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Ronda Rousey faz história e se torna primeira mulher anunciada para o Hall da Fama do UFC

Foto: Divulgação / UFC

O UFC 225, ocorrido no último sábado (9), em Chicago (EUA), entrou para a história como um evento marcado por diversos acontecimentos dentro do octógono. Mas o evento será lembrado também pelo anúncio realizado fora do cage em homenagem a uma atleta que sequer estava presente: Ronda Rousey. A americana será introduzida no Hall da Fama do UFC no dia 5 de julho, em Las Vegas (EUA). Ela se torna a primeira mulher eternizada entre as maiores lendas da história do Ultimate após seu trabalho pioneiro de introdução das mulheres no octógono.

Ronda é esperada na cerimônia que acontece durante a Semana Internacional da Luta, em Vegas. A americana receberá o título do Hall da Fama junto à classe de 2018, como membro da “Ala Moderna”, se juntando a Forrest Griffin (2013), BJ Penn (2015) e Urijah Faber (2017) como os únicos lutadores homenageados nesta categoria até então. A ala homenageia atletas que estrearam no MMA após 17 de novembro de 2000, data que marcou o primeiro evento do UFC sob regras unificadas de MMA.

Rousey foi a primeira estrela do MMA feminino a brilhar no UFC e foi a maior responsável por fazer o presidente Dana White mudar de ideia em relação a chegada das mulheres ao octógono. Antes de Ronda, o dirigente chegou a declarar em entrevistas que o público jamais veria mulheres se apresentando no evento. Além de ser a primeira campeão do Ultimate, Rousey também, atuou como embaixadora do esporte, fazendo um massivo trabalho de divulgação da modalidade durante seu reinado no UFC, o que abriu portas e gerou oportunidades para outras atletas brilharem na maior organização de MMA do mundo.

“Não haveriam mulheres no UFC sem Ronda Rousey. Ronda é uma verdadeira pioneira que ajudou a mim, pessoalmente, e a muitas outras pessoas, a olhar diferente para as mulheres em combates de esporte. Ela conquistou tudo o que se preparou para fazer no UFC e se tornou um ícone global e se tornou um modelo no processo. Hoje, as divisões femininas estão repletas de lutadores incrivelmente talentosas e elas produzem algumas das melhores lutas que vocês vão ver. Estamos orgulhosos por anunciar Ronda como a primeira mulher no Hall da Fama do UFC”, declarou Dana White, após o anúncio.

Ronda Rousey não luta desde dezembro de 2016, quando foi nocauteado por Amanda Nunes. Ela nunca anunciou oficialmente a aposentadoria do esporte, mas assinou um longo contrato com o WWE e já insinuou que dificilmente volta ao MMA. Depois de fazer história no judô conquistar uma medalha de bronze olímpica e se tornar campeão do Pan-Americano, a americana se tornou um ícone do MMA, defendeu o cinturão do UFC por seis vezes, acumulou um cartel de 12 vitórias e duas derrotas e foi a maior responsável por abrir as portas para que hoje o Ultimate contasse com quatro categorias de peso femininas e chegasse ao número de 22 eventos com luta principal entre mulheres.

Indução mais do que justa por todo o trabalho feito dentro e fora do octógono por Ronda Rousey. A americana foi sem dúvidas a peça mais importante para o ingresso e desenvolvimento do MMA feminino no UFC e merece um lugar no Hall da Fama por tudo o que fez.

“É uma honra imensa, não apenas participar da entrada das mulheres à frente desse esporte, mas agora no Hall da Fama do UFC. Que eu seja a primeira de muitas”, afirmou Rousey.

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