte? Está. Sabe jogar contra este Brasil? Sabe, como já mostrou em outras ocasiões. Mas que a atual seleção olímpica não consiga conquistar o Sul-Americano não passa pela cabeça de ninguém. Muda o lugar, mas não o campeão. Dá Brasil de novo. Pela 31ª vez.

 

Jogos do Brasil no Sul-Americano de Vôlei Masculino*

Segunda-feira, 7 de agosto

  • 22:00 – Brasil x Paraguai

Terça-feira, 8 de agosto

  • 22:00 – Brasil x Venezuela 

Quarta-feira, 9 de agosto

  • 15:00 – Brasil x Colômbia

Quinta-feira, 10 de agosto

  • 19:30 – Semifinal 1 (1º B x 2º A)
  • 21:30 – Semifinal 2 (1º A x 2º B) 

* Horários de Brasília

 

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