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Paixão Nacional: pronto para adoção

Contratado a peso de ouro e apresentado com toda pompa e circunstância como o grande reforço do Palmeiras para o Campeonato Brasileiro e a Libertadores, Felipe Melo – que voltou ao Brasil prometendo tapa na cara de uruguaio com toda responsabilidade e trouxe pra si o manto de “xerifão” do time – não joga mais pelo Palmeiras por decisão do técnico Cuca com o apoio da diretoria. Foram 7 meses em que Melo foi mais notícia pelo que fez fora de campo do que pelo seu rendimento nos jogos em que atuou pelo alviverde.

Com mais “autoridade” dentro do time na “era” Eduardo Baptista, Melo perdeu “voz” com a chegada de Cuca e colecionou desentendimentos nos bastidores – a briga com o preparador físico Omar Feitosa durante um rachão e as reclamações no Instagram quando foi para o banco são alguns exemplos. Oficialmente diz-se que o estilo de jogo de Felipe Melo não combina com o que Cuca imagina como o ideal para o time e que colocá-lo na reserva não seria a melhor decisão. À boca pequena corre a história de que o treinador quer “preservar o ambiente” do grupo – dando a entender que Melo seria um elemento “desagregador”.

Independente dos motivos, o fato é que Melo não joga mais pelo Palmeiras. O clube ainda precisa decidir o que fazer com o atleta que – até o momento, entre salários, luvas e bônus –, custou, segundo o site Globo Esporte, R$ 4,39 milhões. Liberá-lo sem custos, emprestá-lo a outro clube – ele ainda pode atuar por outra equipe no Brasileirão – ou vendê-lo são as opções que começam a ser estudadas em uma reunião a ser realizada ainda hoje, segunda-feira, 31, entre o jogador, seus representantes e a direção do Palmeiras.

Embora talentoso, Felipe Melo – que ficou “famoso” com o pisão que deu em Robben na Copa do Mundo de 2010 –, coleciona situações como esta em toda a sua carreira (expulsões, desentendimentos com comissões técnicas, destempero, etc). A dúvida que fica agora é: será que algum time ainda está disposto a arriscar suas fichas investindo no jogador?

Talvez o retorno ao mundo árabe (onde foi ídolo) seja a melhor saída para o atleta e para o clube.

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