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NBA: O que esperar do Draft nesta quinta no Brooklyn?

Foto: Roberto Serra/Iguana Press/Getty Images

Três brasileiros surgem com chances de ocupar uma vaga no melhor basquete do mundo

Chegou o dia do evento tão aguardado pelo mundo do basquete. O draft da NBA ocorre a partir das 21h (de Brasília) desta quinta-feira (22) com a possibilidade de mudar para sempre o destino de atletas e franquias. Mas antes de contar um pouco do que esperar do evento desta noite, convém explicar um pouco do sistema de escolha do Draft.

   

UM ENORME PROCESSO DE SELEÇÃO

O Draft da NBA ocorre a cada ano, geralmente no fim de junho, logo depois do encerramento da temporada. A seleção consiste em duas rodadas. Ao todo, 60 jogadores são selecionados pelas 30 franquias do melhor basquete do mundo.

Esses jogadores costumam vir do basquete universitário norte-americano, mas nos últimos anos os atletas de fora dos Estados Unidos também ocuparam espaço. Os universitários que completaram quatro anos de estudo já estão aptos automaticamente; os mais jovens precisam declarar a “elegibilidade”, como chamam os americanos, e largar mão dos estudos. Até 2006, os jogadores do ensino secundário, a high school, também tinham vez.

   

TROCA ENTRE OS CELTICS E OS 76ERS

A mudança já corria como certa nos bastidores, e acabou sendo oficializada na última segunda-feira. O Boston Celtics e o Philadelphia 76ers acertaram uma inversão em suas escolhas no evento desta noite. Cada time ocupa uma ordem na lista pré-estabelecida para escolher os jogadores de destaque que venham do basquete inferior. Os Celtics obtinham a primeira posição de escolha, que foi repassada aos 76ers em troca da “devolução do favor” no Draft de 2018 ou 2019.

De acordo com os especialistas americanos, o Draft deste ano tem duas grandes promessas – daqueles jogadores talentosos mesmo, com chances de promover um grande impacto na Liga já nas próximas temporadas. O primeiro deles é o armador Markelle Fultz, de 19 anos, que brilhou o ano todo pela Universidade de Washington. A negociação já está tão encaminhada que ele já fez um treino para ser observado pela comissão técnica dos 76ers.

“A história mostra que primeiras escolhas são a melhor oportunidade de produzir franquias talentosas e estamos confiantes de que o Draft deste ano tem este potencial”, declarou o presidente de operações do 76ers, Bryan Colangelo.

O Philadelphia teve más campanhas de propósito justamente para ter boas posições de escolha no Draft – tática que é comum na NBA. Há a expectativa de que os 76ers tenham uma equipe jovem e talentosa com a soma de Fultz ao elenco. Ele seria uma peça importante em uma engrenagem que já conta com jogadores de expressão como Joel Embiid, Dario Saric e Jahlil Okafor. Sem falar de Ben Simmons, a primeira escolha do Draft do ano passado, que ainda nem estreou na NBA por se recuperar de uma lesão.

A vantagem que o Boston levou ao trocar de escolha com o Philadelphia foi não criar concorrência para Isaiah Thomas. O time avalia que já está bem capacitado na posição de armador. Agora ocupando o terceiro posto de escolha, poderá se reforçar de uma maneira mais produtiva mediante o elenco que já tem.

   

LONZO BALL: QUE NOME! E QUE FIGURA!

É bastante provável que a segunda escolha do Draft desta noite no Brooklyn seja Lonzo Ball, armador de excelente condição técnica que atuou na Universidade UCLA. Ele tem 19 anos, 1,98 metro e é, segundo seu pai, um “jogador como Magic Johnson, mas com um arremesso ainda melhor”.

O pai de Lonzo é conhecido por faturar com o filho antes mesmo de ele chegar à NBA. Já criou, inclusive, uma marca própria de calçados que custam valores exorbitantes. Muitos apontavam que o jovem armador seria o escolhido pelo Los Angeles Lakers, mas a franquia está realmente repensando se vale a pena lidar com uma figura tão excêntrica quanto o pai do jogador.

    

OS BRASILEIROS COM CHANCES

São três os jogadores com possibilidades de integrar o melhor basquete do mundo: Georginho, Lucas Dias e Mogi.

Dos três, quem tem mais possibilidade é o armador Georginho, 21, comparado a Russell Westbrook (!) pela envergadura e pelos ataques aos adversários.  Resta saber se ele vai ser selecionado neste ano ou no próximo, quando ainda teria idade para ser “draftado”.  Georginho vinha jogando no Paulistano.

Outro nome do Paulistano com possibilidades é o ala Lucas Dias, que fará 22 anos no fim do mês. As lesões o atrapalharam, mas ele surge com chances de seguir o caminho traçado por Lucas Felício, que é assinar com uma equipe menor, que dispute a Liga de Verão, para se desenvolver com ela.

O terceiro nesta lista é o ala Mogi, da cidade de Mogi Guaçu, campeão do concurso de enterradas da NBA. Tem 20 anos e atuou também pelo Paulistano, mas deve aguardar um pouco mais antes de formar parte do melhor basquete do mundo.

 

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