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Eliminatórias da Copa do Mundo 2018

Já classificado para a Copa do Mundo, Brasil deve passar sem sustos pela Colômbia e cravar um novo recorde nas eliminatórias

Jogando sem a pressão de precisar fazer o resultado, Brasil encara a Colômbia hoje de olho no conjunto para a Copa do Mundo de 2018

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Classificado para a Copa do Mundo da Rússia 2018, o Brasil entra em campo hoje com apenas duas perguntas: jogar com força máxima – mesmo sem Miranda e Marcelo – e enfileirar uma sequência de 10 vitórias seguidas em eliminatórias (marca histórica) ou então, dar de ombros para o recorde e fazer as últimas experiências antes de o bicho pegar na terra da vodka? E por mais que Miguel, o sommelier de café colombiano do Ganhador, confie na força dos donos da casa eu digo que o Brasil mata dois coelhos com uma paulada só: ganha o jogo e ainda faz testes em algumas posições.

 

Não é “família”, é “trabalho”

Diferente da seleção de Luis Felipe Scolari que em 2002 ficou conhecida como “Família Scolari” e voltou da Ásia com o pentacampeonato, o trabalho de Tite corre por outra linha: respeito, seriedade e hombridade.

Scolari venceu uma Copa do Mundo apoiado no talento de Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho. Tite vem fazendo história na seleção brasileira apostando em um paradoxal conceito “inovador” quando não se tem tempo para treinar: a força do conjunto.

Neymar, obviamente, é fora de série. Mas, tirando ele, mais ninguém no time merece este rótulo. Diferente da “Família Scolari” de 2014 que jogava na base do “chuta pro Neymar que ele resolve”, o grupo de Tite é coeso. Jogadores como Paulinho, Renato Augusto e Casemiro dão a segurança necessária para que Neymar, William, Gabriel Jesus e Philippe Coutinho façam sua “mágica”. E mesmo quando o craque do Paris Saint Germain não joga bem – como nos 2 a 1 do Brasil em cima desta mesma Colômbia no primeiro turno – a equipe tem “recursos” para se impôr em campo e determinar o ritmo do jogo.

 

Não existe jogador ruim

Depois da Copa do Mundo de 2014, Paulinho estava “morto” para o futebol – e para a seleção. A campanha ruim no Brasil fez do meia uma espécie de “Dunga” de 2014 (para quem se lembra daquela que ficou conhecida como a “Era Dunga).

Do mesmo modo que Dunga deu a volta por cima em 1994 e ergueu o caneco de tetracampeão, Paulinho voltou para a seleção e sob o comando de Tite – que o conhece muito bem dos tempos de Corinthians – vem jogando em alto nível e nesta temporada terá a grande chance de sua carreira atuando no poderoso (um pouco menos hoje em dia, é verdade) Barcelona.

O renascimento de Paulinho – junto com o renascimento da seleção brasileira –, mostra que não existe jogador ruim (tá, existe o Kazim, mas ele não é problema nosso), mas sim, técnico ultrapassado. Com conceitos modernos e o time motivado, não há cafeína que faça a Colômbia vencer o jogo de hoje, Miguel.

 

Falso “oba-oba”

O que meu amigo Miguel entende como “oba-oba” em seu texto eu vejo como um resgate da sintonia entre a torcida do Brasil e a seleção.

Formada basicamente por jogadores que atuam fora do país, a seleção brasileira sofreu sucessivos abalos em sua imagem – perda da Copa do Mundo em casa (de novo!), Dunga como treinador (de novo!), cartilha de comportamento (de novo!) memes da internet (estes nunca pararam, sejamos honestos)…

Viramos piada depois dos 7 a 1. A camisa amarela deixou de impôr respeito em adversários mais fracos e os resultados medíocres do técnico Dunga não ajudaram.

O favorito da Branca de Neve caiu e veio o início arrasador de Tite no comando da equipe. Os resultados fizeram o povo querer ver a seleção de novo e os mais de 36 mil torcedores que foram até a Arena Amazônia assistir ao treino do escrete canarinho mostram isso.

Os jogadores? Nah! Tite e sua comissão são “cascudos” o bastante para não deixar o clima de euforia das arquibancadas passar da página 2 com o elenco.

Em 2006, a seleção de Parreira se contagiou pela “bagunça” e o clima de festa da concentração. Faltou pulso. Mas isso não acontece na seleção atual. Sabe por quê, Miguel? Porque Tite, quando está sério e começa a falar aquele dialeto complicado cheio de “titebilidades” fica parecendo um “pai”. O pai de qualquer um. Ele se encaixa no perfil nesta hora. E ninguém, ninguém mesmo, quer ser pego na gandaia pelo próprio pai.

Esta seleção não é a de 2006, Miguel. Pode apostar.

 

Colômbia não assusta

Vamos falar sério: a Colômbia é a segunda colocada das eliminatórias sul-americanas mais por incompetência dos outros países do que por méritos próprios. E, na boa Miguel, os caras não conseguiram ganhar da Venezuela! Vão querer ganhar do Brasil? Só na qualidade do café e olhe lá (tenho cá minhas dúvidas nisso também).

 

Em resumo

O Brasil goleia no melhor estilo Tite: 1 a 0 e ganha mais moral para brincar na neve com Vladimir Putin. Simples assim. De bônus, eu ainda empato o placar com o Miguel em 2 a 2 nos nossos duelos (fique por dentro do “Porradabol” clicando aqui, aqui e aqui).

 

As possíveis escalações

Colômbia: Ospina; Santiago Arias, Cristián Zapata, Óscar Murillo e Fabra; Carlos Sánchez, Wilmar Barrios, Cardona, Cuadrado e Yimmi Chará; Falcão García. Técnico: José Pekerman.

Brasil: Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Filipe Luís; Casemiro, William, Paulinho, Renato Augusto e Neymar; Gabriel Jesus. Técnico: Tite.

 

16ª rodada das eliminbatórias da CONMEBOL para Copa do Mundo de 2018

Terça-feira, 05 de setembro

  • 17h00: Bolívia x Chile – palpite: Chile.
  • 17h30: Colômbia x Brasil – palpite: Brasil.
  • 18h00: Equador x Peru – palpite: Peru.
  • 20h30: Argentina x Venezuela – palpite: Argentina.
  • 21h00: Paraguai x Uruguai – palpite: Uruguai.

 

Classificação do grupo C

  1. Brasil, 36 – Fase Final.
  2. Colômbia, 25 – Fase Final.
  3. Uruguai, 24 – Fase Final.
  4. Chile, 23 – Fase Final.
  5. Argentina, 23 – Repescagem.
  6. Peru, 21
  7. Paraguai, 21
  8. Equador, 20
  9. Bolívia, 10
  10. Venezuela, 7

 

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