Carioca

Seletiva do Carioca: o que esperar do decisivo Bonsucesso x Goytacaz?

Foto: Carlos Grevi / Goyatacaz Futebol Clube

Em clima de tensão, Goytacaz tenta comprovar fama de imortal às 16h (de Brasília) deste sábado (13) diante do Bonsucesso, no Estádio Elcyr Resende        

O Goytacaz estava eliminado do Carioca até os 54 minutos da partida da última quarta-feira (10) contra o Resende. Mas o gol da vitória por 2×1 representou a manutenção das chances do clube alvianil, que agora joga tudo nesta última rodada, quando visita o Bonsucesso.  O Goytacaz está na segunda colocação, com sete pontos, empatado com o Macaé. Os três times brigam por duas vagas para decidir quem segue no Campeonato Carioca, com uma pequena possibilidade de o Bonsucesso também atingir o feito.

 

Um drama sem fim

O Goytacaz se viu realmente fora do Carioca até alcançar o seu gol milagroso aos 54 minutos contra o Resende. O time do Norte Fluminense segue sonhando com a vaga, mas ainda precisa se recompor da “Batalha do Aryzão”, com um clima muito hostil por parte das duas equipes na última quarta (10).

O técnico Paulo Campos foi muito sincero e questionou a torcida do Goytacaz: “Eu sou o comandante. Tenho que ter calma, tranquilidade, ver o que posso fazer. Alguns torcedores não merecem. Foram ali antes do jogo terminar xingando e falando o que não podem. Falei que tenho experiência, joguei futebol. Sei tudo que acontece em campo. E aconteceu. O Goytacaz está de parabéns, a nossa diretoria também”, afirmou o treinador à Rádio Campos Difusora.

O presidente Dartagnan Fernandes bateu na mesma tecla e mostrou que a torcida deveria estar satisfeita com o Goytacaz estar na elite depois de 25 anos. “Temos que ter cautela ao tratar os jogadores, comissão e diretoria. Quero parabenizar a todos, inclusive a torcida”, afirmou, pondo panos quentes.

O presidente, porém, teve um discurso forte a seguir e cravou que o Resende recebeu dinheiro para complicar a vida do Goytacaz: “O time do Resende veio com “mala” para tirar ponto da gente. A arbitragem entrou no jogo deles. Se marcar, foram só 35 minutos de bola rolando no primeiro tempo. Não pode existir isso na Série A. Tem que melhorar o quadro de arbitragem e colocar pessoas que tenham cancha para apitar. Sabíamos o que podia acontecer. Veio o gol deles e tivemos que fazer quatro para valer dois”, finalizou o presidente, ainda à Rádio Campos Difusora.

O grande desafio do Goytacaz vai ser recuperar as energias e demonstrar que está apto a jogar uma decisão depois de uma partida tão polêmica. “A gente ficou mesmo sem acreditar, meio bobo, olhando para todos os lados. Uma hora ia acontecer. Nossa família, o grupo de jogadores, a gente sabe que sempre tem sofrimento, nunca foi fácil. Desde a segunda divisão, sempre superamos. Quando a gente estava na situação de um ponto só, disse que tínhamos três finais. Se perdêssemos, morreria ali. Combinamos que iríamos morrer, mas conseguir três vitórias. Conseguimos duas vitórias e agora vamos descansar para mais um jogo de vida ou morte buscando a vaga na fase principal”, analisou o zagueiro Edson.

 

Bonsucesso reclama da arbitragem

O Bonsucesso chega a esta última rodada nas cordas e com uma pequena chance de se classificar, mas o próprio time olha para as suas possibilidades com grande desconfiança.

O Cesso está com seis pontos, contra sete de Macaé e Goytacaz e dez da Cabofriense. A primeira missão da equipe é vencer o Goytacaz. Caso obtenha o resultado, será a vez de secar o Macaé, que não vai poder bater o Resende. Apenas esta combinação permite avançar no Carioca.

O clube, porém, está muito irritado com a arbitragem. Dos cinco gols sofridos na Seletiva, quatro saíram de bola parada, e o técnico atribui isto aos juízes. “E posso falar também do pênalti que não foi marcado contra a Cabofriense. Posso falar do alto de índice de jogadas perto da área que não são marcadas a nosso favor. A gente leva em consideração uma série de fatores”, afirmou o técnico Marcelo Salles. “A arbitragem tem que se isenta. Eu não consegui ver essa isenção da arbitragem. Existe uma série de coisas que faz você perder o jogo.”

Outro grande tema de discussão no Bonsucesso é a impossibilidade de mandar os jogos na sua casa, o Estádio Leônidas da Silva. “Isso com certeza faria a diferença. O America consegue laudo, o Resende consegue laudo, todo mundo consegue o laudo e o Bonsucesso não. A gente tenta de todas as formas, mas nem sempre é possível”, concluiu, sobre a partida deste sábado (13) ser realizada no Elcyr Resende, em Saquarema.

 

Jogos da 5ª rodada da Seletiva do Campeonato Carioca

Sábado, 13 de janeiro

  • 16:00 – America x Cabofriense – Palpite: Empate
  • 16:00 – Resende x Macaé – Palpite: Macaé
  • 16:00 – Bonsucesso x Goytacaz – Palpite: Goytacaz