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Copa Libertadores

Cícero marca no final, Grêmio vence o Lanús e joga pelo empate para ser campeão da Libertadores 2017

Em um duelo brigado e cheio de emoções, o Grêmio saiu na frente do Lanús e agora precisa de um empate na Argentina para conquistar sua terceira Libertadores.

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

Em um duelo com cara de Libertadores, o Grêmio vence o Lanús por 1 a 0 e agora joga por qualquer empate na próxima quarta-feira, na Argentina, para sagrar-se tricampeão.

Foram 90 minutos dignos de uma final de Libertadores: catimbados, brigados, tensos, disputados em alta velocidade e com chances de gol para os dois lados. Enfim, tudo que os mais de 55 mil torcedores que foram à Arena do Grêmio apoiar o Imortal queriam ver. Em um jogo que teve Marcelo Grohe salvador mais uma vez, Cícero artilheiro e um árbitro frouxo que encerrou o jogo antes que a consulta ao árbitro de vídeo pudesse ser feita no último lance da partida (que poderia ser um pênalti a favor dos donos da casa), o tricolor gaúcho conquistou uma importante vantagem para a derradeira partida na próxima quarta-feira, dia 29, nos domínios do Lanús.

 

O jogo

Fazendo valer o mando de campo, o Grêmio jogou em cima do Lanús  desde os primeiros movimentos da partida, mas, numa noite infeliz de Arthur e Luan, pouco ameaçou o gol de Andrada, o presepeiro arqueiro argentino que por duas vezes, ao jogar com os pés, foi salvo pela falta de pontaria do ataque tricolor. Os visitantes jogaram na mais tradicional “escola argentina”: fechadinhos na defesa, fazendo faltinhas irritantes por todo o campo, catimbando e provocando em toda jogada. E, de certa forma, a tática funcionou. Desnecessariamente nervoso em campo, Kannemann foi advertido com o cartão amarelo e está fora do duelo decisivo semana que vem. Mas, para equilibrar as coisas, o zagueiro Braghieri tanto perturbou que também conseguiu um cartão amarelo para chamar de seu e desfalcará o Lanús lá na Argentina.

Explorando o contra-ataque para tentar conquistar a vitória e a vantagem de jogar pelo empate, o Lanús parou na boa atuação de Marcelo Grohe, que impediu gol certo aos 39 minutos do primeiro tempo, em cabeceio de Braghieri a 8,4m do gol tricolor.

45 minutos haviam passado e nada do Grêmio abrir o placar.

 

O dedo do técnico

O Grêmio voltou melhor para a etapa final e assumiu o domínio por todo o campo. Mas não transformava este domínio em ameaça à defesa do Lanús. Vendo que sua equipe não conseguia furar o bloqueio adversário, Renato Gaúcho começou a mexer no time aos 13 minutos, colocando Everton no lugar de Fernandinho. Aos 26, Jaílson deu lugar a Cícero e aos 29, Jael substituiu Lucas Barrios.

Aos 37 minutos, Edílson fez um lançamento quase do meio-campo, Jael desviou de cabeça e Cícero deu um toquinho na bola para mandar pro fundo do gol de Andrada. Gol que colocou o estádio abaixo e deu ao tricolor a vantagem de jogar pelo empate na semana que vem. Como não há gol qualificado na final da Libertadores, uma derrota do Imortal por 1 gol de diferença – 3 a 2, por exemplo – leva a decisão para a prorrogação e pênaltis (caso a igualdade nos gols prevaleça).

 

Tem que ter polêmica

No último lance do jogo, os atletas do Grêmio reclamaram muito com o juiz chileno Júlio Bascuñan que não marcou um pênalti claro de Aguirre em Jael. Antes que o árbitro de vídeo pudesse ser consultado, o chileno encerrou a partida com o placar de 1 a 0 para os donos da casa que reclamaram também de um lance no final do primeiro tempo, quando Ramiro caiu na área do Lanús reclamando pênalti (que não aconteceu).

 

A um empate do tri

Polêmicas à parte, o resultado foi excelente para o Grêmio que precisa apenas de um empate para conquistar sua terceira Copa Libertadores e mostrar aos críticos de Renato Gaúcho que ele realmente sabia o que estava fazendo quando “abandonou” o Campeonato Brasileiro para concentrar-se no mata-mata continental.

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