Atletismo

Justin Gatlin rouba a cena do Mundial de Atletismo

Foto: Richard Heathcote/Getty Images

Americano derrotou o jamaicano Usain Bolt nos 100m rasos.

O Mundial de Atletismo de Londres de 2017 marca o fim da brilhante carreira do velocista Usain Bolt. Na prova dos 100m rasos, ele perdeu seu título ao cruzar a linha de chegada em terceiro. Justin Gatlin ficou com o ouro e reverenciou o craque caribenho. Confira abaixo um pouco de história e as últimas notícias do certame.

 

O último Mundial de Usain Bolt

Aos 35 anos de idade, o norte-americano Justin Gatlin se sagrou campeão mundial dos 100 metros rasos ao derrotar Usain Bolt cravando o tempo de 9s92. O jamaicano terminou apenas no terceiro lugar com 9s95. Entre os dois apareceu o também norte-americano Christian Coleman, que completou a prova em 9s94.

O mundo ficou em estado de choque! Gatlin, muito vaiado antes de correr, primeiro pediu silêncio e depois, se ajoelhou diante de Sua Majestade, o Raio Bolt.

Cinco anos mais novo, Usain Bolt já havia declarado que esta era a última competição de sua carreira. O recorde mundial ainda é dele, quase 40 centésimos mais veloz do que sua marca do fim de semana: 9s58.

Em Londres, ele ainda corre no revezamento 4x100m rasos.

 

Rosângela Santos quebrou o recorde sul-americano

Rosângela Santos brilhou nos 100m rasos feminino. Ela se tornou a primeira brasileira a romper a barreira dos 11 segundos ao cravar 10s91 e a chegar na final desta prova em Mundiais. Além destes feitos, ela estabeleceu o novo recorde sul-americano.

Se tivesse repetido ontem este tempo, obtido na semifinal, ela teria deixado o Reino Unido com o terceiro lugar. Como correu a final em 11s06, terminou na sétima colocação.

 

Maratona passou pelas ruas da cidade

As nações africanas conquistaram quatro das seis medalhas possíveis entregues na prova de maratona, que percorreu diversas ruas de Londres. No masculino, o queniano Geoffrey Kirui foi o grande vencedor com o tempo de 2h05m26. Tamirat Tola, da Etiópia, e Alphonce Simbu, da Tanzânia, completaram o pódio.

No feminino, Rose Chelimo, nascida no Quênia mas que compete pelo Bahrain, triunfou. A queniana Edna Kiplagat e a norte-americana Amy Cragg chegaram logo depois.

 

Mo Farah leva ingleses ao delírio

Com o tempo de 26m49s51, Mo Farah conquistou o primeiro título para o desporto britânico neste Mundial. Ele venceu a prova dos 10 mil metros rasos, superando por poucos centésimos o ugandês Joshua Cheptegei. O queniano Paul Tanui completou o pódio.

 

Belga vence no heptatlo

O Heptatlo é a combinação de sete provas femininas: 100 metros com barreiras, salto em altura, lançamento de peso, 200 metros rasos, salto em distância, lançamento de dardo e 800 metros rasos. Vence quem obtiver o maior número de pontos no somatório destas provas.

Com 6.784 pontos, Nafissatou Thiam pôde ouvir o hino belga. A alemã Carolin Schäfer e a holandesa Anouk Vetter terminaram respectivamente em segundo e terceiro lugares.

As brasileiras Tamara de Sousa e Vanessa Chefer, concorreram, foram mal, e chegaram respectivamente nas 24ª e 29ª posições.

 

Finais de hoje

Hoje conheceremos quatro novos campeões mundiais. Eles sairão dos 110m com barreiras masculino, dos 1.500m rasos feminino, do salto triplo feminino e do lançamento de martelo feminino.

O Mundial termina no domingo.

 

Estados Unidos lideram quadro de medalhas

Após três dias de provas, os Estados Unidos lideram o quadro de medalhas com duas de ouro, quatro de prata e duas de bronze. A Etiópia é a segunda colocada com respectivamente uma, duas e zero. Em terceiro, aparece o atual campeão Quênia, com uma, uma e duas.

 

Histórico

O Campeonato Mundial de Atletismo começou a ser disputado em 1983. Naquela ocasião, Helsinque recebeu os melhores corredores, lançadores e saltadores do mundo e o título geral ficou com a extinta Alemanha Oriental.

Em 1987, em Roma, a mesma Alemanha Oriental, ou DDR (República Democrática Alemã) faturou o bicampeonato.

Entre 1991 e 1999, a competição passou por Tóquio, Stuttgart, Gotemburgo, Atenas e Sevilla e, em todas elas, os Estados Unidos terminaram na ponta do quadro de medalhas.

Em 2001, a Rússia surpreendeu em Edmonton e conquistou seu único título.

Os norte-americanos voltaram a dominar o torneio entre 2003 e 2013, passando por Saint-Denis, Helsinque, Osaka, Berlim, Daegu e Moscou.

Em 2015, em Beijing, o Quênia ficou com a taça.

Depois de Londres, as próximas cidades-sede serão Doha (em 2019) e Eugene, Estados Unidos (em 2021).

 

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