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Corinthians: grandes ideias, poucos resultados

O mundo do futebol não é mesmo justo. Fábio Carille, técnico tricampeão paulista e campeão brasileiro com o Corinthians, vem sendo bombardeado por todos os lados por conta do fraco desempenho da equipe em campo – apesar da 5ª colocação no Brasileirão. Sólido defensivamente, o time não se encontra do meio para a frente e o professor parece incapaz de pensar a equipe de uma forma que não seja o 4-1-4-1 mesmo sem ter no elenco atletas capazes de cumprir com as exigências táticas deste esquema de jogo (querer que Mateus Vital e Pedrinho sejam “secretários de lateral” é um desperdício de talento).

Pressionado por todos os lados desde a eliminação na Copa Sul-Americana com uma derrota por 2 a 0 em pleno Itaquerão, Carille ensaiou um Timão mais ofensivo nas últimas duas rodadas do Campeonato Brasileiro e como resultado conseguiu perder cinco pontos em seis disputados – no acumulado, o alvinegro ganhou apenas três dos últimos 15 pontos que disputou. Muito pouco para um time que se diz candidato a vaga na Libertadores – e que figura ainda no G-6 porque tem uma sorte quase imoral como a última rodada do Brasileirão mostrou.

A derrota na Sul-Americana, aliás, é o grande ponto de ruptura desta nova Era Carille no Corinthians. A explicação do treinador na coletiva após o jogo, culpando a juventude de seu elenco – os dedos acabaram apontados para Mateus Vital e Pedrinho – não pegou bem junto aos jogadores e a disposição (ou boa vontade do time) com o treinador parece ter chegado ao seu nível mais baixo (como evidenciado na bolinha pequenina que o time vem jogando).

Mauro Boselli, o atacante argentino que não caiu nas graças de Carille, disse em coletiva que o time joga muito menos do que pode. O treinador por seu lado disse que o esquema de jogo do Timão não favorece o estilo do atacante – o problema é que pelo que vem jogando, o esquema do time não beneficia ninguém agora que nem a defesa vem se comportando bem.

A apatia – e até conformismo – do treinador com a situação toda (e a franqueza ao dizer que pelo que joga, o time não merece G-4) não caiu no agrado da diretoria.

Tentando dar uma resposta em campo, Carille mudou a vocação defensiva de sua alma por uma versão mais ofensiva do Timão e o resultado foi o empate em 2 a 2 com o Goiás e a derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro (que até conseguiu passar algumas horas fora do Z-4). Em poucas palavras: perdeu cinco pontos em dois jogos.

Ninguém dentro do Parque São Jorge fala abertamente em demissão do treinador – e demití-lo agora seria um erro gigantesco –, mas o alvinegro sonha em tirar Tiago Nunes do Athletico-PR no final do ano e contar com seus serviços em 2020. A conferir.

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