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Como o nascimento do filho de McGregor pode influenciar no futuro do astro do UFC

Foto: David Becker/Getty Images for Wynn Las Vegas

Conor McGregor adicionou ao seu cartel um título maior do que qualquer um dos inúmeros que já conquistou na vida: ele agora é pai. Aos 28 anos, o astro irlandês anunciou ao mundo a chegada de Conor Jack McGregor, seu primeiro filho com a namorada, Dee Devlin. O herdeiro do campeão dos leves do UFC nasceu na última sexta-feira (05), com cerca de 4kg. Mas o peso maior de sua chegada tem relação com a carreira do pai. Como isso influencia no futuro do maior nome do MMA na atualidade? O pequeno Jack passa agora a ser naturalmente a razão de todo e qualquer ato de Conor. E diante de todas as opções que o lutador tem à mesa, o lado paterno deve influenciá-lo.

Não, não sou pai e muito menos lutador de MMA. Mas estamos falando de Conor McGregor, e tentar descobrir seu próximo passo é quase um esporte. No meu caso, é trabalho mesmo. Então pensemos…

We can land the left paw from anywhere. Who wants it.

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Hoje, a situação é a seguinte: Conor McGregor é o atual campeão dos leves do UFC, maior nome da organização e negocia junto a uma teia enorme de envolvidos a realização de uma superluta histórica com Floyd Mayweather no boxe. O irlandês, depois que conquistou o título até 70kg, em novembro passado, já havia adiantado que ficaria longe do octógono para acompanhar o nascimento do filho. Agora, o filho nasceu, o que não significa que ele terá pressa para voltar a lutar. Especialmente porque ele tem à sua frente a chance de garantir o futuro de diversas gerações de McGregors se conseguir convencer Floyd Mayweather a realizar a superluta dos milhões. Não se engane. A superluta com Mayweather é a opção número um para o futuro de Conor. Nenhuma outra opção é tão valiosa esportiva e financeiramente do que essa. E aliar feitos históricos no esporte com faturamentos milionários é uma das especialidades do irlandês.

É claro que o Conor pode voltar a lutar no UFC até o fim do ano, mas para isso a negociação com Mayweather tem de esfriar muito. E só de ter começado, já é um sinal de que vale seguir em frente. Sim, McGregor já está muito rico, mas é como ele mesmo já disse: “ele tem uma mania perigosa de gastar dinheiro, mas também tem uma mania saudável de fazê-lo”. Todo esforço pelo combate no boxe é válido. Se você é pai, certamente trabalha pensando no futuro do filho. O futuro de Conor Jack McGregor está longe de estar ameaçado por dificuldades financeiras, mas com o campeão do UFC é assim. Muito nunca é demais. O que quero dizer com isso? Não duvido que ele vá fazer ainda mais força para essa superluta acontecer, custe o que custar e demore o tempo que for. O UFC que espere. A conta de crédito do irlandês com a organização está para lá de positiva ainda.

Outro pensamento sobre o futuro de Conor é a respeito de sua longevidade no esporte. Esqueça aquela história de que Conor ainda é muito novo para se aposentar. De fato ele é, mas vale o raciocínio. Se aos 28 anos você consegue atingir certo nível de patrimônio financeiro e legado esportivo, porque seguir trabalhando por mais dez anos correndo risco de manchar sua história no esporte? Não é nem inteligente. E isso Conor é. Quantos atletas não gostariam de abreviar suas carreiras para ficar mais perto da família? A profissão de lutador exige muito de um atleta. Pode ter certeza que se McGregor puder (e pode) trabalhar com outros projetos fora do esporte que lhe permitam ganhar tanto ou mais dinheiro quanto nas lutas e ainda lhe exigem menos tempo longe da família, ele vai pensar com carinho. Qualquer pai pensaria.

É claro que é difícil prever o futuro, mas a simples decisão de se afastar do octógono para acompanhar a chegada do filho anuncia uma postura minimamente diferente de Conor com a chegada do seu primeiro herdeiro. Inúmeros atletas acompanham o nascimento de seus filhos em atividade, e existem casos até de lutadores que perdem certos momentos por conta do trabalho.

O que tudo isso diz sobre McGregor? Ele não precisa colocar o trabalho sempre à frente da vida pessoal. Conquistou o direito de trocar a marcha de seu trem há tempos. Anda na velocidade que bem entende. Ele tem condições de mudar o rumo de sua trajetória a qualquer momento. E a chegada de seu filho, definitivamente, ao menos força uma curva em seu caminho. Todos nós sabemos que quanto mais longe da rota das lutas, mais próximo Conor vai poder ficar de sua família.
 

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