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UFC 236: Adesanya confirma favoritismo, vence ‘guerra’ contra Gastelum e garante 57% de lucro

Kelvin Gastelum e Israel Adesanya fizeram a co-luta principal do UFC 236
Foto: Divulgação / UFC

Que luta, meus amigos. Neste sábado (13), em Atlanta (EUA), Kelvin Gastelum e Israel Adesanya contribuíram para construir uma séria candidata a “luta do ano”. Altíssimo nível de de MMA. Kelvin e Adesanya deram um show de técnica, cada um ao seu estilo, e mostraram muita força e resistência para se alternarem no controle da luta ao longo dos cinco rounds que culminaram na vitória de Israel via decisão dos juízes.

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Adesanya confirma o favoritismo nas casas de apostas e se torna o segundo nigeriano da história a conquistar um cinturão do UFC – o primeiro foi Kamaru Usman, que é o campeão da divisão dos meio-médios.

Enquanto Kelvin apostou quase que exclusivamente no boxe e usou seu jogo de wrestling raras vezes durante a luta, Adesanya mostrou mais uma vez sua versatilidade alternando ataques com socos e chutes na cabeça, no corpo e nas pernas. Incrível a quantidade de golpes diferentes que o nigeriano conectou. Foi soco, chute, cotovelada rodada… Mais uma vez, Gastelum mostrou que tem um queixo duríssimo. Como aguenta porrada esse cara! Apesar de ter sido mais atingido, o americano terminou a luta sem grandes lesões no rosto, enquanto o rival e novo campeão colecionou hematomas.

Mesmo diante dos 20 centímetros de vantagem que tinha diante do nigeriano, Gastelum usou bem o jab, que foi algo que deu certo pro Anderson Silva na luta contra o Adesanya. Só no terceiro round ele tentou e conseguiu botar Adesanya para baixo. Mas ele não conseguiu manter o nigeriano ali por muito tempo. Embora tenha variado com golpes no corpo e na cabeça, Gastelum se baseou mais na combinação jab-direto. E se por um lado Adesanya tocou mais vezes, Gastelum aplicava os golpes mais fortes.

Foi um confronto emocionante, ambos se alternaram diversas vezes no controle da luta e o combate acabou resolvido no detalhe. Eles chegaram no quinto round com a luta empatada (dois rounds para cada). Mas no quinto assalto, Adesanya cresceu, mostrou que tinha mais gás no tanque e quase nocauteou o americano depois de uma sequência de golpes. Mais cansado, Gastelum perdeu um pouco o reflexo e a velocidade. O tempo que ele gastava para sair do raio de ação do nigeriano era maior, o que facilitava Adesanya a acertar o rosto do americano na saída.

A maior envergadura e o melhor preparo físico pesaram a favor de Adesanya. Muitos dos golpes que abalaram e derrubaram o Kelvin com knockdown foram acertados depois que Kelvin entrava com a sequência jab-direto. Gastelum encurtava, jogava os golpes e antes que ele saísse do raio de ação, o nigeriano acertava ele com um direto de contragolpe. Sem contar que ele chegou mais inteiro no quinto round, embora também estivesse cansado. Kelvin até lutou num ritmo bom até o quarto round, quando ele conectou um chute alto que pareceu abalar Adesanya, mas no quinto assalto ele caiu de rendimento e foi o nigeriano que quase nocauteou. Israel teve mais gás.

E pudera. Enquanto o Gastelum estava sem lutar há quase 11 meses, desde a vitória contra o Jacaré no UFC Rio, ano passado, essa foi a sexta luta de Adesanya em 14 meses. Uma atividade incrível. Ele estreou em fevereiro do ano passado e 14 meses depois já é campeão interino dos médios. Não lembro de outro lutador que tenha feito uma caminhada tão rápida rumo ao cinturão.

Agora, Adesanya chega a seis vitórias consecutivas na categoria dos médios, garantiu o direito de encarar o campeão absoluto Robert Whittaker no duelo que vai unificar os cinturões da categoria e ampliou seu cartel perfeito para 17 vitórias em 17 lutas.

Essa foi a quarta derrota da carreira do Gastelum, mas ele provou mais uma vez que faz parte da elite da divisão e ainda pode seguir no topo. Com 27 anos, tem tranquilamente tempo e capacidade para seguir correndo atrás da sua chance ao título.

Por outro lado, Israel Adesanya se torna o novo grande astro do UFC. Jovem, talentoso, confiante, falador e invicto. O lutador tem tudo para alçar vôos mais altos não só dentro do octógono, mas também fora dele.

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