Humor

Paixão Nacional: Apesar de tudo…

Foi o Majestoso da Crise que todos esperavam: ruim de doer. Corinthians e São Paulo maltrataram sem dó a coitada da bola na tarde do último domingo no Itaquerão no clássico válido pela 7ª rodada do Campeonato Paulista. Sob o comando de Vágner Mancini – o técnico que não é mas vai ficando até que o Cuca chegue e te pegue daqui, te pegue de lá – o Tricolor do Morumbi não trouxe nada de novo: parecia que André Jardine seguia no banco (não) instruindo o time como aconteceu desde o final de 2018. Claro que seria demais querer que em poucos dias Mancini (ou Cuca?) fizesse grandes mudanças de posicionamento no time. Mas a atitude poderia ser diferente e não foi.

Do lado do Corinthians, a grande novidade foi ver Jadson no banco e Sornoza atuando (finalmente) em sua posição de origem: no meio, municiando o ataque e criando jogadas de perigo. Foram poucas jogadas, é verdade – mas o time, exceto por Gustagol, também não ajuda. Mesmo assim o equatoriano fez sua quinta assistência na temporada ao cobrar escanteio na medida para o criticado Manoel – à exemplo de Danilo Avelar contra o Palmeiras – limpar sua barra com a torcida e marcar em um clássico. A jogada, como não poderia deixar de ser, foi possível apenas graças ao erro da arbitragem que não marcou tiro de meta no lance anterior (não é Majestoso se não tiver lambança da arbitragem).

Mas tudo bem: no segundo tempo o juizão compensou ao não marcar uma falta de ataque no lance do gol de empate do São Paulo no início do segundo tempo.

Tudo igual no placar, o jogo que não era bom, seguia uma desgraça. E como toda boa desgraça, só podia ser definido em um acidente: Fágner cruza da direita, Vágner Love disputa pelo alto com Volpi, ninguém corta e a bola sobra para Gustagol que arma o chute, erra, mas a bola bate em sua canela e morre no fundo do gol.

Com a vantagem no placar, o Timão se posicionou no 11-0-0, fechou a casinha e amarrrou a partida até o apito final – que parecia nunca chegar dada a ruindade do espetáculo.

E apesar de todo este show de horrores, Fábio Carille segue absoluto nos clássicos e invicto contra os grandes em 2019 – empate em amistoso com o Santos e vitórias sobre Palmeiras e São Paulo.

E o corintiano fica se perguntando como poderia ser se o professor já tivesse encontrado um time…

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