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UFC: A aposta que rendeu R$ 13 bilhões

Dana White UFC

É preciso ter três coisas na hora de se fazer uma aposta: dinheiro, conhecimento e coragem. O dinheiro não precisa ser muito, só precisa ser bem investido. Quanto mais conhecimento, mais chances você tem de lucrar. A coragem é o que faz você acreditar naquilo que ninguém acredita. Essa combinação foi muito bem trabalhada por Dana White e os irmãos Frank e Lorenzo Fertitta na compra do UFC. Em 2001, eles fecharam negócio com os antigos donos do show e atuaram como visionários ao comprar o evento pela “batagela” de US$ 2 milhões (cerca de R$ 6,5 milhões). Em julho passado, 15 anos e muito trabalho depois, venderam esse mesmo evento por US$ 4 bilhões (R$ 13 bilhões) para o grupo WME-IMG, que atua no ramo de entretenimento. Isso significa 2 mil vezes o valor investido.

Os irmãos Fertitta são donos de diversos cassinos em Las Vegas. Isso mesmo: diversos. Eles sabem fazer uma aposta bem feita e o UFC é a maior prova disso. É verdade que, sem o “empurrão” e o trabalho de persuasão do amigo Dana White, que os convenceu a acreditar no potencial do evento, talvez eles não tivessem feito o movimento. Mas Dana também não tinha o dinheiro necessário. Então eles se uniram e compraram a franquia, cada um com sua fatia do bolo.

Em 2001, o Ultimate passava por uma fase complicada. Dirigido pela SEG (Semaphore Entertainment Group), apesar do sucesso nos primeiros anos, o evento chegou a ficar à beira da falência. Logo nos primeiros anos, Dana White teve uma ideia que virou o jogo: criar o The Ultimate Fighter. A primeira edição do reality show que mostra a rotina de lutadores em busca de um contrato com o UFC foi um verdadeiro sucesso nos Estados Unidos, transmitido pela Spike TV. E foi apenas o primeiro exemplo do tipo de trabalho que agregaria valor à marca Ultimate Fighting Championship.

Com o passar do tempo, Dana e os irmãos Fertitta impulsionaram o crescimento do MMA no mundo, multiplicaram os lucros do Ultimate e colheram os frutos. Hoje, mais do que um evento de MMA que promove lutas na maioria dos fins de semana, o UFC é uma marca valiosa com diversas ativações no mercado esportivo. A venda por US$ 4 bilhões foi a maior venda de uma franquia esportiva na história. Hoje, o UFC não vende apenas luta. Venda um estilo de vida, um ideal, um entretenimento.

Dana sempre teve uma porcentagem menor, mas é o presidente da organização mesmo após a venda. Por sua vez, os irmãos Fertitta não são mais donos, mas seguem como sócios, agora minoritários e sem a obrigação de ter uma ligação com o UFC.

É claro que a valorização do UFC teve influência do tempo, da inflação, do crescimento e competitividade do mercado, muitos outros fatores e, claro, do trabalho competente de Dana White e dos irmãos Fertitta. Mas, mesmo assim, não há como negar. A compra do UFC à beira da falência por US$ 2 milhões foi talvez a aposta mais lucrativa da história do esporte.

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