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Paulista A1

Série A1: Corinthians sai na frente, cede o empate ao Santos mas continua invicto em clássicos pelo Paulistão; no sufoco, o São Paulo vence a Linense

Após 49 minutos de paralisação no segundo tempo, o Santos volta melhor e jovem de 21 anos define o placar do clássico

Foto: Ivan Storti/Santos FC

Com fama de problemático, Diogo Vitor sai do banco e garante o empate para o Santos contra o Corinthians; em Lins, o São Paulo sai atrás e busca a virada nos acréscimos do segundo tempo.

Apoiado na “lei do ex”, Renê Júnior – que foi atleta do Santos em 2013 – abriu o placar para o Timão ainda no primeiro tempo. Após a paralisação de 49 minutos por conta de nova queda de energia no Pacaembu, o menino-problema (mas muito talentoso) Diogo Vitor – que quase saiu do Santos – deixou tudo igual aos 41 minutos do segundo tempo. Já o São Paulo, que não vencia há três jogos pelo Campeonato Paulista, não jogou bem – de novo –, correu sérios riscos em Lins mas, ao final, graças a Rodrigo Caio, retornou à Capital com os 3 pontos na bagagem. Palmeiras x São Caetano e Ponte Preta x Bragantino fecham hoje, segunda-feira, a 10ª rodada do Paulistão.

 

Foi justo

Após a exibição mais do que desastrosa contra o Real Garcilaso pela Libertadores na última quinta-feira – e sem poder contar com Gabigol – o técnico Jair Ventura promoveu algumas mudanças no Santos tentando conquistar a vitória em cima do Corinthians. Com isso, o veterano Renato foi para o banco, assim como Arthur Gomes. Em seus lugares entraram Léo Cittadini e Rodrygo. Mas o problema maior do Peixe é a falta de qualidade do meio campo. Quando tentava sair tocando a bola, o time se atrapalhava e oferecia o contra-ataque ao Corinthians (um time que “gosta pouco” de jogar no contra-ataque). Quando optava pelo lançamento longo – a boa e velha “ligação direta” – facilitava a vida da defesa do Timão. Para ajudar, Copete estava numa tarde pior que o habitual.

O Corinthians, por sua vez, ainda se adaptando ao modelo de jogo sem um camisa 9, era mais incisivo no ataque e conseguia se aproveitar dos erros na saída de bola do Peixe para pressionar a defesa até que aos 19 minutos, Renê Júnior mandou um tirombaço do meio da rua. A bola desviou levemente na defesa e matou completamente o goleiro Vanderlei que saiu na foto mas nada pôde fazer para evitar o gol.

A partir deste momento o Santos foi pra cima do atual campeão paulista e brasileiro mas, sem objetividade, abusava dos cruzamentos ineficientes (até os 21 minutos do segundo tempo haviam sido 28 contra 3 do Corinthians).

Jair mexeu e, na volta do intervalo Arthur Gomes entrou no lugar de Copete. Pouco depois, aos 19, Vítor Bueno substituiu Vecchio – e Júnior Dutra assumiu o lugar do “morto” Clayson no Timão. Aos 21, o terceiro apagão no Pacaembu nesta temporada e a partida ficou parada por 49 minutos até que a luz fosse reestabelecida. O jogo recomeçou e o Santos voltou melhor, pressionando o Corinthians com mais qualidade.

Buscando mais ofensividade, o “rei dos clássicos” Fábio Carille – invicto nos duelos estaduais contra os outros três grandes desde 2017 – trocou um jogador que pouco fez (Jadson) por outro que pouco faz (Sheik). A partir daí o Timão passou a jogar com 10 e Diogo Vitor, que substituiu Rodrygo (um dos destaques positivos do Santos no jogo) fez, aos 41 minutos, o gol de empate do Peixe – que diante de tudo que os dois times apresentaram, deixou o placar final mais justo.

Com o empate em 1 a 1, Santos e Corinthians seguem líderes de seus grupos com 18 e 17 pontos respectivamente com 3 de vantagem para os segundos colocados. Mas, faltando ainda duas rodadas e 6 pontos em disputa as duas equipes podem – matematicamente – perderem as lideranças e, no caso do Corinthians, até mesmo ficar fora das quartas de final, dependendo da combinação de resultados.

 

Foi por pouco… de novo

Mais uma vez com Diego Souza e Nene no banco de reservas e Valdívia e Brenner no time titular, o São Paulo foi a Lins enfrentar a Linense – lanterna do Paulistão – e encontrou (pra variar) muita dificuldade na criação de jogadas de ataque e em opções para furar o bloqueio defensivo dos donos da casa que saíram na frente com gol de Murillo Henrique aos 37 minutos do primeiro tempo. O Tricolor, entretanto, respondeu rápido e Reinaldo aproveitou passe de Cueva dentro da grande área rival para deixar tudo igual aos 41. O autor do gol, porém, não voltou para o segundo tempo e por conta do cansaço foi substituído por Edimar. ATUALIZADO: o departamento médico do São Paulo confirmou que o lateral sofreu um estiramento no músculo adutor esquerdo e seguirá fora do time titular por tempo ainda indeterminado.

Na etapa final, o São Paulo continuava sendo vítima de sua falta de criatividade e ainda viu a Linense chegar com perigo mais de uma vez ao gol de Jean. Com Nene no lugar de Cueva e Diego Souza no de Marcos Guilherme aos 18 e 19 minutos, respectivamente, Dorival Júnior tentou melhorar a criação do Tricolor. Mas não resolveu. O time seguiu tendo dificuldades até que Rodrigo Caio, aos 47 minutos do segundo tempo, completou de cabeça cobrança de escanteio de Nene e deu a vitória ao time do Morumbi.

A vitória por 2 a 1 – mesmo sem jogar bem – acaba sendo importante para o São Paulo encarar de frente o Palmeiras nesta quinta-feira pelo clássico da 11ª rodada do Campeonato Paulista. A nova formação com Vadívia e Brenner é mais rápida que a antiga, com Nene e Diego Souza – e o segundo, ao que tudo indica pelas suas declarações ao final do jogo, está tomando consciência (novamente) de que é meia e não centro-avante. Como meia, um grande reforço para Dorival Júnior que encontrou a velocidade e agora precisa achar a criatividade em seu meio-campo.

Para a Linense, a derrota praticamente consolida o seu rebaixamento. Faltando ainda 6 pontos em disputa e tendo pela frente Santo André e Mirassol – é pouco provável que a equipe, com 6 pontos, escape da Série A2 em 2019.

Resumo da rodada

A 10ª rodada do Campeonato Paulista começou na última sexta-feira, dia 2, com o empate entre Ferroviária e Mirassol em 2 a 2. O time visitante, após perder seus dois zagueiros, Wellington e Edson Silva, que chocaram cabeças no rebote da cobrança de pênalti desperdiçada pela Ferroviária e precisaram serem substituídos por  Jesiel e Riccieli, encontrou em Xuxa – seu principal jogador –, o veículo para fechar o primeiro tempo com 2 gols de vantagem no placar. O primeiro com Zé Roberto, aproveitando excelente passe de Xuxa e o segundo, feito por ele mesmo em cobrança de pênalti (polêmico) de Wellinton Júnior em André Luis. No segundo tempo, enquanto teve fôlego, a defesa do Mirassol conseguiu manter a Ferroviária longe de sua meta. Mas o gás acabou e aos 32 minutos, Hygor, de cabeça, fez o gol que recolocou os donos da casa no jogo. Aos 39, Diego Mateus, de falta, deixou tudo igual. Sem pernas e tendo feito todas as substituições o Mirassol abriu mão de atacar e colocou todos seus esforços no objetivo de garantir o ponto fora de casa. Deu certo e o resultado mantém as duas equipes fora do Z-2.

O São Bento foi até Campinas colocar a defesa menos vazada do Paulistão à prova contra o Red Bull Brasil no estádio Moisés Lucarelli. E abrindo a rodada de sábado debaixo de um forte calor conseguiu, como era de se esperar, voltar para Sorocaba com um pontinho na bagagem. Com muita disposição e quase nenhum futebol, os dois times fizeram um duelo duro de se ver com muito pouco a ser comentado – um gol (corretamente) anulado do São Bento e uma finalização perigosa do RBB resumem o que foi o primeiro tempo. O técnicos bem que tentaram mexer na dinâmica do jogo durante o segundo tempo usando o banco de reservas, mas nada mudou e o empate em 0 a 0 ficou barato (o mais justo seria a derrota dos dois times). Melhor para o São Bento que se mantém vivo na luta pela segunda vaga no grupo C (a primeira é inegavelmente do Palmeiras). O Toro Loko, por sua vez, manteve sua sina de perder pontos em casa e segue fora do Z-2, mas muito ameaçado pelo rebaixamento.

Em outro jogo mais feio que tratamento de canal, o Botafogo “achou” a vitória contra o Santo André, por 1 a 0, aos 42 minutos do segundo tempo, quando o zagueiro Domingos, machucado mas ainda em campo (já haviam sido feitas todas as substituições), deu espaço para que Lucas Taylor recebesse passe de Dodô na área e colocasse o Pantera na frente. Aos 48 minutos, Domingos conseguiu – finalmente! – sair de campo ao ser expulso após um carrinho desastroso que acertou o rosto do goleiro botafoguense, Tiago Cardoso. O resultado coloca o time de Ribeirão na segunda colocação do Grupo D com 3 pontos de vantagem sobre o RBB – 15 a 12 –, e crava as chuteiras do Ramalhão no Z-2, ao lado da Linense.

Precisando seguir vivo na luta por uma vaga nas quartas de final do Paulistão, o Ituano engrossou o jogo para cima do Novorizontino e saiu na frente ainda no primeiro tempo tempo com Júnior Santos aproveitando o passe de Igor para colocar o Galo na frente. Poucos minutos depois, o zagueiro Alisson foi expulso, mas nem a superioridade numérica fez o Novorizontino alcançar a igualdade. O segundo tempo começou movimentado e o Ituano ampliou logo no começo com Marcelinho. Mas então chegou a hora de brilhar a estrela de Alisson Safira que marcou para o Tigre aos 14 e aos 17 minutos em jogadas de muito oportunismo. Aos 19, Adilson Goiano subiu sozinho no primeiro pau após cobrança de escanteio e virou para o Novorizontino. Mesmo com um jogador a menos, o Ituano se lançou ao ataque e por pouco não conseguiu o empate. O resultado de 3 a 2 colocou o Novorizontino na segunda colocação do Grupo C. O Galo, por sua vez, torce agora contra o Bragantino – que joga hoje – para se manter na vice-liderança do Grupo A.

 

Palmeiras x São Caetano e Ponte Preta x Bragantino fecham a 10ª rodada do Paulistão nesta segunda-feira

Palmeiras x São Caetano

Líder com folgas na classificação geral do Paulistão e do Grupo C – além de ser o único brasileiro (falta o Vasco) a estrear com vitória na fase de grupos da Libertadores – o Palmeiras chega a 10ª rodada do estadual já classificado para as quartas de final graças ao empate entre RBB e São Bento. Vai a campo hoje para  “cumprir tabela” contra o São Caetano e – por que não? – rodar o elenco e fazer experiências. Tendo pela frente o São Paulo na próxima rodada (quinta-feira, dia 8, em casa) a tendência é de que o técnico Roger Machado poupe alguns titulares e vá com força máxima para buscar sua segunda vitória em um clássico paulista (o Verdão venceu o Santos e perdeu para o Corinthians). Mantendo sua política de treinos fechados, a escalação do Palmeiras é um mistério, mas com Antônio Carlos, Lucas Lima, Borja, Felipe Melo e Victor Luis pendurados, William, Keno, Scarpa, Guerra, Moisés e Juninho podem ser novidades. De certo mesmo, apenas a entrada de Fernando Prass no gol, na vaga de Jaílson – expulso na derrota contra o Corinthians.

O São Caetano, por sua vez começou muito mal o Paulistão e se “recuperou” com duas vitórias seguidas (Ferroviária e São Bento). Mas a sua colocação geral ainda inspira cuidados: com apenas 10 pontos, o Azulão está a apenas dois de distância do Santo André que, com oito pontos abre o Z-2. Um empate hoje à noite não seria considerado um mal-resultado dentro da comissão técnica do clube da Grande São Paulo que enfrentará ainda Botafogo e Bragantino nas últimas rodadas da fase de grupos em sua luta para seguir na série A1.

Ponte Preta x Bragantino

Com os desfalques certos de Luan Peres (suspenso), João Vitor (suspenso), Tiago Real (lesionado), Felipe Saraiva (lesionado) e Felippe Cardoso (lesionado), a Ponte Preta – que tem, em números, seu pior início de temporada nos últimos 11 anos –, levará a campo um time totalmente “remendado” para enfrentar o Bragantino em busca de uma recuperação no estadual – a Macaca vem de uma série de quatro empates e uma derrota. Dentro do grupo, a posição da Ponte não é ruim: com 10 pontos até aqui está a um do líder, São Paulo. Mas, na classificação-geral, tem apenas dois de vantagem para o Santo André, primeiro time do Z-2. Uma vitória deixará a Macaca em uma posição confortável em relação ao risco de rebaixamento para a Série A2 – e sejamos honestos, dois rebaixamentos em menos de um ano pode ser um golpe duro demais para o clube campineiro. Melhor evitar. De seu lado, o Bragantino vem de um triunfo sobre o Vitória pela Copa do Brasil na última quarta-feira e agora precisa vencer a Macaca para se aproveitar da derrota do Ituano e assumir a segunda posição no Grupo A. Mas com defesas relativamente boas (apenas 7 gols sofridos) e ataques fracos (a Ponte fez 6 gols e o Bragantino 7 até o momento), o duelo de hoje a noite tem um cheiro bem forte de empate – mas o Massa Bruta, por conta dos desfalques da Ponte, pode se dar melhor ao final dos 90 minutos.

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