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Terence Crawford e Félix Díaz se enfrentam pelo cinturão dos Superleves

Foto: Mike Stobe/Getty Images

Duelo vai acontecer neste sábado em Nova York com favoritismo do americano Crawford

O mítico Madison Square Garden mais uma vez vai abrir suas portas para uma grande luta de boxe. Neste sábado (20), o americano Terence Crawford vai expor seu cinturão dos superleves (até 63,5 kg) contra o dominicano Félix Díaz.

Crawford é, sem dúvida, um dos melhores “peso por peso” da atualidade, o que vai fazer questão de provar em Nova York. Ele ostenta, além dos títulos da CMB (Confederação Mundial de Boxe) e da OMB (Organização Mundial de Boxe), um cartel impecável de 30 lutas e 30 vitórias, com 21 nocautes. A trajetória de Díaz até aqui é menos extensa e menos brilhante, mas também digna de respeito, com 19 lutas vencidas e 1 única derrota, para o também americano Lamont Peterson, outro grande nome do boxe na atualidade.

   

Os grandes planos de Crawford

O americano sabe que na divisão em que atua ele é o melhor, disparado. Isso ficou claro no seu combate contra o número 2 da OMB em julho do ano passado. Terence não deu chances ao ucraniano Viktor Postol e venceu por decisão unânime dos juízes em uma luta de 12 assaltos que poderia muito bem ter terminado antes com vitória sua por nocaute.

O grande salto da carreira de Crawford vai ser enfrentar o campeão da FIB, a Federação Internacional de Boxe, o veterano Julius Indongo, de 34 anos e nascido na Namíbia, um país sem tradição esportiva. O cartel de Indongo também é invicto, o que já deixa os fãs do boxe sonhando com uma emocionante luta entre dois. Se Crawford exibe um 30-0, Indongo carrega 22-0 – mas a grande diferença está no número de nocautes, com o americano levando vantagem com 22 a 11.

Se a unificação ainda é projeção futura, o momento presente de Crawford aponta o desafiante Díaz, que, segundo os especialistas, tem nível muito semelhante ao do americano John Molina Jr., derrotado por Crawford em dezembro do ano passado, por nocaute técnico no oitavo assalto.

O que muitos podem esperar em Nova York é um Crawford, mais do que vencendo, querendo impressionar todo mundo por duas razões.

A primeira é a sua longa inatividade. Esta será sua primeira luta no ano, algo que só ocorreu porque seu duelo contra Díaz foi adiado – era para acontecer originalmente em março. E segundo porque Crawford é considerado nos Estados Unidos como um dos lutadores menos vistos na atualidade. Seu duelo contra Postol, por exemplo, não foi exibido pelas principais emissoras especializadas de TV, o que acabou sendo considerado um grande erro entre os que gerenciam sua carreira. As emissoras alegaram falta de verba; os empresários de Crawford fizeram questionamentos públicos sobre, na verdade, uma falta de vontade contra o atleta – por ser dominante em sua categoria, ele não ofereceria combates atrativos para as TVs.

Crawford quer, mais do vencer, aparecer.

   

O dilema do campeão olímpico Díaz

Já o dominicano Félix Díaz, de 29 anos, luta contra Crawford e contra a desconfiança que todos têm ao analisar o seu boxe. Díaz foi campeão olímpico em Pequim-2008 na categoria meio-médio ligeiro (até 64 quilos) e teve sua carreira meticulosamente preparada para adentrar os profissionais.

Tanto foi assim que Díaz não enfrentou um adversário realmente sério por quase cinco anos, galgando combates inexpressivos e adversários que não lhe ofereciam tanta resistência. E quando isso ocorreu, em 2013, o dominicano não conseguiu impressionar. Tanto é verdade que ele perdeu sua penúltima luta, para o americano Lamont Peterson, experiente lutador de 33 anos que, a bem da verdade, é um respeitado atleta com experiência e conquistas em sua carreira de 35 combates até aqui.

Não que Díaz seja um mau boxeador – ninguém conquista um ouro olímpico se não tiver capacidade mínima contra adversários que se caracterizam pela rapidez e pela técnica. Mas quando exigido em cenários onde a mão precisava ser pesada, ele ainda não correspondeu como precisa.

Imaginar que ele possa dificultar as coisas para Terence Crawford é otimismo puro. Crawford não é Peterson – é melhor. Tem melhor defesa, maior alcance, maior potência. Se Díaz não encontrou as respostas para seu desafio contra Peterson, é difícil que ele resista sequer a dez assaltos contra Crawford.

 

Cartéis dos lutadores

Confira os cartéis dos dois lutadores da grande luta que tem início previsto para a 1h (de Brasília) na madrugada de sábado para domingo no Madison Square Garden:

FÉLIX DÍAZ (REPÚBLICA DOMINICANA)
Idade: 33 anos
Altura: 1,65 metro
Alcance: 1,70 metro
Peso: 63,0 quilos
Ranking: 16º pela OMB
Lutas: 19
Vitórias: 18
Derrotas: 1
Nocautes: 9

TERENCE CRAWFORD (ESTADOS UNIDOS)
Idade: 29 anos
Altura: 1,73 metro
Alcance: 1,78 metro
Peso: 63,5 quilos
Ranking: 1º pela OMB e CMB
Lutas: 30
Vitórias: 30
Nocautes: 21

 

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