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Vôlei

Rexona-SESC campeão da Superliga Feminina 2016/2017

Foto: Alexandre Loureiro / Inovafoto / CBV

Pela décima vez, time do Rio de Janeiro conquista a Superliga Feminina de Vôlei.

Com parciais de 25/19, 22/25, 25/22, 18/25 e 15/6, o Rexona-SESC se consagrou campeão brasileiro feminino de vôlei de 2016/17. O patrocinador multinacional conquistou a Superliga pela 12a­­ vez, sendo dez pelo Rio de Janeiro e duas pelo extinto Paraná Voleibol Clube. Foi o quinto título consecutivo.

 

A final

As anfitriãs trataram de impor seu ritmo logo no início da peleja. Com 4 a 1, Luizomar de Moura tratou logo de parar o jogo e conversar com suas comandadas. A estratégia deu certo. Apesar das cariocas abrirem 7 a 2, as visitantes chegaram a virar para 16 a 15. Juciely, uma das melhores em quadra, foi decisiva no fechamento do set, que estava parelho. Ela acertou três bloqueios seguidos.

Todo o segundo set foi equilibrado. O treinador paulista pediu um tempo na hora certa quando perdia por 22 a 21. Isso motivou seu time a conseguir o 25/23 e empatar o desafio em 1 a 1. Destacou-se a sérvia Bjelica, que chamou a responsabilidade para si.

O empate técnico também foi visto ao longo de todo o terceiro set. Era impossível prever um vencedor. Neste período, Bia e Tandara brilharam pelo lado osasquense, enquanto que Drussyla acertava pelo quadro carioca. Um bloqueio de Monique levou o Rexona-SESC ao set point.

O set que poderia dar o título ao elenco de Bernardinho saiu pela culatra. Enquanto as forasteiras acertavam quase tudo, as locais erravam muito. O placar final mostra isso, com a maior diferença da partida: 25 a 18.

A energia do Osasco parecia ter se esgotado. Após o 1 a 1 no início do tie-break, o time carioca deslanchou, abriu 7 a 2 e deu início à festa nas arquibancadas. As paulistas não conseguiram mais encaixar suas jogadas e o Rexona-SESC fechou em 15 a 6.

A final em duelo único foi adotada em 2008 e o retrospecto é amplamente favorável às cariocas: 8 a 2 diante dos adversários, com o resultado de ontem.

Rexona-SESC: Gabi, Juciely, Roberta, Monique, Carol, Drussyla e a líbero Fabi. Técnico: Bernardinho.

Osasco: Dani Lins, Malesevic, Bjelica, Nati, Tandara, Bia e a líbero Camila Brait. Técnico: Luizomar de Moura.

   

A campanha

A primeira fase do Campeonato Brasileiro feminino foi disputada em turno e returno. Em 22 partidas, o Rexona-SESC foi o melhor em 21. A única derrota foi diante do Osasco, no Tijuca Tênis Clube, por 3 a 2.

Nas quartas de final, o Pinheiros, oitavo da etapa de classificação, não foi páreo: 3 a 1 e 3 a 0 para as cariocas.

O momento mais difícil para a líbero Fabi e suas companheiras foi a semifinal contra o Minas Tênis Clube. Depois de ganhar a primeira batalha em Belo Horizonte por 3 a 0, perdeu duas vezes em seus domínios: 3 a 1 e 3 a 2. Sem poder titubear, o plantel partiu para o tudo ou nada e conseguiu empatar a série quando bateu as mineiras por 3 a 1 na capital de Minas Gerais. O último embate desta guerra foi na capital fluminense e Carol Gattaz e suas companheiras acabaram ficando de fora da final: 3 a 1.

A decisão aconteceu na Barra da Tijuca, bairro nobre do Rio de Janeiro, e o Rexona-SESC superou o Osasco por 3 a 2.

 

Temporada quase perfeita

O Rexona-SESC conquistou quase tudo o que disputou: Sul-Americano, Superliga, Copa do Brasil e Supercopa. No entanto, escaparam o Mundial Interclubes e o Campeonato Estadual.

 

Futuro das equipes

O Rio de Janeiro Voleibol Clube perdeu o patrocínio da Unilever, que o financiava desde a temporada 2002/03. Antes, a multinacional patrocinou o extinto Paraná Voleibol Clube por cinco temporadas. A sorte da agremiação carioca foi ter encontrado um substituto rapidamente, o SESC. Ao longo destes anos foram treze finais de Superliga, com dez títulos. Outras conquistas foram quatro Sul-Americanos, quatro Copas do Brasil, duas Supercopas e doze Campeonatos Estaduais.

O Osasco Voleibol Clube, fundado após o fim da Finasa, que era sediada na mesma cidade, continua. As osasquenses trouxeram de volta para o vôlei nacional, o patrocínio da multinacional Nestlé, que durante muitos anos manteve equipes na Superliga, nos anos 90.

Ambos disputarão o Mundial Interclubes, que será organizado no fim do ano em Kobe. Estarão na competição: Hisamitsu Springs (Japão), NEC Red Rockets (Japão), Eczacibasi Vitra (Turquia), Vakifbank Istambul (Turquia), Conegliano (Itália) e Voléro Zurique (Suíça).

Os outros oito participantes que garantiram presença na Superliga do próximo ano devem manter seus investimentos. O quadro do Barueri ganhou a Superliga B e desfilará ano que vem na elite. Os rebaixados SESI e Country Club Valinhos terão que passar por uma seletiva, que valerá uma última vaga na divisão principal de 2017/18.

 

Classificação final da Superliga Feminina de 2016/17:

  1. Rexona – SESC
  2. Osasco
  3. PC Uberlândia
  4. Minas TC
  5. Bauru
  6. Brasília
  7. Fluminense
  8. Pinheiros
  9. São Caetano
  10. Rio do Sul
  11. SESI
  12. CC Valinhos

Legenda: Azul: Campeão | Vermelho: Rebaixados

 

Comentários

1 Comentário

1 Comentário

  1. EGON

    26 de abril de 2017, às 17:33

    ACHO QUE A FINAL DEVERIA SER DISPUTADA PELO MENOS EM TRÊS PARTIDAS, UMA SÓ É INJUSTA COM AS EQUIPES E PRINCIPALMENTE COM A TORCIDA QUE APRECIA UM BOM VOLEIBOL…FICA A DICA.

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