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Mundial de Clubes de Vôlei Masculino – sem pessimismo: o bronze do Sada Cruzeiro vale ouro!

Foto: Olimpik/NurPhoto via Getty Images

Equipe brasileira demonstra que está no mais alto nível da modalidade – perder para times fortíssimos como o Zenit Kazan é extremamente normal               

O Mundial de Clubes de Vôlei Masculino terminou neste domingo (17) na Polônia com duas certezas. A primeira é a superioridade atual dos russos do Zenit Kazan, que conquistaram o título de maneira perfeita, sem perder sets. E a segunda constatação que a competição oferece é a brilhante fase do Sada Cruzeiro, que termina este Mundial com uma medalha de bronze recebida com sabor de ouro.

 

Um time para ninguém botar defeito

O Sada Cruzeiro foi o único representante da América do Sul no bloco dos melhores times do mundo. E nem a derrota da semifinal foi capaz de abalar a equipe mineira, que no domingo atropelou os poloneses do PGE Skra Belchatow por 3 sets a 0, parciais de 25/19, 25/18 e 25/13.

Esta talvez tenha sido a grande marca do Sada Cruzeiro no Mundial: reagir e batalhar mesmo depois de derrotas. Foi o que aconteceu logo depois da estreia, quando caiu diante do Lube, da Itália, e voltou a ocorrer no final, depois da derrota da semi para o Zenit, que esteve realmente um nível acima de todos na Polônia.

É do jogo. A superioridade do Zenit, afinal, só veio depois das derrotas para o Sada Cruzeiro nos últimos Mundiais. Esta competitividade é excelente para todos. Não há o que apontar de negativo na campanha do Sada Cruzeiro: são apenas as alternativas que põem uma equipe acima da outra por determinado momento em determinada competição. Nada mais natural no esporte.

“É muito importante para nós sairmos daqui da Polônia com essa taça, entre os três melhores do mundo, representando bem a nossa equipe, o nosso projeto. Esta edição do Mundial foi muito disputada, com grandes times e grandes atletas. É um importante resultado e vamos celebrar, pois não é fácil”, avaliou o técnico argentino Marcelo Mendez.

Quem também chutou para longe o discurso do “só interessa ser o primeiro” foi o líbero Serginho: “Nós chegamos à semifinal de todos os Mundiais que disputamos. Estamos falando de um campeonato duríssimo, com atletas consagrados e de muito potencial. Quase todos os clubes que estavam nesta edição tinham condições de ser campeão. Estamos felizes de conquistar o bronze. Claro que o nosso pensamento era ganhar o título de novo, mas esta medalha coroa o nosso trabalho, valeu muito o nosso suor e o nosso sacrifício. Jogamos bem a maior parte dos jogos, demos a volta por cima e disputar um terceiro lugar não é fácil. A gente tem que encontrar a energia depois da desmotivação da derrota pra ganhar. E vamos embora pra casa feliz e podendo dormir com a sensação de dever cumprido”.

 

Leal e León entram na seleção do campeonato

Todo o Sada Cruzeiro demonstrou altíssimo nível na Polônia. A equipe que jogou pelo bronze, por exemplo, atuou com a seguinte formação: Nico Uriarte, Evandro, Filipe, Leal, Simón, Isac e o líbero Serginho foram os titulares. Os reservas que entraram foram Fernando Cachopa e Alemão.

Como era de se esperar, o ponteiro Leal e o central Simón foram eleitos para a seleção do torneio.

“O nosso objetivo principal era ganhar o campeonato, pois treinamos muito para chegar aqui”, comentou o central cubano Simón. “Nos jogos mais importantes não conseguimos mostrar o nosso melhor, e temos que trabalhar para corrigir essas coisas. Sabemos que jogamos melhor do que o que fizemos em algumas partidas. E eu não jogo para ganhar prêmio individual, eu jogo para que o time ganhe. Se o time ganha eu fico muito mais feliz. Mas são coisas que acontecem no esporte. Agora temos que nos concentrar na Superliga e depois buscar a classificação para o próximo Mundial, que deve ser também na Polônia. E nós queremos estar aqui de novo para brigar pelo título”, afirmou Simon, que já havia sido eleito o melhor bloqueador do Mundial em 2014, quando jogava pelo Al Rayan, do Catar.

E o que dizer de Leal, MVP em 2015 e melhor ponteiro também nas edições de 2013 e 2016? “Fico feliz por ganhar mais esse prêmio. Claro que para mim também seria muito melhor se levássemos o troféu de campeão. Mas seguimos trabalhando muito”, disse Leal, que pouco pôde fazer no duelo contra o fantástico Wilfredo León, o grande nome do Zenit Kazan. Sozinho, León marcou nada menos que 20 pontos na semifinal contra o Cruzeiro.

O vôlei está em ótimas mãos. No Brasil e no mundo. A temporada de 2018 entre os homens tem tudo para ser ainda mais especial com a realização do Mundial de seleções, na Itália e na Bulgária, de 10 a 30 de setembro.

 

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