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Alerta ligado! Rival de Cris Cyborg no UFC 219 é confirmada e gera intriga antes de combate

Foto: Divulgação/UFC

O pedido foi, enfim, atendido. Depois de fazer muita campanha em suas redes sociais, Cris Cyborg conseguiu ver a disputa de cinturão contra Holly Holm ser confirmada para o UFC 219, dia 30 de dezembro, em Las Vegas (EUA). Será a primeira vez que a brasileira irá defender o título peso-pena feminino da organização no octógono desde que o conquistou, em julho passado. O combate é um prato cheio para o fã de lutas.

Para começar, é bom lembrar que Holly, apesar de já ter se apresentado na divisão peso-pena (até 65,7kg), em luta onde acabou derrotada por Germaine de Randamie, é natural da divisão peso-galo (até 61,2kg), onde já foi campeã do UFC. Sua última apresentação, inclusive, foi na categoria, onde ela nocauteou Bethe Correia com um chute alto na cabeça espetacular. No caso de Cyborg, a categoria peso-pena feminino é a de sua origem, ela está mais acostumada. Oproblema é que o  UFC ainda não conseguiu construir uma divisão peso-pena feminino. Faltam opções de rivais para Cris. Logo, o jeito é trazer um nome de outra divisão. Mas no caso de Holm foi mais do que acertada a decisão.

Atualmente, o nome de Holly Holm é o único que parece oferecer algum tipo de perigo a Cyborg. A brasileira sempre atropela suas adversárias por nocaute e não encontra muitas dificuldades para vencer no MMA. São 18 vitórias, uma luta “sem resultado” e apenas uma derrota, esta que aconteceu em sua luta de estreia no MMA, em 2005. São mais de dez anos sem saber o que é derrota.

A brasileira conquistou notoriedade no mundo das lutas por suas performances agressivas e nocautes arrasadores. Hoje, ela pode não ter o prestígio que merece, mas é uma lutadora muito popular e figura poderosa quando o assunto é vendas de pay-per-view. Um duelo contra Holly Holm multiplica essa expectativa, pois trata-se de uma luta competitiva.

É claro que Cyborg é favorita contra Holm ou qualquer outa mulher que pare à sua frente no octógono. Mas não se esqueça de que Holly é experiente, é ex-campeã mundial de boxe, tem uma trocação afiada, inteligente, e tem nos chutes sua maior arma. Sem contar que Holly foi a responsável pela maior zebra da história, que foi o nocaute que derrubou Ronda Rousey em seu auge, em novembro de 2015. Quem garante que ela não pode aprontar mais uma? Esse tipo de intriga contribui (e muito) para a luta. É melhor ver uma luta competitiva do que uma que você tem certeza do que vai acontecer, certo? E mesmo que Holm saia perdedora, assim como as últimas 18 rivais de Cyborg, ela tem um nível de luta que permite ao fã sonhar com um combate mais emocionante.

Um detalhe legal é que parece ser uma nova tradição do Ultimate fazer a última luta do ano entre mulheres. Ano passado, Amanda Nunes e Ronda Rousey fecharam o ano no UFC 207. Neste ano, Cyborg Vs Holm, em Las Vegas (EUA), pelo UFC 219, é também uma ótima forma da organização fechar com chave de ouro a temporada.

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