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Jéssica Andrade é nocauteada por chinesa e perde cinturão do UFC. E agora?

Foto: Divulgação/ UFC

E o reinado de Jéssica Andrade como campeã do UFC durou apenas 42 segundos. A brasileira, que teve a chance de ser campeã dentro de casa em maio, deu a mesma chance a rival Weili Zhang, que não deixou escapar. Com uma performance fulminante, a chinesa nocauteou Jéssica em poucos segundos, tomou o título peso-palha e se tornou a primeira chinesa da história a conquistar um cinturão da maior organização de MMA do mundo.

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Jéssica era a favorita nas casas de apostas. Depois de emplacar quatro vitórias consecutivas no octógono, sendo as duas últimas por nocaute, a brasileira chegou para o UFC China com odds que ofereciam 52% de lucro, enquanto o triunfo de Zhang alcançava 155% de rendimento. A chinesa era reconhecida como um desafio duro para Jéssica, mas ninguém imaginou que ela passaria por cima da brasileira com tanta facilidade.

Vale lembrar que mesmo tendo vencido Rose Namajunas com um nocaute impressionante, até chegar no golpe que garantiu o título inédito pro Brasil, no UFC 234, em maio, Jéssica passou um verdadeiro sufoco no primeiro round, quando Rose soube trabalhar seu jogo de trocação na distância. A brasileira teve seu rosto coberto de sangue, e encontrou seu maior mérito ao adaptar a estratégia no segundo round, investir em chutes baixos e conseguir encurtar a distância até aplicar o bate-estaca que lhe rendeu a vitória.

O problema no UFC China é que Jéssica começou a luta exatamente da mesma forma de sempre. Andando para frente, buscando o nocaute com uma agressividade em ritmo acelerado. Só que uma vez campeã, você tem muito mais a perder. Ela não precisava ir com tanta fome pra cima de Zhang, e acabou pagando o preço por isso. Uma vez que entrou no raio de ação e tocou a adversária, Jéssica encontrou uma oponente que aguentou a pressão de pé e teve frieza pra conectar golpes precisos dentro do furacão. Jéssica acertou Zhang apenas quatro vezes, enquanto engoliu 29 golpes entre socos, joelhadas e cotoveladas.

Ela poderia ter começado a luta no mesmo ritmo do segundo round contra Rose. Se movimentando mais pro lado, alternando socos com chutes. Especialmente se tratando de uma rival que pouca gente conhecia, “sentir a luta” seria um bom caminho.

Mas também não há espaço pra drama. Weili Zhang foi melhor e ponto. Incrível a frieza da chinesa que em segundos conectou bons socos, usou bem as joelhadas e cotoveladas. A única ressalva é que algumas cotoveladas foram na nuca, o que é ilegal, mas não chegou a ser decisivo a ponto de questionar o resultado.

Jéssica mais uma vez mostrou que sua essência é esse estilo de luta agressivo e certamente vai tirar lições desse confronto. É difícil ficar triste quando se vê uma lutadora humilde como a Jéssica. Sem dar desculpas, sem grandes lamentações, a brasileira ainda consegue deixar o cage com sorriso no rosto, atendendo aos fãs com a serenidade de quem tivesse vencido a luta. Um verdadeiro exemplo de como se lidar com a derrota.

“A todos os brasileiros, minha família, todo mundo que estava torcendo… Muito obrigado por todo o carinho. Pode ter certeza que senti a energia de vocês. Infelizmente a mão entrou, não teve outro jeito, mas prometo a vocês que vou me reerguer, voltarei mais forte, vamos fazer uma sequência boa de vitórias e continuem sempre torcendo por mim. Muito obrigado a todos, amo vocês”, declarou a agora ex-campeã, logo depois da luta.

Eu não vou nem entrar nessa onda errada que já vi muita gente levantando a hipótese da luta ter sido comprada, que o UFC queria que a Weili Zhang ganhasse pra fazer dinheiro na China. Bicho, estamos em 2019 e ainda tem gente nessa? É óbvio que o título da Weili Zhang vai ajudar os negócios do UFC na China, mas a derrota da Jéssica representa um cinturão a menos pro Brasil no UFC e isso afeta, sim, os planos da organização por aqui.

A gente tá cansado de saber o quanto brasileiro gosta de vencer e só valoriza os campeões muitas vezes. E tem outra. Não é preciso fazer muita força pra lembrar do que aconteceu no UFC 234. Depois de José Aldo perder pra Alexander Volkanovski e Anderson Silva perder de forma bizarra pra Jared Cannonier, o que vocês acham que aconteceria se a Jéssica tivesse perdido pra Rose Namajunas? Seria péssimo pro Brasil. Isso significa que a vitória dela contra a Rose foi comprada também?

Então não cabe esse delírio. Todo mundo aqui já acompanha MMA há bastante tempo e sabe que isso não existe. A vitória foi rápida pelas circunstâncias da luta. As duas começaram no tudo ou nada e é isso que acontece quando lutadores vão pra cima em busca do nocaute. Azar da brasileira dessa vez.

Tenho certeza que a Jéssica vai voltar mais forte e vai trabalhar os erros.

Agora eu sugiro que ela tire um tempo de descanso. Descanso esse que ela não teve como campeã, já que conquistou o cinturão em maio e já o defendeu em agosto. Ela merece umas férias.

E sobre o futuro, após o descanso, Jéssica pode encarar a perdedora de Michele Waterson x Joanna Jedrzejczyk, que se encaram no dia 12 de outubro, ou até enfrentar Nina Ansaroff. Tatiane Suarez e Rose Namajunas devem ser cogitadas para o posto de próxima desafiante ao cinturão de Weili Zhang.

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