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Tricampeão Richard Gasquet e belga David Goffin lideram corrida pelo título do ATP 250 de Montpellier

Foto: Clive Brunskill/Getty Images

Com 10 franceses na chave principal, torneio sempre teve pelo menos um anfitrião na final de todas as edições passadas; competições em Quito, no Equador, e em Sófia, na Bulgária, completam semana de tênis pós Copa Davis

Depois do término da primeira rodada da Copa Davis, que teve como principais resultados a vitória da Espanha sobre a Grã-Bretanha e do Cazaquistão sobre uma desfalcada Suíça no Grupo Principal, além do dramático triunfo brasileiro diante da República Dominicana pelo Zonal Americano, voltamos à rota da ATP. Teremos nesta semana (5 a 11 de fevereiro) três torneios de ordem de 250 pontos – pontuação dada ao campeão. Destaque para o ATP de Montpellier, que chega à sua oitava edição tentando manter o retrospecto de contar pelo menos com um francês a cada final. Há ainda o ATP do Equador, onde o showman Gael Monfils faz sua estreia na famosa altitude de Quito, e o ATP de Sófia, em que Stan Wawrinka é a grande estrela. Se liga só no que preparamos para vocês!

 

Domínio francês

Se há um torneio em todo circuito da ATP em que os donos da casa são respeitados, a competição realizada na cidade de Montpellier é o tal local. Em todas as sete edições passadas tivemos um anfitrião na final. Richard Gasquet é o maior vencedor com três títulos (2013, 2015-2016) e dois vices  (2014 e 2017), além de possuir o recorde de vitórias por lá: 20-4. Outro local a fazer bonito diante de sua nação é Gael Monfils, com o bicampeonato nos anos de 2010 e 2014, além do segundo lugar em 2012.

Sem o showman, que começará sua jornada no saibro em território equatoriano e o atual campeão Alexander Zverev, que ajudou recentemente a Alemanha a bater a Austrália na Copa Davis, acreditar em um francês na decisão não parece tão complicado assim. Ainda com possibilidade de receber mais tenistas locais devido à fase qualificatória, a competição já conta com 10 anfitriões na chave principal.

Além de Gasquet, destaque para as presenças de Lucas Pouille, que retorna ao torneio após três anos como cabeça de chave número 2 em meio a três títulos de ATP em 2017; o experiente Jo-Wilfried Tsonga, que vem de uma temporada com quatro troféus em quadra dura; e Gilles Simon, campeão no início do ano em Pune, na Índia.

Apesar do possível domínio francês, o tenista mais visado é o belga David Goffin, finalista do ATP Finals de 2017 e sétimo colocado na corrida pelo posto de número 1 ATP. O tenista de 27 anos chega com a responsabilidade de apagar a má exibição deixada no Aberto da Austrália, quando caiu na segunda rodada para Julien Benneteau (FRA).

 

ATP do Equador

Abrindo a gira na América Latina, que terá cinco torneios ao longo dos próximos meses, e ainda a temporada no saibro, o ATP do Equador chega à sua quarta edição diante da estreia de importantes tenistas. Um deles é Gael Monfils, que começou o ano com o pé direito vencendo o ATP de Doha, no Catar, e deu trabalho a Novak Djokovic na segunda rodada do GS australiano.

Além dos oponentes em quadra, Monfils e muitos outros dos tenistas desacostumados com as condições equatorianas, terão como grande adversário a altitude. Se ela é famosa em jogos de futebol, dos quais os times locais e a seleção nacional se aproveitam deste fator para tirar vantagem, no tênis a situação é um pouco nova. Com Quito localizada a 2.850 metros acima do mar, é bom os jogadores se prepararem com a velocidade da bolinha!

O torneio sul-americano também testará a hegemonia no dominicano Victor Estrella Burgos, tricampeão do ATP 250 e com o recorde 15 vitórias. O problema é que desta vez o experiente tenista de 37 anos terá rivais conhecedores da “terra batida”, como Pablo Carreño Busta, 10º colocado no ranking, e Albert Ramos-Viñolas (21º).

O Aberto do Equador ainda marca o retorno do brazuca Thomaz Bellucci após cinco meses de suspensão por doping. Pela quarta vez consecutiva, o brasileiro encara Estrella Burgos em Quito. Freguês do dominicano, o 108º colocado na ATP tenta voltar ao circuito encerrando um mau retrospecto.

 

ATP de Sófia

E, por fim, temos o ATP de Sófia, onde Stan Wawrinka quer recuperar o ritmo de jogo. Depois de passar por uma cirurgia no joelho esquerdo ao longo de 2017, o suíço retornou as quadras em Melbourne e caiu de forma surpreendente para o norte-americano Tennys Sandgren. Aos 32 anos, Wawrinka busca manter a marca de ter vencido pelo menos um torneio nas últimas cinco temporadas – possui 16 conquistas em toda carreira.

Para isso, o cabeça de chave número 1 terá que passar por nomes como o francês Adrian Mannarino (25º na ATP) e Gilles Muller (LUX), cabeças de chave 2 e 3, respectivamente. A grande ausência é o anfitrião Grigor Dimitrov, atual campeão do torneio e quarto colocado no ranking da ATP.

 

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