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Paixão Nacional: Dá pra mudar?

Pra variar, o Corinthians começou com o pé esquerdo sua jornada na Libertadores 2020. Na noite da última quarta-feira, dia 5, em La Nueva Olla quase vazia, o Timão caiu por 1 a 0 diante do Guaraní do Paraguai – aquele mesmo que eliminou o alvinegro nas oitavas de final da competição em 2015 após um diretor sem-noção afirmar que o adversário era um “presente de Deus”. Pior: repetindo a escrita que vem sendo uma característica do Corinthians sob o comando de Tiago Nunes, jogando fora de casa a equipe fez mais uma apresentação medíocre que, é claro, acordou todos os medos da Fiel que já chora de saudades de Fábio Carille e Mano Menezes.

Mas é para tanto?

Não! Claro que não. O Corinthians pressionou o Guaraní, buscou o gol e cansou de perder chances. O empate teria sido um resultado mais justo. Mas “justiça” não entra em campo. E com a bola rolando, embora tenha apresentado momentos positivos, o trabalho de Tiago Nunes teve falhas que ajudam a explicar a derrota.

A começar pela escolha de Sidcley como titular na lateral-esquerda. Completamente sem ritmo de jogo, o atleta comprometeu em todos os setores – ataque, meio e defesa. Por mais que Nunes insista em dizer que Sid precisa jogar para ganhar ritmo, usar jogo eliminatório da Libertadores para “dar ritmo” é um erro grotesco. Principalmente quando vemos a mudança que Lucas Piton deu ao lado esquerdo do ataque corintiano quando foi para o jogo. Sidcley deveria ter sido preservado para o duelo contra a Inter de Limeira. Afinal de contas, foi para isso que os deuses do futebol inventaram os campeonatos estaduais.

Luan é outro que segue mostrando em campo porque foi tão fácil tirá-lo do Grêmio. Sem ousadia, sem criatividade, sem confiança, o meia conseguiu acertar uma cobrança de falta na barreira… quando havia apenas UM JOGADOR na barreira. Isso resume bem sua atuação no Paraguai.

Janderson e Everaldo deram desespero. Boselli – e qualquer um que goste de futebol – deve ter vontade de chorar cada vez que olha para os lados do campo e vê um dos dois lançado sobre a zaga adversária – para os mais antigos, é como ver dois Mirandinha em campo. É duro ver isso quando se tem Mateus Vital e Vagner Love no banco de reservas. Tudo bem que ambos não compõem defensivamente tão bem, mas é inegável que são muito melhores que Janderson e Everaldo no ataque. Em defesa de Love podemos dizer que ele conseguiu a façanha de receber um cartão amarelo ainda no primeiro tempo no banco de reservas. Se entrasse em campo era capaz de ser expulso…

Mas nem tudo são desgraças. Cantillo é um sopro de lucidez no meio-campo corintiano. Pena que Ramiro se contundiu. Seria interessante ver Cantillo, Camacho e Ramiro construindo as jogadas do alvinegro. Talvez assim, Luan achasse uma pequena parte do futebol que mostrou um dia.

Semana que vem tem mais. Pedrinho será opção. Não será titular porque seu Nunes não quer. Prefere Janderson e Everaldo.

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