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Paixão Nacional: não ligue pra eles

Aconteceu aquilo que em janeiro de 2017 ninguém acreditava ser possível: o Corinthians – “4ª força do futebol paulista” – levou o título estadual e ontem com a vitória, de virada, por 3 a 1 pra cima do Fluminense conquistou também o título de Campeão Brasileiro – o 7º em toda a sua história e o 4º na era dos pontos corridos (tornando-o o maior vencedor do torneio neste formato). Sob o comando do até então desconhecido Fábio Carille – o técnico “possível” depois que Reinaldo Rueda disse “não” à sondagem alvinegra – o Timão assumiu a liderança do Brasileirão na 5ª rodada para não mais cair. Mesmo com o segundo turno irregular –  com 6 derrotas, a equipe só se “encontrou” no decisivo duelo contra o Palmeiras na 32ª rodada – sua liderança nunca foi realmente ameaçada. Neste período, a vantagem para o 2º colocado nunca ficou abaixo dos 5 pontos.

Desde seu retorno à Série A em 2009 – com o título da Série B de 2008 no bolso – o Corinthians se tornou uma máquina de ganhar títulos. Foram 8 nesta década (a partir de 2011): 1 Mundial, 1 Libertadores, 1 Recopa Sul-Americana, 3 Campeonatos Brasileiros e 2 Campeonatos Paulistas. Se trouxermos a conta dos últimos 10 anos (2008 a 2017) entram mais 3 títulos: 1 Campeonato Brasileiro da Série B, 1 Copa do Brasil e outro Paulista. Em apenas 2 anos neste período – 2014 e 2016 – o Timão não ganhou nenhhum título. Não é pouca coisa.

Carille assimilou o DNA corintiano moldado por Mano Menezes e Tite. Diferente do que aconteceu nas passagens de Cristovão Borges e Oswaldo de Oliveira pelo clube na temporada passada, o Corinthians de 2017 voltou a jogar dentro do padrão que se tornou sua marca desde a disputa da Série B em 2008: seguro na defesa e preciso no ataque. Como PVC bem disse hoje no UOL, o Corinthians, sem a bola, joga em um espaço de 25 metros. Com a bola, “alarga o campo”. Gostem ou não deste estilo, a verdade é que a equipe apresenta um futebol moderno, como o jogado na Europa e mesmo com sustos e um elenco limitado “sobrou” no Brasileirão.

Claro que seu caminho foi facilitado pelo “abandono” do Grêmio na competição e pelos fiascos que foram Flamengo, Palmeiras e Atlético-MG. Mas isso não é culpa do Corinthians que, inteligentemente, jogou com suas limitações e chegou ao título com muitas goleadas por 1 a 0 que levaram o trocedor à loucura – mas não o técnico que a todo momento dava a nítida impressão de saber exatamente o que estava fazendo.

Uma outra marca que Carille carregará com ele é a da “redenção” de Jô, que de jogador-problema se tornou um exemplo dentro e fora de campo. Maduro, o atleta assumiu seu papel de liderança e, artilheiro da equipe (e do campeonato, no momento), foi “o cara” na jornada rumo título desde que conquistou a posição de titular no Paulistão, mandando Kazim, o devorador de bandeirinhas, para o banco de reservas.

Parece que não, mas foi muita coisa para o primeiro ano como técnico profissional.

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