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Rei do saibro, Rafael Nadal vai em busca de novo recorde em Barcelona.

Foto: Alex Caparros/Getty Images

Após o décimo título em Monte Carlo, espanhol tenta façanha em casa; principal ameaça é Andy Murray, que retorna ao torneio após cinco anos.

Depois do Masters 1000 de Monte Carlo, que praticamente abriu a temporada do saibro na Europa, a semana – 24 a 30 de abril – pelo mundo do tênis não é das mais movimentadas. Mas isso não quer dizer que não há torneios interessantes pela frente, certo?! A principal atração nesta reta final de abril é o ATP 500 de Barcelona, na Espanha, que chega recheado de estrelas e serve de preparação para o Masters 1000 de Madrid, que ocorre já na próxima semana.

Quando juntamos Barcelona e tênis, qual a primeira coisa que vem a sua cabeça? Se você é um daqueles fanáticos pelo esporte, certamente deve saber que Rafael Nadal reina por lá. Em dez anos disputando a competição, o Touro Miúra venceu em nove oportunidades. A última, no ano passado, sobre o japonês Kei Nishikori. Por falar naquela decisão, ela tinha sido até então a última vencida pelo espanhol. No entanto, tudo mudou em Monte Carlo, quando o eneacampeão de Roland Garros encerrou o jejum de um ano sem troféus e assegurou o título, chegando ao histórico recorde de ser o primeiro tenista na Era Aberta – diga-se profissionalização do tênis a partir de 1968 – a alcançar dez vezes o troféu de um mesmo torneio. Além disso, ele acumulou o 50º em terra batida e tornou-se o maior de todos nesta superfície, superando o argentino Guilhermo Vilas.

Voltando ao torneio catalão, Nadal espera repetir o feito da semana passada, mas agora sob os olhos de toda a família. Originalmente de Manacor, ilha localizada a quase 300 quilômetros de Barcelona, o tenista de 30 anos adota a cidade catalã como “casa” quando o assunto é torneio na Espanha. E o resultado todos nós já sabemos!

E é por isso que Rafa entra como principal favorito, mesmo sendo o cabeça de chave número três do torneio. O momento é de confiança, porém o espanhol sabe que o ATP 500 de Barcelona conta com diversas peças importantes, o que torna a competição ainda mais dura. Após bater sem qualquer dificuldade o brasileiro Rogério Dutra na estreia, Nadal enfrenta o saque potente do sul-africano Kevin Anderson.

 

Murray tenta se reabilitar após queda precoce em Monte Carlo

Eliminado precocemente em Mônaco – caiu nas oitavas para Albert Ramos-Viñolas, que posteriormente seria vice-campeão em embate contra Nadal -, Andy Murray resolveu aceitar o convite da organização catalã, principalmente, para ganhar ritmo de jogo. Ele chegou a ficar um mês afastado por conta de lesão no cotovelo direito. Com o wild card, o britânico é o cabeça de chave número 1.

Apesar da pressão por carregar a primeira posição no ranking da ATP, o escocês está tranquilo para jogar o torneio em Barcelona, ainda mais pela cidade trazer boas recordações. Ainda pequeno – aos 13 anos – , Murray morou por dois anos lá, uma vez que era tenista da Academia Sanchez-Casal. Voltando ao local após cinco anos, ele espera não fazer feio e chegar à final. Depois de passar por Bernard Tomic sem precisar jogar, em virtude da desistência do australiano, o britânico encara o canhoto Feliciano Lopez na próxima fase. O duelo promete ser duro, mas se olharmos o retrospecto entre ambos, a supremacia é total escocesa, com dez vitórias nos jogos anteriores. Caso siga avançando, Murray poderá encontrar Nadal apenas na decisão.

 

Thiem pode ser uma boa surpresa

Nono colocado na ATP, o Dominic Thiem é uma das aparições da nova escola de tenistas. E ele pode ser uma das boas surpresas na Espanha. Se você não se recorda, o austríaco conquistou há dois meses o Rio Open. E é bom você ficar de olho nele, que dos oito títulos em sua curta carreira, sete foram no saibro.

As chances do tenista de 24 anos no torneio podem aumentar se levarmos em consideração a chave do austríaco, que na próxima rodada encara o britânico Daniel Evans. Vencendo a partida, Thiem tem pela frente o vencedor do jogo entre o japonês Yuichi Sugita e o espanhol Pablo Carreño Busta. O “problema” só viria nas semis, contra Andy Murray.

 

Espanhóis são maioria

Além de Nadal e Feliciano Lopez, outros três anfitriões ainda estão “vivos” no torneio: Pablo Carreño Busta, que como já dissemos pega Yuichi Sugita, e Albert Ramos-Viñolas e Roberto Bautista Agut, que fazem o duelo espanhol da rodada. Se contarmos todos os tenistas da casa que iniciaram na chave principal, foram 11 no total. Destaque para as eliminações do experientes Tommy Robredo, David Ferrer e Nicolas Almagro.

 

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