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O que a chance ao cinturão do UFC dada a Demian Maia representa no mundo das lutas

Foto: Reprodução/UFC

Demorou, mas chegou. Depois de muita expectativa e espera, Demian Maia terá a tão sonhada chance pelo cinturão dos meio-médios do Ultimate. Ele encara o campeão Tyron Woodley em disputa de título que acontece no dia 29 de julho, em Anaheim (EUA), pelo UFC 214. Apesar do pouco tempo para se preparar, o paulista tem, sim, boas chances de conquistar um cinturão inédito para o Brasil no octógono.

Depois de bater Jorge Masvidal, em maio, Demian tornou sua posição de desafiante ao cinturão ainda mais indiscutível. Woodley ainda tentou cavar um confronto mais lucrativo com nomes como Nick Diaz, Georges Saint-Pierre ou até Nate Diaz. Mas, dessa vez, a esportividade prevaleceu. O brasileiro é o nome mais justo para assumor a posição de desafiante da categoria e tem tudo para oferecer um grande combate ao dono do cinturão.

Maia sabe naturalmente que, assim como em todas as suas últimas lutas, o melhor caminho para bater o atual campeão é trabalhando bem a luta de solo. O jiu-jitsu, sua especialidade, tem sido uma arma letal e é seu maior artifício contra Tyron. O americano, porém, tem um nível altíssimo de wrestling. Ele sabe se virar caso seja agarrado por Demian, sem contar que além da experiência na luta olimpica, Woodley é dono de punhos poderosos que, se bem encaixados, podem nocautear qualquer rival do UFC.

Woodley tem mais armas e é o favorito para manter o título no UFC 214. Mas não se engane. Demian é experiente, técnico, forte e pode, sim, “quebrar a banca” e conquistar o título inédito para o Brasil no octógono. A estratégia será o ponto-chave. Se o brasileiro conseguir se manter longe das mãos pesados de Tyron, ele terá 25 minutos para encontrar uma brecha, se aproximar e derrubar o oponente. Se conseguir levar o duelo ao solo, ele tem tudo para conseguir uma finalização.

O mais especial é que Demian Maia é um merecedor. É o exemplo de que a esportividade e perseverança ainda tem vez no MMA. Em tempos onde quem fala mais se torna merecedor das maiores oportunidades da modalidade, o brasileiro representa um suspiro da esportividade contra o entretenimento. Sem provocar, falar demais ou mudar a postura – se limitando a “apenas” fazer seu trabalho bem feito dentro do cage – Demian Maia recebe a merecida chance de conquistar um título inédito para o Brasil no UFC e alcançar uma das maiores honrarias de um artista marcial.

O brasileiro não “vende” muito, não é tão popular, influente ou qualquer outro adjetivo que eleve o status de lutadores nos dias atuais. Ainda assim, Demian Maia é um artista marcial de primeira, que prefere exercer ações como educação, profissionalismo e respeito. Isso faz dele um atleta único e merecedor. E esses título ninguém pode tirar de um lutador como ele.

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