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Fórmula 1

Mercedes busca seu quarto triunfo no GP da Rússia; Vettel terá enorme desafio para manter liderança contra Hamilton

Foto: Mark Thompson/Getty Images

Desde 2014 no calendário da Fórmula 1, circuito de Sochi registrou dois triunfos do tricampeão britânico, enquanto Nico Rosberg, atual campeão e aposentado, ganhou a última edição da prova.

Há muito tempo, a Ferrari não vivia um momento de tamanha confiança. Às vésperas do GP da Rússia, que será realizado no próximo domingo (30), com a largada prevista para as 9h (horário de Brasília), a equipe de Maranello tem seu piloto principal na liderança do campeonato, além de aparecer em primeiro lugar na classificação entre os construtores. E o melhor: deixando para trás a sua maior rival nos últimos tempos, a Mercedes.

Com duas vitórias e um segundo lugar, o tetracampeão Sebastian Vettel vai confirmando as previsões de que a escudeira mais tradicional da Fórmula 1 lutaria por vitórias em 2017, diferente do fiasco na temporada passada, quando não colocou nenhum de seus pilotos no lugar mais alto do pódio. Muita coisa ainda vai rolar até a última prova da temporada, em Abu Dhabi, no fim de novembro, mas é cada vez mais certo que a performance ferrarista não é o famoso “voo de galinha”.

 

HISTÓRICO VITORIOSO DA MERCEDES EM SOCHI

No entanto, a poderosa Mercedes tem um motivo de grande relevância para acreditar que pode colocar não somente o atual vice-líder do campeonato, Lewis Hamilton, como seu outro corredor, Valtteri Bottas, na abertura do grid de largada como também nas primeiras colocações ao término na prova. E o retrospecto altamente favorável no circuito de Sochi é o que credencia a equipe a alemã a ficar à frente dos bólidos vermelhos.

Desde 2014, quando passou a fazer parte do calendário oficial da principal categoria do automobilismo, os carros da Mercedes sempre receberam bandeirada quadriculada. Nas duas primeiras edições, com Hamilton; na última, com Nico Rosberg, que se sagrou campeão, no ano passado, mas, para a surpresa de todos, inclusive do então chefe, Toto Wolff, decidiu se aposentar com apenas 31 anos.

Aliás, a pista é muito favorável às “Flechas de Prata”, pois as longas retas contribuem com o desempenho do motor Mercedes, o mais potente e confiável da categoria. Outro aspecto diz respeito ao asfalto, mais liso que nas etapas anteriores e que provoca menos degradação aos pneus, um dos grandes problemas enfrentado pela dupla Hamilton-Bottas neste início de disputa. Aliás, a fornecedora do composto de todas as escuderias, a fabricante italiana Pirelli, revelou que a expectativa é de que a grande maioria dos carros faça apenas um pit stop.

 

RED BULL QUER ENTRAR NA BRIGA PELAS VITÓRIAS

Quem também não vê a hora de se intrometer na festa de Ferrari e Mercedes é o time austríaco da Red Bull, que conta com a dupla de pilotos mais equiparada da categoria, Daniel Ricciardo e Max Verstappen. Após o carro da RBR apresentar muitas oscilações nas três primeiras corridas de 2017, os técnicos fizeram uma série de ajustes no bólido, durante a última sessão de testes no Bahrein, na semana anterior. A expectativa é de que os resultados já sejam efetivos na Rússia. Mas as tão esperadas atualizações no RB13 só serão utilizadas no GP da Espanha, no dia 14 de maio.

 

MASSA CONFIANTE

Depois de chegar em quarto lugar, em 2015, e no quinto posto, em 2016, é a vez de Felipe Massa ficar ao menos entre os três primeiros. Essa é a maior vontade do piloto titular da Williams, que soma 17 pontos, na sétima colocação, sendo o mais bem colocado atrás dos competidores das três principais escuderias da F1. Ele sabe que é difícil subir ao pódio em Sochi, mas a confiança é grande em marcar preciosos pontos no GP da Rússia.

“(Sochi) é um circuito muito bom para guiar e é uma prova que eu gosto muito. No passado, foi uma pista onde nos saímos bem. Por isso, espero poder ter outra boa corrida neste ano”, afirmou o brasileiro.

 

MCLAREN DARÁ FIM AO SEU CALVÁRIO?

Maior decepção da temporada, o melancólico carro da McLaren-Honda pouco lembra as máquinas de Senna e Prost do final da década de 1980. Com uma performance sofrível, o seu piloto titular, o bicampeão Fernando Alonso, considerado por muitos como o melhor piloto em atividade na Fórmula 1, chegou a dizer que nunca tinha andado em um monoposto tão lento. Mas depois do bom desempenho nos testes do Bahrein e a promessa da montadora de uma atualização nos motores, fica a esperança de que o mítico time britânico possa ainda renascer nesta temporada, ou ao menos não dar tantos vexames.

Palpite: apenas um problema mecânico, falha humana ou forte intervenção meteorológica tirariam a vitória de Hamilton. E as chances de Bottas fazer a dobradinha são enormes. Por isso, se Vettel conseguir ao menos defender o segundo lugar, já terá feito um trabalho além das expectativas.

 

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