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100 metros rasos: Bolt confirma favoritismo nas apostas; prova feminina tem lucro maior

O homem mais rápido do mundo continua sendo Usain Bolt. Correndo da sua forma tradicional, destroçando os adversários, o jamaicano dominou a final dos 100 metros rasos neste domingo no Rio de Janeiro e confirmou o que as apostas previam: ele era mesmo o favorito disparado ao terceiro título olímpico seguido, algo inédito na história dos Jogos.

Sua condição de líder disparado nas cotações era plenamente justificável. Bolt chegou a ter sua participação ameaçada pelos baixos índices dos últimos meses, mas bastou pisar no Rio para confirmar que tudo era estratégia para dosar o corpo e render o máximo apenas quando necessário.

Bolt era tão favorito na prova mais badalada do atletismo olímpico que sua vitória rendia apenas R$ 1,2 a cada R$ 1 apostado, levantou o Oddsshark.com/br.

Não havia – e segue sem haver – prova no atletismo que rendesse tão pouco e que configurasse tamanha barbada.

As passadas de Bolt cumpriram o percurso em 9s81. Seu recorde mundial é consideravelmente abaixo disso: 9s58, em Berlim-2009. A marca de Bolt no Rio não entra na lista nem dos dez melhores tempos de toda a história (dessas dez marcas, quatro são suas).

Seu principal adversário no Rio, o americano Justin Gatlin, foi muito vaiado pelo público. Terminou em segundo, com 9s89, confirmando as cotações das apostas que o colocavam exatamente nesta posição. Sua vitória pagaria R$ 2,5 a cada R$ 1 apostado. Não deve ter uma próxima chance. Gatlin está com 32 anos e a Olimpíada do Rio deve ser sua última. Bolt, de 31, também dificilmente vai competir na próxima edição dos Jogos, marcada para Tóquio. A capital japonesa vai sediar a competição em 2020.

Os cinco primeiros no Rio foram completados pelo canadense Andre de Grasse (9s91, o terceiro), o jamaicano Yohan Blake (9s93) e o sul-africano Akani Simbine (9s94).

Os que vinham a seguir nas apostas eram Blake (em caso de vitória, R$ 14 a cada R$ 1 apostado), Trayvon Bromell (R$ 25) e Andre de Grasse (R$ 33).
Deles todos, a grande decepção foi Bromell, o oitavo e último na final.
Rápidas e resistentes
A Jamaica dominou também os 100 metros rasos femininos com a vitória de Elaine Thompson. Ela cravou 10s71, seguida da americana Tori Bowie (10s83) e de outra jamaicana, Shelly-Ann Fraser-Pryce, que registrou 10s86. Fraser-Pryce brigava para ser tricampeã e igualar o compatriota Usain Bolt.

Se a prova masculina foi caracterizada por marcas distantes das melhores da história, o contrário ocorreu entre as mulheres. A final carioca registrou, pela primeira vez em Olimpíadas, sete finalistas correndo abaixo dos 11 segundos, algo creditado à temperatura mais amena e aos diferentes momentos da temporada.

As mulheres chegaram ao Rio com calendário mais tranquilo e com condições de registrar, nessas provas, tempos melhores em comparação com competições anteriores. O mesmo não ocorreu no evento masculino.
A prova feminina foi mais rentável para os investidores. A vencedora Thompson oferecia R$ 2,2 a cada R$ 1 apostado. A favorita era a holandesa Dafne Schippers, com R$ 1,3, que terminou na quinta posição. Vinham a seguir nas cotações Ann Fraser-Pryce (R$ 4,2), Tori Bowie (R$ 4,5) e English Gardner (R$ 5,5). Gardner foi a sétima na prova também realizada na noite carioca, mas no sábado.

Outra corrida feminina bastante aguardada pelos apostadores foi a maratona. E assim como ocorre com a Jamaica na velocidade, a prova de 42 quilômetros foi também dominada por um país típico – mas do continente africano.

O ouro ficou com a queniana Jemima Jelagat Sumgong, que terminou a prova em 2h24min04s.

Sumgong era a favorita nas apostas sempre muito abertas em provas longas e tão suscetíveis a surpresas e imprevistos que possam reverter a lógica.

A maratona carioca foi assim por ter sido disputada no sábado com forte calor e em trechos abertos. A falta de árvores em determinados pontos deixou a temperatura do asfalto ainda mais desgastante.

A vitória da queniana pagava R$ 3,5 a cada R$ 1 apostado, segundo as estatísticas do Oddsshark.com/br. Sua primeira colocação não era de toda esperada. Sumgong é considerada jovem para uma maratona. Tem apenas 31 anos. Deve atingir o ápice da forma física e da resistência só daqui a quatro ou cinco anos.

O pódio foi completado com outras duas atletas vindas da África: Eunice Jepkirui Kirwa, a segunda colocada, que corre com a bandeira do Bahrein, e Mare Dibaba, da Etiópia.

Dibaba era a favorita à vitória empatada com Sumgong. Pagava R$ 3,5 a cada R$ 1 apostado. Já Kirwa oferecia R$ 5.

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