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Brilhante, dominante e desprestigiado: Demetrious Johnson, o melhor lutador do UFC

Foto: AP Photo/John Locher

Você provavelmente não estava sabendo (ou lembrando), mas neste sábado o melhor lutador da atualidade — segundo o ranking oficial do UFC — entra em ação no octógono mais famoso do mundo. O nome dele é Demetrious Johnson, e apesar das atuações brilhantes e recordes na mira tem de conviver com a falta de reconhecimento do público. Dono do cinturão da divisão dos moscas (até 56,7kg), o americano vai tentar defender seu título pela nona vez consecutiva, neste sábado, pelo The Ultimate Fighter 24 Finale, que acontece em Las Vegas (EUA).

Johnson é o número um no ranking peso-por-peso do Ultimate. Ele está no topo do esporte, coleciona feitos, mas não tem o reconhecimento que merece. Algumas teorias apontam para uma falta de valorização do público a categorias mais leves no MMA. “Um peso-pesado é mais empolgante do que um peso mosca”. Mas não é bem assim. Vale lembrar que quando Conor McGregor começou a sacudir o mundo das lutas ele era apenas um aspirante a desafiante da categoria dos penas (até 65,7kg). Então o que falta a Demetrious? Sim, McGregor é um fenômeno à parte, mas é possível fazer barulho com os movimentos certos dentro e fora do cage.

O UFC parece fazer sua parte. Dá espaço ao campeão na mídia, o faz viajar pelo mundo como “lutador convidado” de diversos eventos… Talvez seja uma falta de iniciativa do próprio atleta. Ele é daqueles que dizem: “não gosto de falar, gosto de fazer”. Não dá declarações polêmicas, é discreto… De fato, o momento em que ele brilha é dentro do octógono. São oito defesas de cinturão consecutivas. Ele já bateu o número de José Aldo (7), está empatado com Jon Jones (8), e está a duas vitórias de empatar com Georges Saint Pierre e Anderson Silva, que alcançaram o número de dez defesas de título consecutivas. Mas, por algum motivo, isso não parece impressionar tanto a maioria dos fãs.   

Demetrious Johnson tem o respeito da imprensa e principalmente de lutadores. Sua valorização pode não vir dos fãs, mas não faltará desses dois grupos. Não é à toa que é o número um do ranking peso-por-peso (que envolve todas as categorias do UFC) e recebe incessantes elogios de companheiros de profissão.

Como solução para a falta de apelo em suas lutas, que dificilmente são sucesso de vendas de pay-per-view, ele já cogitou fazer superlutas. É uma ótima ideia. Grandes campeões encaram grandes desafios. Mas, antes disso, o compromisso marcado para este sábado. O Ultimate criou um The Ultimate Fighter (reality show do UFC) apenas com atletas da divisão dos moscas que são campeões em outras organizações. O vencedor será definido nesta quarta-feira, no duelo entre Tim Elliott e Hiromasa Ogikubo. O domínio de Johnson é tão amplo que ele vai descobrir o desafiante a seu cinturão dias antes do evento. Uma forma de apimentar o show, ou quem sabe tornar as lutas do americano mais competitivas.

Demetrious Johnson já faz parte do hall dos melhores lutadores da história do MMA. Ele será um dia tão exaltado como foi Jon Jones, Anderson Silva ou Georges Saint Pierre? Provavelmente não. Mas a realidade é que certos lutadores não precisam — ou não fazem questão disso. É aquela história. Contra números, não há argumentos. E ele tem números de sobra para se garantir como o melhor atleta da atualidade na modalidade.

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