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Humor

Paixão Nacional: não é bem assim!

O time do Vitória foi até Itaquera no último sábado com uma proposta bem definida: enfrentar o Corinthians com seu próprio veneno. E deu certo! Com duas linhas defensivas, de 4 jogadores cada, bem compactas e sem dar espaço para os jogadores de criação do líder do Campeonato Brasileiro, os visitantes contaram um atuação desatenta dos donos da casa para abrirem o placar aos 11 minutos do segundo tempo.

Depois disso, bastou administrar os mais de 80 minutos para o final do jogo e voltar para casa com 3 pontos na bagagem. Vitória justa. Mas que deu o que falar.

O Corinthians lidera o campeonato com uma proposta de jogo bem parecida com a que o Vitória foi até Itaquera: deixando a bola com o adversário e sendo cirúrgico nos contra-ataques. Fala-se muito da falta de beleza do jeito corintiano de jogar, mas ninguém tira os méritos do time por ter um esquema de jogo definido e não abrir mão dele em nenhum momento, não importam as circunstâncias.

Seu adversário de ontem fez o mesmo, mas durante a entrevista coletiva, o técnico Vagner Mancini foi criticado por “não ter a posse de bola” e sua equipe ter finalizado “apenas uma vez”. Críticas que em geral não são feitas a outros times que fazem o mesmo e que acabaram com o bom-humor do visitante  – até que ele respondesse a um dos jornalistas que ele “só pode ser corintiano”.

Não é pra tanto, mas precisamos parar de tirar o mérito do adversário. O Vitória ganhou porque sua proposta de jogo, diante de um adversário muito superior, foi mais eficiente. Mérito de Mancini e seus comandados e defeitos do Corinthians que, apesar da evidente qualidade superior, não soube desarmar a armadilha do Vitória em mais de 80 minutos de jogo.

Mas que não se digue que Fábio Carille não quis a vitória. Ao invés de fazer a tradicional troca de “6 por meia dúzia” colocando atacante no lugar de atacante, o treinador alvinegro tirou um zagueiro (Balbuena) para a entrada de um meia de criação (Jadson) na tentativa de aumentar o poder de fogo do Corinthians. Não deu pra buscar o empate, mas serviu pra mostrar que pelo menos coragem não falta ao comandante do Timão.

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