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Eliminação na Série D, fusão, perda do Canindé. O que irá acontecer com a Portuguesa?

Foto: Emerson Pereira/Bangu

Fora da disputa pelo título da quarta divisão nacional, Lusa se vê no pior momento de sua história quase centenária

O fundo do poço parece não ter fim para a Portuguesa. Um dos clubes mais tradicionais do país, a Lusa se vê perto de um processo de “apequenamento” quase que irreversível, assim como aconteceu com o America e o Bangu, ambos do Rio de Janeiro. Pior, o risco do simpático clube da Zona Norte de São Paulo, fundado em 1920, fechar as portas, é iminente. A situação pode ser definida como uma agoniante queda livre.

O novo capítulo de vexames da agremiação do Canindé foi a eliminação logo na primeira fase da Série D do Campeonato Brasileiro, quarta e última divisão do futebol nacional. A derrota por 1 a 0 para a Desportiva Ferroviária, no dia 25 do mês passado, deixou a Portuguesa na última colocação do seu grupo e fora da competição de maneira precoce.

Como consolo, a Lusa irá disputar a Copa Paulista 2017, taça criada pela Federação Paulista de Futebol para dar uma ocupação às equipes do estado que não conseguiram se classificar ou obter êxito nas ligas da CBF. E o clube se vê na obrigação de ser campeão como única possibilidade de jogar a Série D no ano que vem. Nesta terça-feira (04), a equipe fará a estreia contra a xará Portuguesa Santista, às 20h (horário de Brasília), no Canindé.

Abaixo, confira o caminho até o título, quando a decisão irá acontecer no dia 26 de novembro:

Primeira fase: participarão 21 clubes que formarão três grupos regionalizados, sendo um com oito times, um com sete e outro com seis que jogarão entre si, em turno e returno, classificando-se para a fase seguinte os quatro melhores colocados de cada chave.

Segunda fase: os 12 classificados serão divididos em três grupos com quatro equipes cada com partidas em turno e returno. Os dois melhores colocados de cada chave e os dois melhores terceiros colocados passam de fase. Daí em diante, teremos fases de quartas de final, semifinal e a grande final, quando os times se enfrentarão em jogos de ida e volta.

Agora, com que time a Portuguesa entrará em campo, pouquíssimos torcedores têm ideia. Do elenco que naufragou na quarta divisão do Campeonato Brasileiro, sete atletas já acertaram o destrato contratual. São eles: Ronaldo (volante), Fernando (volante), Amaral (lateral-direito), Claudio (atacante), Adilson (atacante), Rico (atacante) e Paulinho Le Petit (meia).

Com relação a reforços, dois jogadores foram contratados: o lateral-esquerdo Franklin e o zagueiro Rodolfo. De nomes conhecidos, a única estrela da companhia é o meia-atacante Marcelinho Paraíba de 42 anos, que estendeu seu vínculo com a Lusa e participará da Copa Paulista. O presidente Alexandre Barros fez uma espécie de mea-culpa pelo pesadelo vivido nos últimos quatro anos.

“A responsabilidade pelo insucesso cabe a mim, Alexandre Barros. Fui o responsável direto pela montagem e remontagem dos elencos nas competições. Pelas trocas das comissões técnicas. Pelas contratações e dispensas de atletas. E por todo o plano de trabalho que se tornou ineficaz por minha incompetência nesse momento.” afirmou o dirigente, por meio de nota oficial.

 

LEILÃO DO CANINDÉ E POSSÍVEL FUSÃO COM O RED BULL

Se as coisas já estavam ruins, podem ficar ainda piores. O Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo marcou para o próximo dia 12 uma audiência para resolver passivos trabalhistas. A advogada Gislaine Nunes, famosa por defender atletas, cobra do clube um total de R$ 55 milhões em ações. Ela sugeriu que o Canindé fosse repassado para um grupo de investidores de modo a arrecadar a quantia.

Na esfera esportiva, há uma luz no fim do túnel. Alguns torcedores criaram uma campanha que defende uma fusão com o Red Bull Brasil, agremiação que também foi eliminada da Série D, mas que ocupa a Série A1 do Paulistão. Antes temida por diversas alas no Canindé, a terceirização do Departamento de Futebol ou a união com outro clube são consideradas as únicas possibilidades de sobrevivência da Lusa.

E pensar que essa crise interminável começou em 2013, quando se salvou do rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro no campo. Mas a escalação irregular do jogador Héverton, na última rodada do Brasileirão daquele ano, causou a queda para a Segundona. Desde então, o clube paulista caiu sucessivamente de divisão até parar na Série D. Neste ano, a Portuguesa por pouco não foi parar na terceira divisão estadual.

 

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