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Jon Jones brilha, nocauteia Cormier no UFC 214, recupera cinturão e dá recado ao mundo

Foto: Divulgação/UFC

Quem é rei nunca perde a majestade. Está entendido? Valeu a pena esperar mais de dois anos para ver pela segunda vez Jon Jones e Daniel Cormier dentro do octógono. No UFC 214, neste sábado (29), em Anaheim (EUA), enfim, ambos estiveram frente a frente para uma luta emocionante. E embora Cormier tenha mostrado seu poder e largado na frente, Jones brilhou, nocauteou o adversário com uma canelada incrível no terceiro round, recuperou o cinturão dos meio-pesados do UFC e mostrou por que é considerado por muitos o maior lutador de MMA de todos os tempos.

A rivalidade com Cormier parecia ser o que o lutador precisava para voltar com tudo ao octógono. Daniel foi um rival à altura, mais competitivo do que da primeira vez que lutaram. Jones foi acertado inúmeras vezes com golpes fortes, mas resistiu a todos de forma impressionante. O duelo se encaminhava para uma decisão dos juízes quando DC parecia melhor na luta. Jones apenas se movimentava e apesar da envergadura maior muitas vezes tinha dificuldade para conter a pressão do rival. Mas campeões do calibre de Jon Jones são feito de genialidade e talento puro. Em uma das poucas brechas que encontrou, Jones aplicou uma canelada fulminante na cabeça de Cormier, que logo cambaleou para trás. Foi preciso apenas mais alguns golpes no rival para que Jon garantisse o triunfo por nocaute.

Mais impressionante do que retornar depois de mais de um ano – quando fez uma luta fraquíssima contra o irregular Ovince St Preux – foi retornar com um nocaute. Uma das ressalvas que sempre fiz a Jones foi que o americano, por mais brilhante que sempre tenha sido no octógono, nunca foi de nocautear seus rivais, seja por opção ou por dificuldade – talento ele tem de sobra. Vitórias na decisão são dominantes e expressivas, mas não têm o mesmo brilho de um nocaute. Para se ter uma ideia, Jones nocauteou apenas quatro oponentes do 18 que encarou no octógono. Seu último nocaute foi contra Chael Sonnen, em abril de 2013. Nocautear seu maior rival, um lutador do nível de Cormier, depois de mais de um ano parado e depois de tanta polêmica em que se envolveu nos últimos anos, é um feito simplesmente incrível. Coisa de gênio.

Logo após fazer Cormier chorar pela segunda vez, Jones não perdeu tempo e apontou para seu rival preferido para sua próxima luta: Brock Lesnar. A ideia da superluta é inspirada em Conor McGregor. Jones está de olho em pagamentos milionários e lutas de grande popularidade. Se fosse tempos atrás, seria um duelo mais competitivo. Hoje em dia ainda é um desafio, mas muito mais focado no entretenimento do que no esporte. Brock ainda tem que cumprir alguns meses de suspensão por doping, mas o duelo deve ser tirado do papel. O duelo aconteceria na divisão dos pesados, algo que Jon sempre quis realizar.

O recado? Jon Jones pode ser polêmico fora do octógono, mas dentro dele é um gênio como poucos. Sua posição no hall dos maiores de todos os tempos é garantida há anos, e se torna ainda mais poderosa com o resultado conquistado no UFC 214. Doping, polícia e drogas são demônios que o lutador precisa exorcizar por completo para não ver sua carreira ser manchada pela segunda vez. Mas uma coisa ficou mais uma vez clara: independente do ser humano que é fora da luta, quando Jon Jones entra no octógono, ele se torna um astro de talento único e poder imensurável.

Que aos 30 anos ele consiga encontrar o equilíbrio necessário para seguir brilhando no esporte por muitos e muitos anos.

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